Chell – Chell #EuOuvi

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Poderia ser apenas o review de um álbum com músicas pop/folk/mpb, mas são canções que vão além dessas nomenclaturas que por vezes servem apenas para ajudar os lojistas a organizarem suas prateleiras.

De acordo com a declaração da própria Chell para o site Catarse, o que vocês ouvirão agora são músicas do ‘fundinho do coração’ e sendo feitas do jeito mais sincero possível.

Rochelle Alberti tem 23 anos de idade, é natural do Rio Grande do Sul e ainda pré adolescente se mudou para Goiânia com seus pais. Dada a idade e a troca repentina de cidade fica claro que as coisas precisaram de algum tempo até se realinharem e durante esse tempo a vida foi seguindo e trazendo mudanças para esse recente cantora nacional.

foto: reprodução

Entre as novidades, o interesse maior pela música, que a fez comprar teclado e violão,  um canal do YouTube, a formação em comunicação social e…uma namorada! ❤

Ambas dividem o canal do youtube “Chell and Mar” que está no ar há cerca de 2 anos e segundo meu palpite, eu posso estar errado, talvez tenha sido o primeiro local onde começou a expor de forma mais segura as suas habilidades musicais.

O primeiro EP se chama Chell (2017) e tem canções bem delicadas e gostosas de se ouvir, dentro de  arranjos sem grandiosas surpresas e com a voz bacaninha da moça. A ideia que tive é que o trabalho todo é bem simples justamente por ser um caminho de descoberta artística e sobretudo pessoal.

A formação do álbum fica a cargo de Rochelle Alberti (voz e composições), Thiago Ricco (baixo), Lucas Tomé (bateria), Niela Moura (guitarra), Adriano Zago (teclado) que conseguiram dar roupagem intimista pros sons.

foto: reproduçao

Disponível nos canais de streaming, a música que puxa o álbum é ‘Não Ache Que É Por Mal’ e já tem quase 300 mil reproduções no Spotify da cantora. É uma faixa bem animadinha que fala sobre relacionamento e sobre perdão…pois é, casais brigam!

”Mas não
Ache que é por mal
Não me trate mal
Outra vez

Porque eu
Vou me desculpar
E mesmo sem errar
Eu sei que ainda vou sofrer”

‘Me Chama Pra Dançar’ é uma faixa com discurso mais sério, talvez a palavra correta seja maduro, e gosto do jeito que a voz é conduzida pelas arranjos de uma forma quase declamada. Ficou bem bonito ainda mais se você já assistiu as meninas no canal do YouTube.

‘Caroço’ ficou bem bacana priorizando as cordas e tem um clima mais dramático, que acompanha bem a letra. Foi a faixa que menos me empolgou, mas acho que tem muito a ver com o mood pessoal e de momento de cada, sendo assim dá um play aí abaixo e me diz se curtiu!

‘Lembra’ tem uma pegadinha mais folk, teclados mais evidentes e cordas também, e por mais que não tenha sido a música que me fez dar atenção a sonoridade da Chell é certamente a música que mais gosto dentro do EP e para mim tem cara daquela música pronta pra tocar nos rádios da cidade.

‘Vestido’ é o sambinha leve que os cantores mais novos vem arriscando criar, mesmo não sendo diretamente ligados ao samba, e que por fim acaba sendo uma boa opção na maioria dos casos.
Todos os elementos de um samba estão presentes, desde a briga até a conciliação e claro que o Laia la la ia la la ia também faz presença.

Não é aquele samba que vai tocar na roda de mesa do fim de semana, mas certamente aparece naquela playlist mais descontraída que a gente escuta aos domingos recebendo os amigos pra uma cerveja.

De acordo com a própria dona da obra acima, é tudo muito novo e ela anda bem feliz com o resultado desse filhote sonoro que demorou 11 meses até de fato ganhar as ruas.

Chell sabe que muita coisa vai rolar, que tem muito a aprender e que certamente viver de música exige um tanto enorme de determinação, paciência e fé, mas na boa…ela não parece ligar para essas questões!
Ele quer fazer música e enquanto o coração palpitar lá no fundinho eu tenho certeza que não vai parar! 😉

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