eBoy, os percursores do Pixel Art: #EuCurti

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Quando este blog atendia ainda pelo nome de Palavras aos Pixels, lá pelo ano de 2008, eu já tinha ouvido falar do coletivo alemão eBoy e o Pixel Art. O trabalho desse grupo ganhou destaque novamente em um desfile da Comme des Garçons para o Verão 2018.

Rei Kawakubo, fundadora da marca, usou 10 obras de arte para estampar seus vestidos, o que ela chamou de “grafite multidimensional”. E em um desses vestidos estava um trabalho do eBoy, que fez uma versão “pixelada” da cidade de Londres e, pasme, tem mais de um milhão de pixels impressos.

Trabalho do eBoy no desfile deComme Des Garcons Paris - Verao 2018.
Trabalho do eBoy no desfile Comme Des Garcons Paris – Verao 2018. Foto encontrada em: ffw.uol.com.br

Quando tudo começou

Eu olhei para esse vestido e logo veio aquela nostalgia boa da época do meu blog antigo e de como eu curtia o Pixel Art. Esse termo surgiu pela turma tecnológica de Palo Alto em meados dos anos 80 e ficaram mais evidentes com os vídeo games do começo da década de 90 que tinham um desenho gráfico de 8-bit e 16-bit. Quem tem seus 30 anos vai lembrar do Mega Drive e Super Nintendo que rodava em 16-bits e tinha os maravilhosos jogos do Sonic e Super Mario. 🙂

Jogos em 8bit e 16bits. Foto: YouTube

De lá para cá esse “traço” que concentra milhões de quadradinhos minúsculos para fazer o desenho visível aos computadores e vídeo games virou um objeto de arte mesmo. E um dos percursores desse movimento de Pixel Art para além dos gadgets foi o coletivo eBoy.

O coletivo eBoy

Projeto do coletivo eBoy
Foto: facebook.com/eboypixels/

Fundado em 1997 por Kai Vermehr, Steffen Sauerteig e Svend Smital, o grupo teve sua paixão por vídeo games uma inspiração para levar esse projeto adiante. Steffen e Svend viviam na Alemanha Oriental e pela sua política socialista da época, os dois não tiveram acesso a nada tecnológico durante a infância. Kai, por outro lado e por viver no outro lado, cresceu jogando esses jogos eletrônicos. Quando os três se conheceram a vontade de trabalhar com pixels não saíram da cabeça e o eBoy foi criado.

Além dos vídeos games e do computador, a cultura pop e os brinquedos LEGO (que se você parar para pensar poderia ser o pioneiro do Pixel Art) também estiveram presentes no processo de criação. Você vê muitas cores vibrantes e muitos objetos juntos como se fossem uma grande babilônica tech.

Pixel Art - eBoy
Foto: facebook.com/eboypixels

Eu sempre fiquei impressionada com os detalhes de cada projeto do eBoy. É um olhar minucioso onde cada pixel milimetricamente pensado faz toda a diferença quando você vê o o todo.

Quem quiser conhecer mais a respeito do trabalho deles, dá uma conferido no site e na página do Facebook.

Garanto que você vai ficar tão admirado(a) quanto eu.

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