A música dos anos 90: #EuOuvi

Bárbara Gaia

1 de abril de 2019

Vocês já repararam que nos últimos tempos está tendo um revival dos anos 90?

Dia desses eu vi o lançamento de uma nova música e um video do New Kids On The Block (se você não tem 30 e poucos como eu, eles seriam uma versão do One Direction ou BTS, digamos assim) fazendo uma homenagem às boy bands de várias décadas, especialmente as dos anos 90.

A música nos anos 90 foi mesmo um caso à parte. Teve para todos os gostos. Tivemos a explosão do hip hop e do funk melody, o pop na voz das princesinhas como Britney Spears e Christina Aguilera e de verdadeiras divas como Whitney Houston e Mariah Carey, a ascensão do o rock nacional, o pagode que machucava o coração e o axé com seus passinhos coreografados que a gente sabia de cor.

Eu sou uma cria dos anos 90 e lembro bem de algumas bandas e cantores que não saiam do meu discman (de novo, se você tem menos de 30, dá uma pesquisada e veja como não era nada fácil a vida de alguém que não podia carregar todas as suas músicas favoritas, dentro de um celular).

Como esse blog aqui ama uma lista, aí vai um TOP bandas, cantores e cantoras do Anos 90.

SKANK

Como eu tinha dito anteriormente, o rock nacional estava a pleno vapor. Jota Quest, Capital Inicial, O Rappa, Cássia Eller e Legião Urbana eram algumas das bandas e cantores que não saiam das rádios e lotavam estádios em seus shows. Uma das bandas que eu mais gostava era o Skank. O grupo mineiro foi formado em 1991 e o pop rock, seu estilo musical.

Eu acho que curtia o Skank pelo seu som mas principalmente pelo seu bom humor. As letras das músicas eram bem divertidas e os clipes, mais ainda.

SPICE GIRLS

A MTV trouxe para cá um mundo novo, se tratando do pop. O ritmo, tradicionalmente americano, era tão fácil de escutar, com seu ritmo marcado e sua melodia feita para ser a trilha de uma festa, que era irresistível para um ouvido adolescente.

Além das famosas boy bands que eu escutava sem parar, teve uma banda só de garotas que foi um marco nesse tempo: as Spice Girls. O quinteto londrino falava de empoderamento e girl power quando nem era assunto. Juntando com os beats, que são um convite para pular e dançar até o sol raiar, fica fácil entender porque elas criavam hits atrás de hits.

Wannabe foi um deles. Quem entendia um pouco de inglês, já curtia a letra que fugia do “você é meu príncipe encantado, farei tudo por você, por favor nunca me deixe”.

What do you think about that now you know how I feel
(O que você acha, agora que sabe o que sinto?)
Say you can handle my love are you for real
(Diga que você pode lidar com meu amor, que você é de verdade)
I won’t be hasty, I’ll give you a try
(Não vou ser apressada, vou dar uma chance)
If you really bug me then I’ll say goodbye
(Se você me encher, eu direi adeus)

BANDA EVA

Se é pra seguir falando de empoderamento, que tal lembrar dos tempos que Ivete Sangalo surgiu junto com a Banda Eva? A cena do axé era tomada por bandas masculinas e músicas de duplo sentido. Nesse cenário Veveta apareceu como a líder de uma banda de axé que ia na contramão do que estava fazendo sucesso.

Parecia que não iria dar certo mas o que essa baiana tem de carismática tem de persistente. Aos poucos a Banda Eva foi ganhando espaço e seguir carreira solo parecia mesmo inevitável. O resto é história.

PAGODE

Muito antes de Dilsinho, Thiaguinho e Mumuzinho haviam Os Travessos, Exaltasamba (com Chrigor) e Art Popular. Com suas roupas combinadas e seus passos coreografados, esses grupos arrastavam milhares de pessoas em seus shows e suas músicas levava o quesito amor e sofrência na enésima potência.

