Ugly Dolls

Bárbara Gaia

22 de outubro de 2021

Existem desenhos animados feitos para entreter e existem outros que além de entreter, traz aquela pontinha de questionamento a cerca do que acontece na sociedade. Ugly Dolls, em cartaz no Amazon Prime, é um desses casos.

Ugly Dolls
foto encontrada em adorocinema.com

Vamos de sinopse?

Tudo começa mostrando o que acontece, em uma fábrica, quando os brinquedos criados apresentam defeito. Eles são descartados mas o que essa fábrica não sabe é que essa área de descarte se tornou uma cidade chamada Ugly Ville (Vila dos Feios). Moxy é uma boneca que a fábrica julgou se defeituosa e vive por lá mas sempre com a esperança que um dia vai para o lar de uma criança.

Seus amigos tentam convencê-la que Ugly Ville é o única lugar que eles vão viver mas ela sente que tem um propósito maior além dos muros dessa cidade e decide sair em busca do lar dessa criança. Durante essa viagem eles descobrem o Instituto da Perfeição, que é onde os bonecos são preparados para sair da fábrica em direção às lojas.

Como é de se esperar, Moxy e seus amigos por não estarem no padrão estabelecido de perfeição são rejeitados pelos bonecos do instituto, especialmente Lou, que seria uma espécie de boneco supervisor e que decide como os bonecos vão parecer, qual será sua profissão e para onde seguirão depois da fábrica.

Moxy, então, decide desafiar os padrões estabelecidos por Lou e provar que tem sim lugar para todos e que existe uma criança que vai ficar encantada com ela e com seus amigos.

O que eu achei de Ugly Dolls

Tirando a cantoria que tem a cada momento (sim, esse é um desenho um tanto quanto musical), a animação traz um bom questionamento sobre o que seria bonito ou aceitável, e que padrões podem sim ser quebrados.

“É! Vamos embonecar.

Bem que isso não poderia ser preciso;

Eu me embonequei, estou presa em um papel que eu não determino;

Se eu pudesse escolher, seria um outro alguém;

Seria um novo alguém;

Alguém melhor para mim.”

Ele também fala sobre o que seria o destino de cada um e se os seus sonhos deveriam ser escolhidos por você e não determinado por outras pessoas.

“Não deixe o temos vencer;

Você sabe muito bem quem você é;

Mostre o seu poder”

A animação, de 2019, pelo que pesquisei na internet não foi lá muito bem recebida pela crítica mas eu, particularmente, achei que tanto a história, como a narrativa e os elementos que compõe esse desenho foram bem trabalhados e apresentou, de forma criativa e divertida, um tema que deve ser sempre debatido com as crianças e revistos pelos adultos. Também merece destaque a trilha sonora original que contou a participação de grandes artistas como Kelly Clarkson, Janelle Monáe e Lizzo.

Convido você a assistir Ugly Dolls e tirar suas conclusões.

A vida de Dug

Bárbara Gaia

15 de outubro de 2021

Up – Altas Aventuras se tornou um dos clássicos da Pixar que faz o nosso coração ficar quentinho e o sua série spin-off, A Vida de Dug, também promete cumprir esse mesmo propósito.

A Vida de Dug
foto: disneyplusbrasil.com.br

Antes de falar dessa série, lançada esse ano no Disney +, vamos relembrar onde tudo começou. Se você não tem a história de Up clara em sua mente (o que é perfeitamente plausível que essa animação é de 2009) aí vai uma breve sinopse.

Carl Fredricksen é um senhor viúvo que se tornou bem rabugento após perder o amor da sua vida, a sua doce e aventureira esposa Ellie. O único lugar que ainda o conforta é a casa onde ele mora e que dividiu com ela. Com a notícia que ele poderia perder essa casa, resolve cumprir um antigo desejo de Ellie fazendo uma viagem usando sua casa como meio de transporte. Nesse meio tempo, ele acaba tendo algumas surpresas que vão transformar a sua vida para sempre. Dentre essas surpresas está o cachorro Dug.

Agora vamos de sinopse de A Vida de Dug

Dug acaba indo morar com Carl, de volta à sua cidade natal, e se tornam grandes amigos. Nesse spin-off, como você deve imaginar, Dug se torna o protagonista e agora passamos a acompanhar suas altas aventuras.

Nos episódios conhecemos a vida sob o olhar desse astuto cachorro, que vai desde a sua rotina, suas descobertas e à chegada de novos amigos. Dug se torna o guardião de filhotinhos, testemunha novos e intrigantes cheiros, aprende a lidar e apreciar os fogos de artifícios e até mesmo encontra novas formas de se comunicar, com a ajuda do seu outro superamigo Russel, o menino escoteiro que também está em Up – Altas Aventuras.

O que eu achei

Como todo projeto Disney Pixar, A Vida de Dug é contada de uma maneira que faz você querer ver um episódio atrás do outro, o que é bem fácil porque a duração deles é, em média, 10 minutos.

