O som de Radnor & Lee: #EuOuvi

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Quem acompanhou a série How I Met Your Mother, vai reconhecê-lo como o romântico incorrigível Ted Mosby. Mas para minha surpresa o ator é também músico e ao lado de um outro amigo, Ben Lee, criou a dupla Radnor & Lee e lançou recentemente seu álbum de estreia, o Radnor & Lee.

Radnor & Lee
foto: facebook.com/radnorandlee

Fiquei mega curiosa em saber se eu ia gostar do som tanto quanto de sua atuação. Com um estilo musical meio pop, meio indie, meio folk, notei que a essência das letras tem um lado meio filosófico, meio gospel, não sei ainda definir. Então fico com essa definição aqui: percepções que os dois tiveram da vida ao longo dos anos.

A amizade dos dois vem de muito tempo, quando se conheceram no set de How I Met Your Mother. Durante muitas de suas conversas decidiram fazer um projeto que, em suas palavras, “respondessem à grandes questões”. E como os dois tem essa curiosidade em querer encontrar “as respostas”, seja pela filosofia, religião ou tradições místicas e indígenas, resolveram transformar essas conversas em músicas.

facebook.com/radnorandlee

Você percebe mesmo tanto pela melodia quanto pelas composições, que Radnor & Lee não é um álbum para tocar aleatoriamente sem que ninguém preste atenção na mensagem. Eles querem que você preste atenção.

Todas as canções têm essa pegada mais smooth, sem uma produção mais elaborada que você vê nos álbuns de pop. Como em Be Like The Being que parece algo bem folk, com violinos e violão.

A letra fala da vontade de ser livre, de deixar o passado no passado e pensar no futuro.

Be like the being, free like the being

Being like the being

‘Cause the reason for the being is to

Be like the being, free like the being

Being like the being

‘Cause the reason for the being is to be

Doorstep também achei interessante pelo violão acompanhado de batidas que acompanham a melodia que lembram um objeto atingindo o chão. Não percebi o som de bateria, parecia mesmo algo mais rústico e que a ideia seria justamente essa. Algo rústico, íntimo e simples.

Se John Radnor e Ben Lee responderam as questões filosóficas do universo que assolam a humanidade eu não sei. Mas que dá para se inspirar e refletir, durante um fim de tarde de domingo ou olhando as estrelas acompanhado do balanço de uma rede, aaahhh, isso não dá para negar que eles conseguiram.

Vou deixar aqui o álbum que está disponível no Spotify para você tirar suas conclusões. Caso goste do que ouvir, tenho uma boa notícia. Em 2018 eles vão desembarcar no Brasil para uma série de shows. Confira as cidades e as datas, aqui.

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