Barro – Miocardio: #EuOuvi

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Já tem um tempinho que estou em um grupo no Facebook voltado para compartilhar descobertas musicais. Eu tenho curtido bastante, especialmente porque esse grupo posta muitas músicas brasileiras que eu nem sabia a existência e que fico bem feliz em descobrir e colocar na minha playlist. Um desses músicos foi Barro e o seu álbum Miocardio, de 2016.

Miocardio, Barro.

Nascido no Recife, Felipe Barros está no cenário musical há quase 10 anos. Foi integrante por muitos anos da banda Dessinée, mas no ano passado decidiu seguir carreira solo com o álbum de estreia Miocardio (2016), que contou com a colaboração de vários nomes importantes da música brasileira, dentre eles o baixista e conterrâneo Dengue, da Nação Zumbi.

Cantor Barro

Miocardio tem um pouco de pop e de rock com aquela influência boa dos ritmos nordestinos que é tão bom para dançar quanto para ouvir em dia calmo de domingo. Eu escutei o álbum todo e curti o que chegava aos meus ouvidos. Mas como esse blog adora uma lista, vou fazer um Top 5 das minhas favoritas. Tentei colocar um pouco de avaliação técnica como o Casé faz com maestria por aqui. Espero que tenha ficado bom. 😂

Vai é a música que abre o álbum e me lembrou um surf music calmo e tranquilo, perfeito para escutar durante uma viagem de carro. Ele é bem ritmado com bateria e guitarra.

Vai duas vidas a mais
Te fizeram capaz
De ferir tua visão
Vai quando a gente não vem
Leva sempre um porém
Dentro do teu coração

Ficamos Assim tem um quê de jazz, que sempre mexe com meu ouvidos e coração, com os trompetes e trombones. A letra diz dos encontros e desencontros entre duas pessoas (quem nunca teve isso né?). Eu percebi um violino em algumas partes quando não há canto e gostei bastante dessa adição.

Ou ficamos assim
Ou ficamos então
Só um desencontro
Nenhuma amargura
Que anda no chão

Piso em Chão de Estrelas traz uma roupagem meio eletrônica misturada com o tradicional maracatu. A combinação parece inusitada mas o resultado ficou harmônico. A letra fala dos novos rumos de uma nova aventura e complementa com as festas populares que o protagonista da canção encontra pelo caminho, que são simples mas cheia de alegria. E de verdade.

A festa é popular não tem pulseira vip
Não tem camarote nem tropa de elite
Não é salto, não é fina estirpe
Não é micareta nem ostentação
Sandália no pé, asfalto no chão
É barro batido, é batida de mão
É corpo fechado, é fechação
Chegando juntinho, esquentando o salão
A festa é popular

Nouvelles Vagues me ganhou por duas coisas: o ritmo nordestino e a cantoria em francês. Parece que vai ficar estranho? Pois você está enganado(a). Em Novelles Vagues, Barro empresta sua voz na companhia da voz meio rouca de Juçara Marçal, vocalista da banda Metá Metá, e o resultado ficou ainda melhor.

Et nous allons aller daqui pra lá (E iremos daqui pra lá)
Et nous allons aller chez toi (E iremos para sua casa)
Et nous allons aller daqui pra lá (E iremos daqui pra lá)
Et nous allons aller chez toi ((E iremos daqui pra lá)

Miocardio é a canção de título do álbum que mais curti. É bem calmo e tranquilo e fala de como levar a vida de um jeito mais leve, não esperando e sim vivendo. Uma bateria mais singela combinada às flautas dá o ritmo dessa canção que acalma o coração. E as expectativas que muitas vezes a gente adora criar.

Levo o tempo devagar
Sem ter pressa de chegar
Não sei bem se vai parar
Nesse trilho sinto e vou
Vôo longe e onde estou
Me descubro, meu lugar
Se tem vento há de soprar
Nessa noite sigo e sou

De modo geral Miocardio tem um quê de novidade e modernidade sem deixar de lado as raízes de onde Barro veio. Aguardo os próximos lançamentos para acrescentar à minha playlist. 🙂

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