Os anos 90 não seriam o mesmos sem nós, brasileiros, no final de uma festa e com o sentimento a flor da pele (por amores não correspondidos ou términos mal resolvidos), gritando com todos os pulmões “Sorria que estou te filmando, sorria o coração tá gravando o seu nome aqui dentro de mim. Uou, ô, ôôôôôôôu”.

Sandy & Junior

Não tem como não terminar essa lista sem essa dupla que a gente viu começar pequenininha e ganhar proporções gigantes. Os irmão, de Campinas e filhos do sertanejo Xororó, começaram seguindo os passos do pai no estilo musical mas, com o passar do tempo, passaram a botar seus pezinhos no pop e ganharam voz própria.

Sandy & Junior cresceram diante dos nossos olhos e tiveram momentos inesquecíveis, como a apresentação no Rio in Rio em 2000 (eu estava lá!). Foram milhões de discos vendidos ao longo de quase 30 anos de carreira, que terminou em 2007 e que agora vai ter um revival, em um turnê comemorativa chamada Nossa História.

São tantos os hits dos anos 90 que me embalaram na infância e adolescência que ficaria um tanto quanto longo esse blog post. Mas, se você quer relembrar dessa época tão divertida, regada a pogobol, álbum de figurinhas, Super Mario bros, video cassete, roupas neon e celular tijolão, preparei uma playlist especial.

Backstreet Boys – DNA: #EuOuvi

Bárbara Gaia

6 de fevereiro de 2019

Eu já falei sobre os Backstreet Boys por aqui. Inclusive sobre a primeira vez que eu escutei o som deles e como virei fã quase que instantaneamente. Essa boy band faz parte da minha trilha sonora de adolescência que, claro, continuo a escutar mesmo no alto dos meu 35 anos. Quando vi a notificação do Spotify que eles tinham lançado álbum novo, o DNA, foi uma mix de nostalgia e receio.

foto: divulgação

Receio porque fiquei meio com o pé atrás, achando que eles tivessem parado no tempo e continuariam com a mesma melodia e estilo de letra que eu ouvia lá pelos meus 16 anos. Mas eu cresci, eles também, veio a vida adulta, a maturidade e ouvindo as músicas, percebi um equilíbrio entre passado e presente.

Umas das primeiras músicas divulgadas, Don´t Go Breaking My Heart, tem ainda aquela essência meio boy band. A batida tem um estilo anos 90, com aqueles sintetizadores clássicos, que se parar para pensar estão ainda sendo usado por muito artista de 20 poucos anos.

A letra também beira a essa faixa etária, falando para a pessoa não brincar com os sentimentos e parar de fazer joguinho. No clipe de divulgação tem os passinhos sim mas você percebe uma certa maturidade nisso. Acho que foi mais um presente para as fãs lembrarem daquela época.

Eu percebo o quanto eles amadureceram com a música Chances. O clipe ainda é protagonizado por eles  mas você não vê mais aquelas tentativas de seduzir você pela câmera. Eles ficam contando a história sobre as chances que teriam de se encontrarem na hora certa.

OK também é uma música que você não encontraria nos álbuns do ano 2000. Ela é bem tranquilinha, daquelas que você coloca de fundo da casa, ao receber os amigos. Aliás, música com aquele beat de fazer passinho, tirando Don’t Go Breaking My Heart, você não vai encontrar em DNA.

No geral curti o álbum e fiquei aliviada em saber que eles têm a certeza que não são mais 5 garotos. Eles agora são 5 homens, casados, pais de família, que resolveram se reencontrar. E para mim parece que se reencontraram sim. Especialmente na música.

Grown-ish: #EuVi

Bárbara Gaia

4 de fevereiro de 2019

Ultimamente eu estava sem opções de seriados novos para ver. Tanto que recorri ao bom e velho Friends (que para mim não importa quantas vezes eu já, vou continuar maratonando). Até que nas sugestões apareceu para mim uma série chamada Grown-ish.

