Casa da Do Bem: #EuFui

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Desde a semana passada eu estava escutando um burburinho sobre alguns eventos bem legais que estavam acontecendo em Ipanema, dos mais variados temas. Aí dando uma olhada no Facebook descubro que estão sendo organizados pela marca de sucos do bem e reunidos em uma casa que se tornou o QG da marca.

A ideia da Casa da Do Bem é, além de ser um escritório próprio (vi que o endereço da casa está como o endereço também da do bem em seu site), ser um espaço aberto ao público e colaborativo, cheio de atividades que tenham a ver com o lifestyle da marca.

Até agora foram criados mais de 10 eventos, que vão de aulas de Stand Up Paddle  a workshops sobre astrologia e dança, quanto palestras sobre projetos para transformar o seu bairro e um sobre empreendedorismo com Luiz Quinderé, do Brownie do Luiz, que por sinal eu fui. 😉

Eu já contei aqui a história do Brownie do Luiz quando dei a dica do programa de TV Fora da Caixa (quem quiser dar uma olhada é só clicar aqui) mas é sempre bom dar um recapitulada para aproveitar o gancho e falar sobre o Talk na Casa da do bem.

A ideia de ter uma marca de brownies surgiu bem sem pretensão no começo, com o Luiz vendendo os doces no recreio para ter seu dinheirinho próprio. A galera curtiu muito e Luiz viu uma oportunidade. Na cozinha de casa, com a ajuda da mãe, da empregada e do porteiro aumentou a quantidade de brownies e os pedidos foram aumentando junto.

Em 2011 decidiu profissionalizar o negócio e em 2012 veio o divisor de águas depois de uma participação no programa da Ana Maria Braga. Nessa hora ele percebeu que precisava de um lugar próprio e contou mais uma vez com a ajuda da mãe, que comprou a ideia e decidiu investir no sonho do filho.

Hoje Luiz conta com 5 sócios (incluindo a empregada e o porteiro que ajudaram láááááááá no começo) e quase 30 funcionários. Mas definidamente não foi fácil chegar até onde chegou e ele dividiu um pouco de sua história no Talk.

Aproveitei para conhecer o Brownie do Luiz do Leblon

Ele destacou uma coisa muito comum na geração de 20 e poucos anos que é querer o resultado antes do processo. Com isso pulam etapas, não planejam e claro que o resultado não vai sair como o esperado. Para Luiz é preciso dar pequenos passos, mas certeiros. E também em saber o ouvir o que o outro tem a dizer. Isso especialmente quando você tem um sócio ou uma equipe. Motivar a galera que está com você a apostar no sonho juntos faz uma baita diferença.

Inspirar as pessoas, para Luiz, realmente faz a diferença. Duas coisas que ele acredita é:

1) não ficar retendo informações. Ele, por exemplo, sempre dividiu sua receita e inclusive as máquinas que ele usa para a fabricação dos brownies. Sua visão é que quanto mais ele compartilha, mais ganha, principalmente através das conexões que ele faz e das ideias que podem surgir dessas conexões.

2) o propósito de ter uma empresa. O que a sua empresa está contribuindo para o mundo? Além de projetos sociais, Luiz passou a investigar a origem dos ingredientes que compra. Se as galinhas que fornecem os ovos estão sendo bem tratadas, se o cacau que ele utiliza vem de fornecedores que ofereça boas condições de trabalho. E está ainda pensando em como fazer  com o açúcar já que todos sabemos que contribui para várias doenças.

No final ele mostrou um desenho que achei sensacional, de um conceito chamado Ikgai. São como peças de um quebra-cabeça que juntas dão sentido ao que você está fazendo. Se você está fazendo o que você ama e o que você é bom, você tem uma paixão. Se você faz o que você ama e o que o mundo precisa, você tem uma missão. Se você é bom naquilo que faz e ganha por isso, você tem uma profissão. E se você é bom naquilo que faz e o mundo precisa, você tem uma vocação. O ideal é juntar tudo: fazer aquilo que você ama, que você é bom, que você recebe por isso e ainda é o que o mundo precisa. 😉

Gostei muito do bate-papo e já fiz minha inscrição para outras atividades. Para ver a programação completa da Casa da do bem, é só clicar aqui.

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