NAVE, quase 10 anos depois: #EuFui

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Um dos primeiros eventos que escrevi neste blog foi o Descolagem. Lembro que descobri através de um post do jornalista Beto Largman, idealizador do projeto. O Descolagem aconteceu no NAVE e foi bem legal!

Neste evento foram debatidos vários temas ligados à cultura digital e teve participação de muita gente que entende muito do assunto. Eu estava começando a entrar nessa área e ficava escutando tudo com aquela cara de deslumbramento. Se você quiser saber o que rolou nesse dia, confira o post.

Uma das coisas que recordo que mais me deixou impressionada foi a infraestrutura do NAVE. O Núcleo Avançado de Educação é uma escola pública aqui no Rio que além de oferecer a grade de matérias do ensino médio oferece cursos voltados ao mundo digital como Roteiros para Mídias Sociais, Multimídia e Programação de Jogos.

Quando soube que o NAVE iria fazer outro evento voltado ao público em geral em geral fiquei bastante animada. Eu fui no sábado passado e teve várias coisas incríveis para fazer, dentre oficinas e palestras. Estava tudo muito concorrido e acabei escolhendo somente algumas, que foram: robótica, graffiti e fotografia.

Veja como foi o NAVE+!

Dá só uma olhada no sucesso que foi o NAVE+! Nos dois dias de festival, rolou muita troca, ideias transformadoras, cultura urbana e cocriação! Toda a programação foi preparada pelos alunos e os professores do NAVE Rio – Colégio Estadual José Leite Lopes para compartilhar experiências inovadoras com a sociedade. Vem relembrar esse momento com a gente!

Posted by Oi Futuro on Thursday, September 28, 2017

As escolhas foram um tanto quanto peculiares da minha parte, eu sei. Mas estou querendo sair daquela tal zona de conforto que já falei aqui algumas vezes. 😉

A primeira que fui foi a Oficina de Robótica. Claro que antes me certifiquei que seria uma aula voltada para quem é leigo em programação. Até porque eu ficaria com cara de paisagem bem ao estilo daquele gif na Nazaré.

Eu na aula de Robótica, se fosse avançada

Os alunos do NAVE foram os professores e eles todos se saíram muito bem ao explicar como a gente iria transformar um papel com alumínio em teclado musical. Para começar você vai precisar de: 1 papel A4, 1 papel alumínio, 1 tesoura, 1 estilete, fios condutores, resistores, 1 placa Arduino (a de cor mais escura que está na imagem abaixo), 1 Protoboard (que é a placa na cor mais clara que está na imagem abaixo), jumpers e um cabo USB.

Material usado na aula de robótica

O processo de montagem foi bem fácil com a ajuda dos alunos/professores do NAVE e a criação do código mais fácil ainda porque só foi preciso copiar o que estava disponível na biblioteca do programa de Arduíno😂. A aula era mais um demonstrativo de como a tecnologia pode fazer a gente criar coisas impressionantes.

Depois de pronto eu fiquei que nem boba tocando nas “teclas”. Os pedaços de alumínio estavam conectados aos fios, que estavam conectados ao Protoboard, que estava conectado a placa de Arduino , que por sua vez estava conectada ao computador e ao programa Arduino. O resultado: música para os meus ouvidos!

Em seguida foi a vez da Oficina de Graffiti. A aula foi comandada pelo grafiteiro e ilustrador Rafo Castro. Seus traços já são conhecidos pela Tijuca, então nada mais natural que ele ser o comandante deste aula em uma escola estadual tijucana.

foto: instagram.com/rafocastro

Aprendi muitas coisas que nem fazia ideia.. 1) Antes que começar você tem que sacudir a lata de cabeça para baixo apertando levemente o bico para o ar (e não a tinta) sair até que a lata fique gelada. 2) Cada bico tem um tipo de corte para que o traço seja mais grosso ou mais fino. 3) Para fazer o traço você tem que estar bem perto do local que vai receber o desenho, senão só vai sair umas borrifadas.

O resultado foram lindas linhas retas em amarelo. Quanta arte! 😂 Brincadeiras à parte, a aula foi espetacular. Rafo manda muito bem e você vê que para sua criação existe muita técnica, dedicação e paciência.

Durante um spray e outro tinha uma batalha de RAP acontecendo. Os próprios alunos davam suas rimas com temas que iam da política ao cotidiano. Fui descobrir que essa roda de RAP acontece já há um tempo, idealizada pelos próprios alunos. Tenho que dizer:  esse pessoal sabe fazer uma rima!

E por fim fiz uma aula de fotografia com o celular. O professor se chamava Felipe e achei bem legal que o fotógrafo oferece seus serviços para uma ONG. Nessa oficina conheci a tal técnica do três terços (que acho que já vi na faculdade…) que consiste no seguinte: ao olhar o que você quer captar, imagine um jogo da velha. Os pontos que se encontram nesse jogo da velha serão a área principal da sua foto, o que o olhar do público irá vislumbrar primeiro.

Ele apresentou essa técnica em um vídeo bem interessante do fotógrafo Steven Curry. Vou colocar aqui para você dar uma olhada porque vale a pena.

Foi uma manhã e tarde bem produtivas e divertidas. Mais que aprender coisas novas, ver que essa nova geração está querendo correr atrás para realizar seus sonhos e não fica parada esperando que algo aconteça faz criar uma esperança dentro de mim. Uma esperança no futuro deste país.

Para saber mais sobre o NAVE  e os próximos eventos, clique aqui.

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