Erased

Bárbara Gaia

31 de março de 2021

Eu lembro quando eu tinha uns 20 e poucos e foi lançado o filme Efeito Borboleta. Nele o protagonista Evan tinha a capacidade de voltar no tempo e acabava mudando episódios de sua infância que repercutiam em mudanças no seu presente, boas ou ruins. O anime Erased, de 2016, disponível no Netflix, tem uma temática parecida, que por recomendação eu assisti e achei que valeu uma resenha por aqui no blog.

Erased
imagem encontrada no Pinterest

Um pouco sobre a sinopse

Satoru é um rapaz de 29 anos que sempre sonhou em se tornar um grande cartunista mas não nunca conseguiu. Ele sempre ficava se indagando se tivesse tomado outras decisões no passado, sua vida teria sido diferente. Para se sustentar ele trabalha como entregador de pizza.

Em um dessas entregas ele vê uma borboleta meio holográfica e depois desse evento passou a ter a capacidade de voltar no tempo, conseguindo prever um atropelamento e salvar a vida de um menino. Só que esse evento em particular desencadeia um novo fenômeno, que faz com que ele consiga agora voltar à época de sua infância, justamente no momento que estava ocorrendo uma série de assassinatos de crianças em sua cidade.

Assim Satoru sente que essa habilidade de voltar no tempo seja para que ele evite essas mortes e encontre o verdadeiro assassino, que nunca foi preso.

O que eu achei de Erased

Realmente tem muita semelhança entre Erased e Efeito Borboleta, mas o anime conseguiu construir a sua história que faz com a gente acaba desvencilhando do filme norte-americano. O enredo trata de um tema polêmico, que fala sobre abuso e maus tratos infantil mas de uma forma didática, onde não há cenas chocantes. O foco principal da história é a jornada do heroi de Satoru, que se vê em uma missão de salvar vidas e derrotar o vilão.

A narrativa é bem construída e cada episódio sempre conta com um pequeno resumo para colocar o espectador a par para acompanhar os novos acontecimentos. Os personagens coadjuvantes, como os amigos de escola de Satoru e a sua mãe também, são peças fundamentais e que vão fazer toda a diferença no final.

Um fato interessante é que Erased ganhou uma versão em seriado com pessoas reais. Assim como o anime, a série traz somente uma temporada, que acredito que não venha outras porque a história terminou de um jeito bem fechado.

A Incrível História da Ilha das Rosas

Bárbara Gaia

24 de março de 2021

Imagina você ser responsável por um país e por uma nova nação? Parece algo difícil, praticamente impossível, mas Giorgio Rosa, cansado de como as coisas funcionavam aonde ele vivia, foi lá e fez. A Incrível História da Ilha das Rosas é um filme italiano baseado em uma história real. Sim, uma história real. Talvez seja por esse fato que eu tenha ficado curiosa em assisti-lo.

A Incrível História da Ilha das Rosas
Foto divulgação. Fonte: Adoro Cinema.

Um breve sinopse sobre A Incrível História da Ilha das Rosas

Giorgio Rosa era um engenheiro italiano, recém-formado, é um sonhador por natureza. Nunca conseguiu se encaixar nos padrões e nas regras impostas pela sociedade que vivia. Cansado disso e desafiado por sua ex-namorada (de quem ainda guardava algum sentimento), teve a ideia de criar uma ilha artificial para chamar de sua e fundar sua própria nação, com suas próprias regras.

A Incrível História da Ilha das Rosas
Foto divulgação. Fonte: Adoro Cinema

Com a ajuda de seu ex-colega de faculdade, Maurizio, um bon vivant que não larga do dinheiro do seu pai e até é capaz de roubá-lo sem ele perceber, decide colocar o projeto em prática. Ele também acaba recebendo a assistência de Pietro, o primeiro residente da ilha que foi salvo após uma tempestade, e de Rudy Newmann, um promoter que perdeu a sua cidadania e não pode mais praticar a profissão em outros países.

