Nova turnê de John Mayer no Brasil: #EuFui

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Eu havia prometido, no post passado, falar sobre a experiência de assistir a um show ao vivo de John Mayer pela primeira vez. E isso aconteceu no último sábado quando o cantor/compositor/guitarrista passou pelo Rio de Janeiro com a sua nova turnê chamada The Search of Everything.

Show John Mayer Brasil 2017. Estou em algum lugar por aí. 🙂 Foto: facebook.com/johnmayer

Antes que eu dê minhas impressões sobre o show vamos voltar um pouco no tempo para eu explicar o quanto este momento foi especial para mim. Precisamente uns 15 anos atrás. Bem, acredito que foi há uns 15 anos atrás porque se bem me lembro comecei a escutar John na faculdade.

Assim como descobri os Backstreet Boys na adolescência assistindo à MTV, com John Mayer não foi diferente. Quem tá na casa dos 30, assim como eu, vai lembrar do tempo que a Music Televison Brasil passava vídeo clipes o dia todo. E numa dessas tardes em casa, lá no começo do ano 2000, estava passando o clipe de Your Body is a Wonderland. Minha reação foi parar o que estava fazendo para escutar um cara meio magrelo, meio charmoso, com uma voz rouca, suave e que me fascinou.

Desde então, assim como tinha dito no meu post anterior que falo das minhas músicas preferidas de John, são alguns CDs e milhares de horas escutando esse norte-americano, nascido em Connecticut, que desde muito pequeno já demonstrava talento e muita paixão pela música.

Setlist turnê The Search of Everything Rio de Janeiro 2017. foto: facebook.com/johnmayer

Formado pela prestigiada Berklee College of Music, dita como a maior faculdade independente de música do mundo, John Mayer começou a carreira com um pé no rock mas aos poucos foi mostrando sua versatilidade, entrando de cabeça no blues. Mas esse estilo musical já tinha ganhando o coração de John desde a adolescência, quando ele ganhou sua primeira guitarra elétrica e um fita cassete do Stevie Ray Vaughan.

Os traços do blues podem ser vistos em seu ábum Continnum (2006) que rendeu um Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal e também de Melhor Performance Vocal Pop Masculina pela música Waiting On The World to Change. Mas o reconhecimento vem desde o álbum Room for Square (2001) que rendeu seu primeiro Grammy de Melhor Performance Vocal Pop Masculina por adivinha qual música? Acertou se pensou Your Body is a Wonderland.

Anos se passaram e John Mayer ganhou o destaque e o respeito de grandes e lendários músicos, aos quais ele já fez algumas colaborações. Dentre eles estão nada mais nada menos que Eric Clapton e B.B. King. Ao longo de sua carreira já recebeu 6 Grammys , fez parcerias históricas como disse anteriormente e viajou ao redor do mundo em várias de suas turnês.

E finalmente pude ver de perto todo esse talento ímpar quando ele chegou em terras cariocas para a turnê de The Search of Everything. Eu não tinha conseguido assisti-lo quando ele veio para o Rock in Rio de 2013 então imagine a empolgação e ansiedade que estava sentindo.

O Rio de Janeiro foi a última parada por sua passagem pelo Brasil. Ele passou por São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porta Alegre e em cada estado seu setlist mudava, algo que não tinha visto sendo feito por outro artista. Para o Rio ele trouxe algumas músicas do seu último álbum, que leva o mesmo da sua turnê, e outra canções de outros álbuns.

Ele dividiu o show em atos. O primeiro era com toda a banda, o segundo um acústico, o terceiro uma parceria que ele fez com o baterista Steve Jordan e o baixista Pino Palladino, intitulada John Mayer Trio, o terceiro com toda a banda novamente e o quarto e último aquele famoso bis que a gente acha que o cantor vai embora mas volta para delírio do público.

John abriu o show com Helpless, do novo álbum, mas meu coração disparou mesmo com o medley seguinte, de duas canções lá de Room for Squares (2001): Why Georgia e No Such Thing. 

Mas reparei que todas as músicas eram cantadas por todo mundo, que acompanhavam cada acorde e letra dita por John com uma alegria que só estando lá para entender. Alegria que inclusive eu vi do próprio John. Ele parecia realmente feliz em estar tocando no Brasil.

E por falar em tocar, os solos de guitarra eram um caso à parte. Ele sempre foi conhecido por ser um excelente guitarrista e para algumas músicas ele ia ora para a guitarra, ora para o violão (especialmente para a parte acústica) e percebi que alguns instrumentos pareciam já antigos e fiquei imaginando se eles acompanham John desde o tempo em que ele imaginava que um dia poderia chegar aonde chegou.

A apresentação do John Mayer Trio foi onde ele mostrou como ele é um ás na guitarra. Ele dava uns solos de arrepiar e fazia você viajar junto. Eu não tenho vergonha em dizer que fazia uns air guitar durante as músicas Crossroads, Vultures e Wait Until Tomorrow.

A parte acústica foi também emocionante, especialmente com a canção Daughters, que a galera cantava com todos os pulmões. Para mim a melhor parte foi quando ele cantou Love is a Verb, uma das minhas músicas favoritas dele. É surreal você se dar conta que você está cantando a alguns metros do criador dessa canção que você já se emocionou escutando e que já cantarolou umas milhares de vezes.

John Mayer não deixou mesmo a desejar. Começou o show na hora. Conversava com o público com muita simpatia (até umas piadinhas ele fez, rs). Mostrava aquele entusiasmo elétrico, parecendo que tinha 20 e poucos anos, mesmo sendo um homem com seus 40 anos recém-completados.

Tanto que as duas últimas músicas In the Blood e Gravity fecharam com chave de ouro. A primeira contou com o estádio Jeneusse todo iluminado com luzes dos celulares. A segunda com um solo de guitarra ESPETACULAR. Arrisco a dizer que foi um dos melhores do show.

The Search of Everything foi mesmo tudo que eu procurava nesse encontro que estava esperando há quase 15 anos. Foram algumas vezes que eu quase chorei porque você estar perto de um artista que você curte tanto a sua música já emociona. Mas comigo foi mais que isso. Suas músicas alegraram muitos momentos bons meus e me ajudaram em alguns não tão bons. Mas é isso que é o poder da música. Inspira, motiva, cura e faz bem ao coração.

E o meu coração estava em festa no último dia 27.

Obrigada, John.

Aproveita e confira a turnê em outros estados brasileiros na página do John Mayer no Facebook.

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