Eu não sou um avatar

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Não. Essa minha crônica não será sobre o filme dirigido por James Cameron. Até porque já falaram bastante sobre ele. Mas será sobre outro filme, que não deixa de ser um pouco parecido, chamado Os Substitutos.

Para quem não conhece, Bruce Willis interpreta um policial na pele de outro que é ele mesmo. Isso porque na trama, o nosso mundo era habitado por robôs programados para substituir os seres humanos e assumiam o lugar de seus donos, que os controlavam dentro de suas casas. Ou seja, eu teria o meu avatar, com a minha aparência, fazendo tudo por mim.

Agora imagina ter um robô que assumisse sua identidade e ficasse em seu lugar, fazendo suas obrigações e “aproveitando” seus momentos de lazer. Seria esse o caminho que estaríamos seguindo?

Nessa horas que muitos perguntam se a tecnologia é realmente nossa aliada. Eu, que estou a maioria do meu tempo conectada, afirmo que sim. Ela torna nossa vida bem mais fácil. O que não podemos esquecer é que ela existe para nos ajudar e não nos dominar.

Por que quando surge algo novo tem gente que diz que veio para substituir o antigo? Nem sempre funciona desse jeito. O cinema não substituiu o teatro, nem a televisão com o rádio e muito menos a internet para todo o resto.

E estão plenamente enganados se acham que algum dia um avatar vai nos substituir. Tirar da gente as boas risadas que damos com os amigos? A alegria que é escutar sua música favorita e cantar sem vergonha de desafinar? De andar de mãos dadas com quem se ama depois de um jantar e uma ida ao cinema? Nem pensar!

Acho que vou tirar o meu avatar que deixo nas redes sociais e tratar de colocar uma foto real minha lá. Só por precaução.

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