A Incrível História da Ilha das Rosas
Foto divulgação. Fonte: Adoro Cinema.

Mas a ambição de Giorgio acaba atraindo a atenção da Itália, que antes via a Ilha das Rosas como um mero resort mas que com a vontade do engenheiro em implementar um governo, enviando um pedido à ONU, não quer que a ilha seja reconhecida como um país independente e tenta destrui-la, junto com o sonho de Giorgio, a todo o custo.

O que eu achei do filme

É sempre muito bom encontrar um bom filme além daqueles do circuito blockbuster norte-americano. A Incrível História da Ilha das Rosas é, como disse, uma produção italiana de 2020 que não perde em questão de direção, roteiro e, principalmente, fotografia.

A Incrível História da Ilha das Rosas
Foto divulgação. Fonte: Adoro Cinema.

A gente consegue mergulhar bem na década de 60 e no enredo de Giorgio. Aliás, o ator Elio Germano, que interpreta Giorgio, conseguiu passar tanto a personalidade livre e fora da caixa do engenheiro quanto os seus sentimentos, frente aos dilemas e desafios.

O filme mostra uma pessoa com um sonho, que acaba se perdendo no meio do caminho por questões que não vou falar para não estragar a história para você que está lendo essa resenha, mas segue em frente na sua conquista.

Para seguir um sonho é preciso planejar, abdicar de certas certas coisas e, especialmente de certos pensamentos e hábitos. Mas o fato principal é acreditar. Por mais impossível que possa parecer, como fundar uma nova nação.

Pokémon – A Série: Sol e Lua

Bárbara Gaia

17 de março de 2021

Existem certas coisas que trazem lembranças da nossa infância. Bom, no meu caso, seria mais a pré-adolescência e começo da adolescência. Me lembro do meu primo, ainda bem criança, com seus pequenos pokémons que ele colecionava de uma promoção de um refrigerante. Eu conheci o anime Pokémon através dele, em meados da década de 90, mas naquela época não fiquei muito interessada.

Muitos anos se passaram até que surgiu, em 2016, um app chamado Pokémon Go, que misturava game, realidade aumentada e geolocalização, onde as pessoas “encontravam pokémons na rua” e tinham que capturá-los para depois batalhar com outras pessoas em ginásios, dentro do aplicativo.

Eu achei a ideia muito legal e fiquei curiosa em voltar à assistir ao desenho. Eu sempre achei o Pikachu, um dos pokémons que está sempre ao lado seu treinador Ash, que é o protagonista desse enredo, muito fofo.

Aí, fazendo uma pesquisa no Netflix, vi que a série que passava lá em meados da década de 90, o Pokémon Indigo League, estava disponível no catálogo e fui assistir. Foi realmente uma volta ao tempo e me diverti reassistindo tudo. Quando terminei apareceu, como sugestão, uma outra, chamada Pokémon – A Série: Sol e Lua e resolvi dar uma chance. Não me arrependi.

foto: divulgação

Uma breve sinopse sobre Pokémon – A Série: Sol e Lua

Para quem não é muito familiar à história do Pokémon, ela gira em torno de Ash, um menino que vive em uma cidade chamada Pallet, na cidade de Kanto, e que tem como maior sonho se tornar um mestre Pokémon. Os Pokémons são criaturas que convivem junto com os seres humanos e tem poderes próprios, dependendo do seu tipo, que, ao todo são 18: Inseto, Sombrio, Dragão, Elétrico, Fada, Lutador, Fogo, Voador, Fantasma, Grama, Terra, Gelo, Normal, Venenoso, Psíquico, Pedra, Metal e Água (ufa!).

Esses pokémons, que vem do inglês pocket monsters, podem ser capturados, através de pokébolas, e uma vez feito isso, se torna parte do time do seu treinador que o capturou. Torneios, chamados de Liga Pokémon, são lançados para eleger o treinador número 1.

