No Filter: #EuVi

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Uma das maravilhas do Netflix é a oportunidade de descobrir novas produções que não sejam só dos Estados Unidos. A gente sabe que Hollywood sabe saber filme como nenhum outro lugar mas às vezes nos deparamos com novidades que nos surpreende. E No Filter foi uma delas.

Apesar do título ser em inglês o longa metragem é chileno (no Netflix está como No Filter mas os cartazes que encontrei na internet está com o nome original, Sin Filtro). A história é bem interessante que quando você pisca o olho, o filme já acabou. Vou contar só um pouquinho do filme para não dar spoiler à quem quiser assistir.

Imagem: reprodução

Pia é uma publicitária de 37 anos que sempre engoliu sapo na vida. Melhor. Pia é uma publicitária de 37 anos que sempre permitiu engolir sapos em sua vida. Casada com um artista plástico que já faz um bom tempo que não vende quadros e ainda não levanta um dedo para ajudar nas finanças e nos cuidados da casa, ela ainda tem que aturar um enteado mal criado que apesar de tudo, ela continua querendo se aproximar dele.

Para completar no seu trabalho ela tem que lidar com um chefe que assumiu a agência do pai mas não faz ideia do que esteja fazendo e faz a linha “sei muito bem o que estou fazendo”. Mesmo com Pia consertando as besteiras que o chefe faz, ela não ganha reconhecimento. Pelo contrário. Ele a diz que ela está velha demais e contrata uma YouTuber de 20 e poucos anos para cuidar da área do marketing digital apesar dela não ter nem conhecimento ou experiência.

Sem contar sua amiga que a procura para falar de seus problemas e quando Pia vai falar os problemas dela, ela não presta a mínima atenção e uma mulher que sempre fecha Pia no trânsito e nunca a deixa passar. Enquanto todos esses acontecimentos e frustrações vão se acumulando, aparece em seu carro um anúncio de acunputura para alivar o stress. Depois de algumas muitos anúncios aparecendo no seu carro, Pia decide marcar uma consulta.

É aí que acontece uma reviravolta. Depois da ida à acunpuntura Pia passa mesmo a não ter mais filtro e passar a botar para fora toda a raiva e dizendo para todo mundo o que ela realmente pensa e sente. Já dá para ter uma noção do que acontece a partir disso, né?

No Filter apesar de ser uma comédia leve, faz a gente depois parar para refletir um pouco sobre a nossa própria vida. Até que ponto a gente aguenta ficar engolindo tanto sapo e se vale a pena engolir esses sapos. É o que o acupunturista fala em uma das partes do filme, que faz sentido: o cérebro é o filtro da alma.

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