Live Graffiti no Malha: #EuCurti

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Semana passada estive no Malha para o evento Transforme-se. Em parceria com a marca de relógios Touch, o espaço criativo/coworking/escola convidou artistas que mandam muito bem no graffiti para uma intervenção artística em uma das ruas perto da sede, a Rua Bela, e também dentro do Malha.

Malha, por dentro.

O time foi composto por André Kajaman, Felipe Guga e Caio Junger e o resultado foi incrível! Tão incrível que não tive como não dividir aqui com você e contar um pouquinho da história de cada um, devidamente ilustrada com suas criações.

André Kajaman

André Lourenço da Silva, a.k.a Kajaman é carioca e sua motivação para o graffiti veio de uma outra paixão: o skate. Acrescente isso a cultura hip hop que ele estava conhecendo através de amigos e pronto! A mistura perfeita. Foi através de alguns shows e eventos de rap que ele teve seus primeiros contatos com o graffiti e desde de 99 não larga o spray.

Kajaman durante o evento do Malha

Mas ele já disse que sua grande influência veio de outro artista, o Fábio “Ema”. Durante um show que Kajaman ia participar como MC conheceu o trabalho de Fábio e ficou impressionado com o todo o processo. Kajaman hoje faz parte do coletivo Ghetto Run Crew, residentes do Malha, que tiveram a missão de transformar duas pilastras da Rua Bela, uma das principais vias de São Cristovão, em pura arte.

Foi bem interessante ver como algo que está no campo das ideias ganha cores e formas. Cores aliás é uma marca registrada de Kajaman. Cores e seu famoso pica-pau.

Felipe Guga

Quando Felipe Guga começou a fazer sua arte em uma parede do Malha, fiquei com a sensação que já conhecia o trabalho dele mas não lembrava de onde. Dando uma vasculhada mental me lembrei de uma palestra do Pedro Salomão que assisti no Studio 512 e que tinha curtido um painel que estava por lá, com uma mensagem muito bonita. Adivinha de quem era a criação desse painel?

Arte de Felipe Guga no Studio 512

Esse ilustrador é também carioca e o desenho sempre fez parte da sua vida. Desde de muito pequeno já tinha interesse pelo rabisco e isso o levou a escolher o design para estudar na faculdade. Depois disso passou a desenvolver trabalhos de ilustração e colagem para agências de publicidade e estampas para marcas de moda. Passou a ganhar destaque nas redes sociais após a publicação de várias ilustrações oriundas de um coração partido. O seu.

Felipe Guga durante evento no Malha. Foto: instagram.com/ofelipeguga

Após o término de um relacionamento, recorreu ao desenho para expressar o que ele estava sentindo. Muitas pessoas passaram a se identificar (quem nunca teve o coração partido, né?) e de compartilhamento em compartilhamento, Felipe passou a ganhar seguidores e fãs.

Cocriação de Felipe Guga e Caio Junger no Malha

Seu processo de criação é bem artesanal. Ele diz que só usa o computador para uma finalização ou outra. Seus traços são simples mas de jeito nenhum são simplórios. As frases são sempre impactantes, junto com seu clássico bonequinho que carrega boas ideias e um bom coração.

Caio Junger

Caio Junger é designer, assim como Felipe Guga, e integra o time de estamparia da Reserva há quase cinco anos. Além de criar para a marca, ele usa da aquarela e do graffiti nas horas vagas e já participou de vários projetos.

Foto: instagram.com/caio_junger_ocio

Um deles foi ao lado do graffiteiro Titi Freak e o local escolhido foi no bairro de Santo Cristo, zona Portuária aqui do Rio. Para lançar uma coleção exclusiva da Reserva, eles começaram a grafitar em várias partes do bairro. As criações transformaram o local por completo.

Trabalho de Titi Freak para Reserva. Foto: facebook.com/Titifreak

Aquarela é uma técnica que Caio exerce com maestria e em preto e branco fica ainda mais impactante. Mas as cores também são ponto forte do artista, que ele aplica em um jeito mais abstrato. E tão bonito quanto.

Foto: instagram.com/caio_junger_ocio/

Foi um dia que vi arte, talento e alegria por todos os lados. Foi um bom dia.

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