Ash decide se mudar para Alola e estudar em uma grande escola Pokémon de lá, para se especializar ainda mais e se tornar, de fato, um grande mestre Pokémon. Lá ele faz grandes amigos, que o ajudam nesse seu objetivo, e descobre que, além dos Pokémons que existem em seu mundo, há outros, chamados de Ultra Criaturas, que vivem em outras dimensões.

Com a ajuda dos guardiões da ilha, que são Pokémons Lendários e tem poderes ainda maiores, Ash agora, além de se aprimorar como treinador, terá que guiar, juntos com seus novos amigos, as Ultra Criaturas a voltar à suas dimensões, porque vira e mexe, elas invadem as terras de Alola.

O que eu achei de Pokémon A Série – Sol e Lua

Eu não tenho conhecimento aprofundado no quesito Pokémon e tampouco acompanhei as séries anteriores a Sol e Lua, que são muitas. Mas posso dar minha opinião de espectadora dessa específica.

Pokémon A Série – Sol e Lua chamou minha atenção, primeiramente, pelos traços do desenho, que parecem que deram uma modernizada em relação ao primeiro, lá de meados da década de 90. Confesso que nunca entendi, nem no primeiro, nem nesse de agora, que a mãe de Ash, deixa um menino de 10 anos ir sozinho em suas aventuras, mas aí vamos deixar uma brecha para uma licença poética.

A série, em si, é muito bem contada. Eu vi as três temporadas, de mais ou menos 40 episódios cada, bem rápido devido a boa narrativa que apresenta. Eu gostei do fato de que pude conhecer cada um dos amigos de Ash e também descobrir sobre Alola, sua história e seus mistérios. Sol e Lua não ficou centrada somente em Ash e deu espaço para outros enredos, em paralelo, que juntos deram sentido ao todo.

Outro fato que eu achei bem legal é que a série fala muito sobre acreditar no seu sonho, no companheirismo, na importância da amizade e de cuidar do outro. Ainda mais nos dias de hoje, que a solidariedade e a empatia precisam ser repassadas às futuras gerações, Sol e Lua é um bom desenho para ver em comunidade.

Raya e o Último Dragão é a mais nova produção da Disney e muito aguardado pelo público. Eu confesso que achei que veria essa animação nos cinemas mas a pandemia continua e a sessão de cinema virou sessão de cinema em casa , 05pelo Disney+, mas fiz com toda a pompa e circunstância, com direito a pipoca e pink lemonade (que na minha versão leva groselha e soda limonada) para entrar no clima.

foto: reprodução

Uma breve sinopse que vou tentar fazer sem spoiler

Era uma vez uma lugar chamado Kumandra onde seres humanos e dragões viviam em perfeita harmonia. Esses dragões eram responsáveis pelo advento da água e da chuva. Mas, de repente, uma praga chamada Drum aparece trazendo seca e transformando os seres humanos e dragões em pedra.

Sisudato, o último dragão, decide se sacrificar, concentrando toda a magia em uma pedra que acaba afastando os drums e fazendo os seres humanos voltarem à vida. Só que o símbolo de sacrifício de Sisudato ao invés de unir as pessoas, as tornam ainda mais gananciosas, querendo a pedra só para si.

Com isso Kumandra foi dividida em 5 reinos: Cauda, Coluna, Garra, Presa e Coração. A pedra de Sisudato ficou em Coração, mas os outros reinos nunca concordaram com isso. Vendo tudo isso, o imperador de Coração decide trazer os representantes de todos os reinos para selar um acordo de paz. Mas, infelizmente, a ganância mais uma vez falou mais alto, condenando a todos com a volta de Drum.

Cabe a Raya, filha do imperador de Coração, encontrar uma forma de trazer Sisudato de volta e fazer com que as pessoas saiam da forma de pedra e quem, sabe, se unirem de vez.

