Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

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Eu sempre gostei de livros de aventura. Pode ser com elfos, fadas, hobbits ou então aqueles com cavaleiros. Um das minhas histórias favoritas, aliás, é sobre o Rei Arthur. A lenda, que nasceu no País de Gales, conta a jornada do herói de Arthur, filho bastardo do rei Uther Pendragon, que sob a tutela e a orientação do mago Merlin, encontrou o seu destino como rei de Camelot ao tirar a espada mágica de Excalibur da pedra que, até então, ninguém tinha conseguido.

Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Mas um rei precisa de um esquadrão para proteger o seu reino não é mesmo? É aí que o Rei Arthur funda a Távola Redonda que conta com mais destemidos, fortes e habilidosos cavaleiros. Três deles, Lancelot, Tristão e Percival foram além da bravura e ganharam muitas histórias, dentre elas o livro Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda, de Howard Pyle, no qual falarei um pouco sobre.

Uma breve sinopse do livro

O autor do livro divide, ao longo de mais de 300 páginas, a história de vida e de acontecimentos que fizeram Lancelot, Tristão e Percival ganharem a condecoração máxima de Cavaleiros da Távola Redonda. Vou contar uma breve sinopse sobre suas vidas e quais acontecimentos se tornaram o pontapé inicial para suas jornadas.

O resto, que é a parte das aventuras que eles enfrentaram, os testes para ver se eles eram verdadeiramente cavaleiros e o destino final de cada um, não irei revelar em razão da minha política anti-spoiler. 😉

Livro por dentro, com ilustrações que condizem com a época que foi escrita, em 1903

Sir Lancelot do Lago: filho do Rei Ban de Benwick, teve que fugir de seu reino, junto com toda a sua família, devido a uma invasão que aconteceria por um outro rei, chamado Rei Claudas da Escócia. Helen, rainha e mãe de Lancelot, ao saber da morte do Rei Ban, seu marido, que voltou ao reino, decidiu entregar Lancelot, ainda criança, sob os cuidados de Lady Nymue, a Dama do Lago, que ajudou o Rei Arthur com a espada de Excalibur.

Lady Nymue faz uma promessa que iria tornar Lancelot um grande cavaleiro e que assim que estivesse pronto, retornaria à sua família e a honraria. Há quem diga que Lancelot era apaixonado pela Rainha Guinevere, esposa do Rei Arthur, mas Howard Pyle escolheu não tocar nesse assunto e sim nas aventuras heroicas, que foram muitas e que estão no livro.

Sir Tristão de Lyonesse: no reino de Lyonesse havia o Rei Meliadus, casado com Lady Elizabeth. Existia uma feiticeira que era apaixonada pelo rei e lançou um feitiço para que ele também se apaixonasse por ela também, esquecendo quem era e indo morar com ela em seu castelo. A Rainha Elizabeth parte em busca do rei mas devido ao extremo frio não aguenta e morre de hipotermia, mas antes ela consegue dá a luz ao seu filho, que chama de Tristão.

Ele cresce e decide se tornar um grande cavaleiro, ao contrário da vontade do pai, já liberto do feitiço, que queria que ele se mantivesse no reino como príncipe. Há também uma história de amor e de tragédia, no meio dessa aventura toda, entre Tristão e Lady Isolda mas vou deixar para você descobrir nas páginas do livro.

Sir Percival de Gales: o 3º cavaleiro que aparece no livro é filho do Rei Pellinore, que travou uma batalha com o Rei Arthur. Isso fez com que ele fosse expulso de seu reino e morasse na floresta, junto com sua esposa e filhos. Percival, na época, só tinha 3 anos e sua mãe temia que ele não conseguisse sobreviver na floresta. Por isso o levou a um lugar isolado com a promessa que se ele se tornasse um homem forte, deveria cumprir o seu destino como cavaleiro.

Anos depois, o Rei morre e mais dois de seus irmãos. Isso faz com que sua mãe desistisse da ideia dele se tornar um cavaleiro. Mas o chamado para a jornada era mais forte, tanto que um certo dia vendo alguns cavaleiros passarem e descobrindo quem eles eram, teve a certeza que um dia se tornaria um. Sua mãe ao ver que ele não escaparia do seu destino, lhe entrega um cavalo, alimentos e um anel que era da família para que ele assim que chegasse a Camelot procurasse por Sir Lamorack, seu irmão, e o ajudasse a ser tornar um cavaleiro.

O que eu achei do livro

A gente percebe a paixão de Howard Pyle pela lenda do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. As páginas são ricas em informações e detalhes, como se fosse uma grande pesquisa apresentada de forma lúdica. A narrativa, no começo é um pouco densa, mas com o passar das páginas a gente pega o ritmo e tudo flui melhor.

Os detalhes gráficos (e incríveis!) da editora Zahar

Alguns pensamentos e ações dos cavaleiros eu confesso que não concordo muito mas preciso entender que isso foi escrito em uma outra época, em 1903 para ser mais preciso. Mas não dá para negar que algumas das características dos cavaleiros, que são admiráveis, são a sua integridade, a empatia e a determinação em proteger os outros. Nas palavras de Howard Pyle, que encerram o livro:

Espero que tenha se deleitado em pensar sobre a vida dele e os seus feitos, tantos quanto eu. Pois enquanto eu escrevi e pensava sobre o comportamento deles, pareceu-me que eram o melhor exemplo a ser seguido por qualquer um que queira progredir na vida, neste mundo cheio de enganos a consertar.

Howard Pile, Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Leia e tire suas conclusões.

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