Grown-ish
foto: imdb.com

Grown-ish é um spin off da série Black-ish, que eu já conhecia. Black-ish é uma comédia que gira em torno de uma família afro-americana bem sucedida. O pai, interpretado pelo comediante Anthony Anderson, é um diretor de criação de uma grande agência de publicidade e a mãe, interpretada pela atriz Tracee Ellis Ross (que sim é filha da cantora Diana Ross), uma respeitável médica e seus quatro filhos, duas meninas e dois meninos, estudam nas melhores escolas dos Estados Unidos.

Eles vivem em um bairro de classe alta e é justamente esse o ponto de vista do seriado: mostrar como os negros tem papéis caricatos nos seriados e nos filmes e ver como seria se fosse o inverso, com pessoas brancas em papéis caricatos. É uma boa crítica social e também uma série bem divertida de se assistir.

Black-ish foi muito bem recebido pelo público, já ganhou alguns prêmios e fez com que ganhasse um spin-off, com Grown-ish. Dessa vez nós vemos a filha mais velha do casal, Zoey, indo para a faculdade e enfrentando todos os dilemas dessa época, desde assuntos pessoais até os mais sociais que não podemos deixar passar despercebido.

foto: facebook.com/grownish

O que eu achei interessante é que a série parece ter se inspirado um pouco em dois filmes de John Hughes (que eu amo!): Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado. O Clube dos Cinco a gente logo percebe no primeiro episódio quando Zoey, por perder o prazo de inscrição de matérias, acaba caindo em uma classe de Marketing que é lecionada à meia noite. Nessa classe há pessoas que não estão a fim de estudar e pessoas que só conseguem estudar nesse horário.

Lá ela encontra seu grupo, que parece mesmo ter saído desse filme clássico dos anos 80, mas com algumas mudanças.

Tem os atletas, que são as gêmeas Chloe e Halle;  o nerd, que é o Vivek e tem um grande conhecimento em matemática que ele usa para vender drogas no campus; as princesinhas, que seriam Ana, que veio de família católica e acredita em contos de fadas e Zoey, nossa protagonista.

Para fechar, os desajustados seriam Nomi, que veio de família judia, é bissexual e adora festas, Aaron, um ativista de sofá, daqueles que diz lutar pela causa da sua comunidade mas faz isso só pelo Twitter e Luka um artista plástico/ícone fashion/acha que sabe tudo e que é um ser evoluído.

A parte de Curtindo a Vida Adoidado vem de quando Zoey fala o que está pensando falando com a gente, espectador. Eu sempre adorei esse recurso porque faz com que há uma proximidade entre personagens e público, como se também estivéssemos fazendo parte da história.

Grown-ish é uma comédia mas assim como Black-ish trata de assuntos sociais e políticos de uma forma leve. A primeira temporada está disponível no Netflix e eu vi todas em dois dias. Vale a pena assistir.

Fyre Festival – Fiasco no Caribe: #EuVi

Bárbara Gaia

28 de janeiro de 2019

Imagina você pagar uma fortuna por um festival de música que prometia uma experiência única, com direito a estadia de luxo, comida servida pelos melhores chefs do mundo em uma ilha paradisíaca. Mas quando você chega vê um espaço que mais parece um terreno baldio, com tendas e que você precisa disputar com outras pessoas colchões e comida. Muita gente enfrentou isso durante o Fyre Festival e o fiasco virou documentário pela Netflix.

Fyre Festival - Fiasco no Caribe
foto: imdb.com

Tudo começou quando Billy McFarland, um jovem empreendedor, tinha um empresa e um app chamado Fyre. Esse aplicativo permitia que pessoas pudessem entrar em contato com grandes artistas da música e agendasse shows. Essa ideia chamou a atenção do rapper Ja Rule e os dois juntos, resolveram se juntar para divulgar esse app de forma épica: através de um festival mega luxuoso.

Fyre Festival - Fiasco no Caribe
foto: imdb.com

O lugar escolhido foi as Bahamas e um comercial para a divulgação foi criado onde as modelos mais famosas se divertiam a bordo de iates. Isso com frases de efeito tentando explicar o que é o festival e convidando as pessoas a fazer parte deste evento sensacional.

