Ainda me lembro

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Parada na janela a observar a chuva e pensando nos momentos difíceis que o Rio de Janeiro passou nesses últimos dias, não pude de deixar de fazer alguns comparativos. Vou usar a expressão que meu avô sempre usa na hora de contar uma de suas histórias.

Cena do filme Diário de uma Paixão (The Notebook)

Ainda me lembro do tempo que a chuva era uma coisa boa. Nos filmes ela já foi o cenário de vários beijos apaixonados e palco para apresentações musicais regadas com muita alegria.

Cena do filme Cantando na Chuva (Singin' in the Rain)

Ainda me lembro quando era bom dormir ao som da água caindo e do cheiro que ela trazia. Era um melodia tão serena que parecia canção de ninar e que já embalou o sono de muita gente grande por aí.

Ainda me lembro das poças que a criançada fazia questão de pular e mesmo com suas mães gritando para entrarem em casa senão ficariam resfriadas, elas nem se importavam. Colocavam  a língua para fora para tomar aquela água vinda do céu.

Hoje as lembranças não são mais as mesmas. Chuva deixa as pessoas furiosas de ter que ficar até 10 horas (ou mais!) no trânsito, de ter que andar na rua com água até o joelho e ainda depois limpar a casa após uma enxurrada que invadiu e causou grandes estragos.

Foto Site G1

Deixa também outras desoladas ao perder um ente querido por causa das enchentes ou da violência que vem dos arrastões, já que fica tudo parado e não se tem para onde ir.

A natureza fica sendo a principal vilã dessa história quando não é bem assim. Ela não joga lixo nas ruas entupindo os bueiros e não é de sua responsabilidade o planejamento da cidade que cresce desordenadamente. Imaginem um copo cheio de coisas dentro. Se você acrescenta água é claro que vai transbordar. Não tem jeito.

Cabe a nós ter consciência disso e cobrar das autoridades, das pessoas que vivem ao nosso redor e de nós mesmos um lugar mais limpo e livre dos problemas urbanos. Porque se isso não acontecer, novas tragédias como a que acontece no Rio há dois dias e as que já aconteceram em São Paulo e Santa Catarina infelizmente vão continuar. E a chuva deixará de ser para sempre uma boa lembrança para se tornar um terrível pesadelo.

One comment

  1. Ôi, bonito texto e bem legal saber que você atualiza seu espaço. Estou tentando fazer o mesmo com o meu, agradecendo sua visita. Fala, além de portfolio, de coisas meio antigas, sobre uma agência que, na época, era – e foi por 16 anos – a maior do Brasil, no RJ (uma das unidades-master, fora as filiais). Sucesso, assim que souber manejar as ferramentas necessárias, colocarei você em meu quadro de links. Te aguardo também como seguidora, se assim o desejares, em http://puracatapora.blogspot.com, abraços, AGGomes.

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