Perestroika: #EuFui

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Neste feriado resolvi dar uma dica de um lugar que conheci recentemente. Perfeito para quem quer se atualizar e que quebra um pouco do paradigma que: para você aprender você precisa ficar sentando em um cadeira escutando enquanto uma pessoa fica falando. E falando. E falando. Esse lugar atende pelo nome de Perestroika e eu fiquei encantada com tudo que vi por lá.

Localizada em Botafogo, aqui no Rio de Janeiro, a “pior escola do mundo (como eles próprios se chamam)” escolheu se chamar Perestroika justamente por conta de sua proposta de ensino. A palavra vem do russo e significa reconstrução, e eles acreditam que é realmente tempo de reconstruir, tempo de algo novo.

Então ao invés de ensinar do modo tradicional que já é feito há séculos e séculos, eles buscam abordar tanto novos temas e até alguns que já estão em voga de um jeito diferente, aguçando seu senso crítico e criativo. Lá não existe o rótulo “professor” e “aluno”. São pessoas com interesses em comum que vão trocar ideias e sair do curso cheio de insights e vontade de fazer acontecer.

Foi o que eu senti, especialmente quando fui assistir à palestra sobre blockchain, liderada por Everton Fraga. Logo no primeiro momento tem uma dinâmica  para quebrar o gelo, para que as pessoas presentes possam se conhecer.

Através de uma fila na horizontal, todo mundo ficava um de frente para outro, pegando uma espécie de placa com uma pergunta para a pessoa que estava à sua frente. E não era só sobre “quais são seus planos profissionais para o futuro”. Tinha perguntas bem legais como “qual foi a última vez que você chorou de felicidade?” ou “qual foi o presente que você ganhou que teve mais significado na sua vida?” Isso já fez com que eu não visse mais um lugar com um palestrante e um público onde eu só ouviria e iria para casa logo em seguida.

Durante aproximadamente umas 2 horas eu vi um cara super articulado e que tinha um conhecimento absurdo sobre o assunto trocando ideias com as pessoas que estavam lá. Ele falava algo, alguém comentava e ele acrescentava algo logo em seguida. Não tinha aquela coisa de “o palestrante fala durante um tempo e depois vamos abrir para as perguntas”. Foi realmente um bate-papo onde, no final, aprendi muito e encontrei muita gente interessante também.

A casa onde fica a Perestroika é um caso à parte. Do lado de fora um casarão tradicional, por dentro um espaço incrível com uma decoração toda especial. Tinha trompete na parede, post it com um “Olar!” bem caloroso, vasos de plantas trazendo mensagens de carinho e um balanço que eu adorei e que ficaria lá por horas. Ah! Nesse dia também experimentei um sanduíche de salmão que estava dos deuses!

Acredito que a Perestroika tem todos os ingredientes para você ficar motivado e querer sempre aprender mais e mais. Para quem ficou interessado, no site você encontra a lista dos cursos. A escola criativa tem várias unidades além do Rio de Janeiro. Vale a pena dar uma olhada.

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