Em poucas horas as vendas dos ingressos se esgotaram. A expectativa estava lá em cima e a dura realidade gerou frustração, desespero e raiva entre quem gastou muito mas muito dinheiro para isso.

Fyre Festival - Fiasco no Caribe
foto: imdb.com

O documentário  mostra o que uma pessoa com muita ganância, pouca experiência e expertise e zero responsabilidade pode fazer. Com entrevistas de pessoas da equipe do app Fyre e de quem foi contratado para realizar o festival, vimos o passo a passo de uma catástrofe.

Fyre Festival - Fiasco no Caribe
foto: imdb.com

A primeira coisa que observei e fiquei pasma foi o tempo que eles começaram a “planejar” e executar as obras. Fizeram um cálculo que precisaria de pelo menos 12 meses para deixar tudo pronto. As coisas foram feitas em semanas. Só para se ter uma ideia, 45 dias para começar o festival é que o palco começou a ser montado.

E por falar em infraestrutura, não tinha quase nenhuma. Não realizaram um plano viável para banheiro, acomodação e comida. Venderam mais ingressos do que a ilha poderia suportar de pessoas. A ilha merece um caso à parte porque a escolhida tinha pertencido a Pablo Escobar e os atuais donos não queriam que seu nome fosse mencionado. O que fizeram no comercial? Mencionaram Pablo Escobar. Resultado: acordo desfeito.  Em pouco tempo para começar o Fyre Festival tiveram que escolher outra ilha.

Fyre Festival - Fiasco no Caribe
foto: imdb.com

Somando a funcionários que não foram pagos, artistas que também não receberam e que acabaram cancelando e o empréstimo constante de mais dinheiro de seus investidores, que também não receberam, Billy McFarland foi acusado de fraude, sendo investigado pelo FBI e preso. Sem contar as centenas de processos movidos contra ele.

Fyre Festival  – Fiasco no Caribe é um daqueles documentários que parece até ficção de tanto absurdo que você encontra. Sem dúvida é uma história que tem tudo para virar um filme em Hollywood.

Não duvido que daqui a pouco esteja nos cinemas.

Os Barbixas: #EuCurti

Bárbara Gaia

21 de janeiro de 2019

Começar a semana de bom humor sempre faz toda a diferença. Tem alguns comediantes que costumo seguir no YouTube e um deles, ou melhor, e três deles são Os Barbixas.

foto: site Os Barbixas

O grupo formado por e Anderson Bizzochi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna estão há um tempinho na internet e fui conhecê-los por um esquete que eles criaram, onde um repórter estava cobrindo um “mega” acontecimento.

Acabei ficando fã mesmo do grupo quando o Improvável nasceu. O espetáculo de comédia existe há mais de 10 anos e eles já se apresentaram em mais de 80 cidades, incluindo a América Latina e a Europa. Esse projeto foi inspirado em um programa que eu assisti bastante no canal Sony chamado Whose Line Is It Anyway.

foto: site Os Barbixas

A ideia é basicamente brincar com o improviso. Os comediantes não sabem o que vão falar ou fazer até que os desafios sejam anunciados pelo apresentador. Eu sempre admirei quem consegue se virar nos 30 e criar coisas incríveis quando nada foi ensaiado.

Eu fui dar uma olhada no site de Os Barbixas e o currículos dos caras impressiona. O Improvável já foi visto por mais de 1 milh”ao de pessoas, o canal deles no YouTube entre para a lista de 100 webséries mais vistas pelo mundo, com 804 milhões de visualizações e 3 milhões de inscritos.

Confesso que sempre quis ver esse espetáculo ao vivo e espero poder conseguir nessa próxima turnê que tem show no fim de janeiro e início de fevereiro no Oi Teatro Casa Grande, aqui no Rio.

Para quem quer aproveitar a hora do almoço para dar boas risadas, fica a dica. 😉

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Bárbara Gaia

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