The Mortified Guide: #EuVi

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A adolescência….aquela época que para você é tudo 8 ou 80. Quando você sai para se divertir é sempre uma euforia que parece não ter fim. Quando você está apaixonada(o) é um sentimento intenso que você acha ter encontrado o amor da sua vida e vai ficar com ele(a) para sempre. Quando você está triste, sai de baixo, que parece uma novela mexicana de fazer inveja à Maria do Bairro e quem está ao redor não entende de onde vem tanta lágrima.

É um turbilhão de sentimentos novos que você precisa entender e processar e tudo fica registrado naquele famoso caderno secreto, o diário. Pois bem. Lá nos EUA alguém teve a ideia de fazer um stand up desses momentos embaraçosos e incríveis dessa parte de nossa vida, convidado pessoas comuns a ler seus diários em público. O resultado se transformou em uma série do Netflix chamada The Mortified Guide, que eu traduziria para O Guia do “Onde eu tava com a cabeça?” .

The Mortified Guide
Foto: imdb.com

A cada episódio é reunido um assunto em comum onde algumas pessoas compartilham de seus pensamentos adolescentes em relação a esse tema. A descoberta do amor e do sexo, a vontade de achar sua identidade e fazer parte de um grupo, entre outros temas são apresentados de uma forma bem engraçada.

Um dos meus preferidos foi sobre a cultura pop. Um dos convidados leu seu diário de quando ele tinha nove anos. Ele era muito fã de Star Treck e também nessa idade estava começando a demonstrar seu interesse por meninas. Nesse seu diário ele escrevia como se fosse um diário de bordo e quando teve uma festa de dia dos namorados em sua escola, ele registrou todo o acontecido como se fosse uma missão estelar.

Alerta, alerta! Dando sequência ao plano de flerte.

O próximo eu me identifiquei. Candice contou sobre sua paixonite pelas boy bandas, em especial pelos Backstreet Boys, em mais especial pelo Howie D. Ela escrevia em seu diário o dia que ela iria conhecê-lo e que os dois iriam se apaixonar loucamente um pelo outro.

foto: imdb.com

Lembrei quando os Backstreet Boys vieram para o Brasil e se apresentaram na sacada de um hotel na zona sul do Rio. Era ano 2000 e eu estava com meus 17 anos. Eu e minha irmã fizemos nosso pai viajar de ponta a ponta do Rio, porque estávamos em Guapimirim, que ficava a 80 Km de onde eles estavam (eles estavam em Copacabana) só para ver 5 caras de uma sacada cantando 2 músicas no máximo.

Naquela época foi uma aventura e eu jurava de pé junto que Brian, um dos integrantes, deu um tchau pra mim. Mesmo eu sendo uma em mais de mil meninas e mesmo ele estando a uns bons muitos andares acima. Mas né, coração e mente adolescente é assim. Tudo é uma aventura. Tudo pode acontecer. Tudo é inesquecível.

Hoje vejo esse acontecimento com alegria mas mais pelo carinho de meu pai com a gente que se deslocou até lá, enfrentou um monte de meninas histéricas berrando a cada palavra que eles cantavam ou diziam, só para eu e minha irmã encontrar nossos ídolos na época. Isso para mim, hoje, vale bem mais do que ter visto os Backstreet Boys de perto. 🙂

Se você quer dar boas risadas e relembrar dessa época fantástica que é a infância e a adolescência é só procurar o The Mortified Guide no Netflix. Garanto que vai ser uma boa viagem ao tempo. 😉

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