O que eu achei do filme

Disney tem a capacidade de tocar o coração de alguma forma (com o perdão pelo trocadilho com o reino do Coração) e com Raya e o Último Dragão, para mim, não foi diferente. A história narra a jornada do herói, uma trilha clássica de livros e filmes, que vai em busca da salvação e acaba encontrando também a redenção e uma lição tirada disso tudo, no final.

Drum são o fruto da discórdia humana. (Sisudato)

Não pude deixar de associar a história da animação com o que a gente tem passado ultimamente. Drum é uma praga, assim como o covid, e a falta de confiança e fé que temos uns nos outros acaba por alimentar essa doença, se alastrando com uma força ainda maior pelos quatro campos do mundo. Ao invés das pessoas se unirem e pensar no bem-comum elas se afastam aumentando o poder da praga (aqui cabe tanto o Drum quanto o covid).

Pode ser que a intenção da Disney tenha sido essa. Pode ser também que não. Mas Raya e o Último Dragão foi para mim aquele ar de esperança que está em falta.

Espero que esse filme toque o coração de mais pessoas.

Especial Dia da Mulher: Amigas para Sempre

Bárbara Gaia

3 de março de 2021

Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher e assistir a uma série protagonizada por duas mulheres é a combinação perfeita para a ocasião. Amigas para Sempre é a sugestão da semana, em uma trama que envolve superação, empatia e a força da amizade.

foto: reprodução

Então vamos de sinopse

Primeiramente conhecemos Tully, apresentadora de um talk show de muito sucesso. Quem vê todo o seu poder não sabe que para se tornar essa rocha, precisou enfrentar muitos obstáculos na vida. Com uma mãe ausente que ia visitá-la quando lembrava que ela existia, viu sua vida mudar quando essa sua mãe decide levá-la, adolescente, da casa da avó para morar com ela definitivamente.

Mas os velhos hábitos da mãe faz com que crie um afastamento ainda maior entre elas e Tully encontra em sua nova amiga Kate um porto seguro. Kate é a nossa segunda protagonista nessa história, que conhecemos também na fase da adolescência. Diferente de Tully, ela cresceu em uma família estruturada mas por ser muito insegura faz com que ela se feche para o mundo, não tendo amigos. Até ter encontrado Tully.

A amizade percorre os anos até a vida adulta, que, como tinha dito, vemos uma Tully, dona de uma mega carreira, e Kate, mãe de uma adolescente que largou o seu sonho de se tornar jornalista para cuidar da casa e que se vê tendo que passar por um divórcio.

Katie e Tully acabam se tornando uma a família da outra e sempre estão se apoiando. Claro que, como toda família, nem tudo são flores e há momentos de desentendimentos e mágoas mas não irei me estender muito para não dar nenhum spoiler. 😁

O que eu achei de Amigas para Sempre

A trama segue um bom fluxo sabendo contar os fatos sem se perder no fio da meada. Aliás, uma das características da série é justamente um corte entre o tempo delas atual, o da adolescência e o dos vinte e poucos anos. Apesar de se situarem em épocas diferentes e falarem de assuntos diferentes, não fica confuso. Pelo contrário, dá sentido à história.

As atrizes também merecem destaque. Quem faz o papel de Tully é Katherine Heigl, que muita gente deve conhecer por ter feito a Izzy em Grey’s Anatomy. Já Kate é interpretada pela atriz Sarah Chalke que foi a Elliot em Scrubs, uma das namoradas de destaque do Ted em How I Met Your Mother e que dá a voz à mãe de Morty na animação Rick and Morty.

Amigas para Sempre tem um pouco de drama, comédia mas, acima de tudo, mostra as dores, os desafios e a resiliência em ser mulher. E que quando uma outra mulher a entende e a apoia, pode fazer toda a diferença.

Para colocar na sua lista do Netflix.

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Bárbara Gaia

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