Gramatik Re:Coil Part I – #EuOuvi

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Quando eu digo que minha playlist é uma babilônia com diferentes estilos musicais é porque ela realmente é. Do rock, ao pop, ao jazz, ao rap, tem para todas as ocasiões e humores. Gramatik é um desses artistas que também gosta dessa mistura.

Gramatik
foto: facebook.com/gramatik

Comecei a ouvir suas produções há cerca de uns 2 anos. O músico, nascido na Eslovênia traz em suas faixas a batida eletrônica europeia, o hip hop e um pouco de jazz. Pode ter sido um pouco do jazz que me fez querer escutá-lo ainda mais.

Sua trajetória pela música começou bem cedo, aos 3 anos, quando ficava no quarto da sua irmã mais velha ouvido suas fitas de funk music, jazz, soul music e blues. Dez anos mais tarde, estava ele fazendo seus primeiros beats em um computador e mal sabia que ao compartilhar suas músicas online, ganharia fãs pela Europa e Estados Unidos.

Em 2008 fecha contrato com uma gravadora e lança seu primeiro álbum, chamado Expedition 44 mas foi com o seu segundo álbum, Street Bangerz Vol. 1, naquele mesmo ano, que faria com que ele ganhasse notoriedade mundial. Particularmente é o álbum que mais gosto por conta da música Just Chillin’. É uma mistura de hip hop, jazz e música eletrônica bem acertada.

De lá para cá já foram 9 álbuns lançados e 3 EPs. Seu último trabalho se chama Re:Coli e mantém uma das principais características do músico, que é trabalhar com faixas instrumentais.

Re:Coil, Part 1

Gramatik Re:Coil Part1

Future Crypto começa calmo mas depois ganha uns beats que parece que a música vai ficando em slow motion. Completando a melodia temos o que me lembra um piano e o acréscimo de sintetizadores para um efeito futurista que é a proposta do EP. Não fez muito a minha cabeça e meus ouvidos mas ganha pontos pela sua complexidade.

Goldilocks Enigma tem aquela batida boa acompanhada de pianos, trombones e outros ritmos apresentados no começo que me lembrou o jazz. Pareceu a junção de novos sons com melodias antigas, como se o passado e o presente criassem uma música só deles.

Aymo traz um pouco da cultura nativa da Eslovênia, país de onde nasceu Gramatik, no cenário eletrônico mundial. O nome da música já é um indício porque Aymo é uma palavra que na Iugoslávia significa vamos. Para completar esse conceito que achei, no mínimo surpreendente, foram chamados o trompetista Balkan Bump e o rapper Talib Kweli, diretamente do Brooklyn, NY. O resultado é algo que mistura o tradicional e o cosmopolita sem perder o ritmo e a particularidade dos dois.

Voyager Twins parece uma viagem intergalática com uma reunião de beats eletrônicos com a guitarra e o piano. Eu já conseguia visualizar essa música sendo facilmente usada nas incríveis coreografias feitas por b-boys e b-girls.

Recovery é uma baladinha sem deixar os sintetizadores eletrônicos de lado. Recovery é mais uma das poucas canções do EP (a maioria das produções são instrumentais) que contou com a participação de Eric Krasno. O artista, que já ganhou um Grammy, já produziu álbuns para artistas conhecidos do grande público, como Norah Jones. Suas influências musicais são o jazz, o funk, o rock e o hip-hop e pude ouvir um pouquinho de cada.

Halcyon foi a minha favorita. O começo lembra um pouco do funk music dos anos 70/80 e continuou por toda a faixa, com os beats e a mixagens que já são a marca registrada de Gramatik. Uma faixa boa para empurrar os sofás da casa e dançar como se fosse 1999.

Se você quiser conferir a discografia completa de Gramatik é só acessar seu site e também ouvir no Spotify.

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