Aula Mão na Terra na Casa do bem: #EuFui

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Recentemente participei da aula Mão na Terra, na Casa do bem, onde pude aprender um pouquinho sobre plantio e como ter uma horta em casa. No fim de agosto eu falei no blog sobre a casa. Além de ter se tornado o escritório da marca de sucos do bem, se transformou também em um espaço para diversas aulas, abertas aos público.

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Achei muito legal a proposta. Aqui em casa a gente já tinha o hábito de ter uma hortinha no quintal. Um macarrão com molho de tomate e manjericão ganha um outro sabor quando o manjericão foi plantada por nós.

Na aula Mão na Terra conheci a Luiza e o João que saíram da cidade há mais ou menos 4 anos em busca de uma melhor qualidade de vida. Fazendo alguns trabalhos voluntários conheceram Ernst Gotsch e a Agricultura Sintrópica. Durante um período de pesquisa na instituição Zurique-Reckenholz, Gotsch trabalhou na busca de genótipos de plantas que fossem resistentes à doenças.

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Foi aí que ele teve um insight e ficou se perguntando por que ficar nessa busca de métodos para que as plantas resistam às intervenções humanas, se nós podemos melhorar as condições que damos a essas plantas. E assim surgiu seu método batizado de Agricultura Sintrópica.

Nela se trabalha a recuperação dos solos pelo seu uso,  utilizando a regulação do micro-clima e o favorecimento do ciclo da água. O plantio respeita cada etapa de crescimento e desenvolvimento das plantas, o orientado pela sucessão natural e pela estratificação.

Luiza e João trouxeram um dado que vale a reflexão: desde 2008 o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Para eles comer não é só um ato de sobrevivência. É um ato cultural, social e político.

Claro que a aula com o nome Mão na Terra teria que terminar com a mão, na terra. Então eles reuniram o público presente para um passo a passo de como fazer um plantio, respeitando a ordem natural de crescimento de cada planta. Por exemplo, em um vaso você pode plantar mais de um tipo de semente porque assim você terá mais frutos, verduras e legumes sem usar métodos não naturais para acelerar o processo de desenvolvimento delas.

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Mas vamos ao passo a passo que eles deram na aula Mão na Terra:

-Furar o fundo dos vasos para escoar a água e não “afogar a planta”;

-Colocar pedrinhas no fundo;

-Acrescentar terra vegetal até o topo do vaso;

-Acrescentar um pouco de adubo no topo do vaso. A quantidade vai depender do adubo e do tipo de nutriente que contém nele. O tipo torta de mamona que tem muito nitrogênio e é ideal para quem tá começando. Nesse caso é só mesmo pulverizar um pouco no topo do vaso;

-Primeiro plante a muda para depois acrescentar as sementes de outras plantas em volta. Sempre plante primeiro do maior para o menor;

-As mudas vem com um plástico acoplado (tubete) que pode servir como “furadeira” para colocar a planta no vaso. Caso não tenha, um pedaço de madeira resolve;

-Retire o tubete na muda para fazer o plantio. Saco plástico também senão a planta não vai receber o nutrientes que estão na terra vegetal e no vaso;

-Com o pedaço de madeira você faz furo na diagonal muda plantada para tirar o ar e impedir que a planta fique “sufocada”;

-Importante: você tem que colocar a muda retinha. Se a muda ficar inclinada ela vai gastar energia para se endireitar, podendo prejudicar seu crescimento;

-Você pode misturar outras hortaliças no mesmo vaso para aproveitar tudo que aquela terra adubada tem para oferecer, sem prejudicar o desenvolvimento das plantas. No dia eles plantaram Ingá junto com semente de milho, alface e rúcula. Lembram que a ordem é do maior para o menor? A semente de milho é maior e essa você pode afundar. Eles plantaram 3 sementes juntas. As sementes de alface são médias vêm depois. Foram colocadas uma semente em uma ponta, outra na outra ponta e mais uma em outra, formando um triângulo. Tem que haver um bom espaçamento para as sementes não brigarem entre si pelo seu crescimento. A semente de rúcula é muito pequena. Basta só colocar no topo, não precisa afundar. Elas ficaram mais perto da muda, em volta volta dela.

-Para finalizar, pulverize folhas ou gramas picotas. Elas também são ótimos nutrientes. A irrigação vai depender das plantas que você escolheu mas a primeira é feita de forma bem leve. Não jogue um copo de água no solo. Tem que ser regador, como se fosse uma chuva, em cima da planta. A adubação deve acontecer a cada 30 dias para vasos em apartamento e casa.

Aprendi muitas coisas na aula Mão na Terra e sai de lá com uma muda de fruta do conde. Espero que eu consiga fazer com que ela cresça de uma forma bem saudável. Caso consiga, eu post um update com um de seus frutos, 😉

Se você tiver alguma dúvida sobre Agricultura Sintrópica tem o site do Ernest Gotsch e o perfil de Instagram da Luiza, para mandar um direct. 🙂

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