Foi uma boa sacada fazer com que o público conheça mais a vida do cachorro de Up. Os traços originais parecem que ganharam uma maior luminosidade e um colorido a mais que contribuem para cativar as crianças (e os adultos também).

Se você está a fim de ver algo leve, divertido e até mesmo com uma pequena dose de emoção, A Vida de Dug é uma boa opção para você colocar na sua lista do Disney+.

Hae-Ryung, a historiadora

Bárbara Gaia

8 de outubro de 2021

A série Round 6 se tornou um fenômeno mundial e no Brasil não foi diferente. Isso fez com que muita gente tivesse interesse em assistir a outras produções coreanas e eu vou indicar uma: Hae-Ryung, a historiadora, que também é uma série original Netflix.

Hae-Ryung, a historiadora, série Netflix
foto: netflix.com

Então, vamos de uma breve sinopse!

Já vou avisar, de antemão, que Hae-Ryung, a historiadora, é completamente diferente de Round 6. Apesar dos dois serem um drama, Hae-Ryung, a historiadora, é bem mais leve e divertida, beeeeeeeeeeeem menos violenta e tem um contexto mais histórico, onde a gente conhece um pouco mais sobre os costumes, regras e dilemas de uma Coréia do início do século 19.

Nessa época era comum o povo se reunir na rua, ou com parentes dentro de casa, para ouvir as histórias fictícias dos contadores, que cobravam por esse serviço. Hae-Ruyng era uma contadora de histórias, só que ela costumava fugir do “script” e criar suas próprias versões, o que não agradava muita gente.

Seu irmão está a procura de um pretendente mas ela sempre detestou a ideia de virar esposa de alguém e se tornar uma dona de casa. O sonho de Hae-Ryung seria viver de histórias e ser livre para criar seu próprio destino.

Em paralelo conhecemos Yi Rim, o príncipe Dowon, que escreve contos em segredo, sob um pseudônimo, e um de seus livros se torna um dos mais lidos na província. Um dia, saindo escondido do palácio, ele vai ao vilarejo ver se realmente as pessoas gostam de suas histórias, esbarra com Hae-Ruyng e acaba ficando encantado por ela, apesar dela não gostar muito dos livros dele.

Em meio a tudo isso, encontramos os historiadores, grupo dedicado a relatar tudo que acontece no reino, das decisões tomadas pelo rei a rotina real. Os historiadores tem como missão serem totalmente imparciais e escrever sempre a verdade e, em uma decisão inédita, passará a contar com historiadoras.

O conselheiro principal descobre que um livro, que pode trazer a tona o lado corrupto do governo, estaria começando a circular e pede ao rei que crie um departamento para livros banidos, proibindo a leitura deste e de vários outros títulos. Isso se torna o pontapé para mudar a vida, por completo, de Hae-Ryung, do príncipe Dowon e a história dessa província para sempre.

O que eu achei de Hae-Ryung, a historiadora

A princípio eu não estava lá muito empolgada com um romance coreano histórico mas Hae-Ryung, a historiadora, conseguir prender a minha atenção do início ao fim, tanto que maratonei.

A série fala sobre algumas questões atuais, como a luta de classes, a corrupção e o feminismo, de uma forma que na história faz muito sentido, trazendo importantes reflexões para os dias de hoje.

Você vai encontrar aquele romance leve e doce, típicos das produções coreanas, mas também vai encontrar ação, suspense e comédia (as séries de lá são surpreendentemente engraçadas!).

Se eu fosse você dava uma chance à Hae-Ryung, a historiadora, e incluiria na sua lista do Netflix.

Ni No Kuni

Bárbara Gaia

1 de outubro de 2021

Se você acompanha a minha saga televisiva neste humilde blog, já percebeu que os animes se tornaram um dos estilos que estou assistindo com frequência. Até o próprio Netflix já percebeu e vem me recomendando alguns títulos. Ni No Kuni foi um deles.

Descobri que esta animação, que é um original Netflix, contou com a direção de Yoshiyuki Momose, que esteve em A Viagem de Chiriro, e é derivada de um jogo. O roteiro do filme é original de Akihiro Hino, CEO da da Level-5, empresa criadora da franquia do game.

Ni No Kuni
foto: netflix.com

Vamos, então, de sinopse!

O anime gira em torno de 3 amigos: Yu, Haru e Kotona. Durante a volta de um campeonato de basquete, realizada na escola deles, eles começam a ser seguidos por um ser estranho mas nenhum deles percebe. Haru e Kotona, que são namorados, querem lanchar em um nova lanchonete do bairro mas precisa subir várias escadas para chegar lá, o que seria difícil para Yu, que se locomove por meio de cadeira de rodas.

Por muita insistência de Yu, Haru e Kotona vão a tal lanchonete e depois se despedem, indo um para uma direção diferente. No momento que Kotona está voltando o ser estranho a segue e a ataca. Quando Yu e Haru descobrem e vão ao seu socorro, são sugados para um novo mundo, que parece ser medieval, e nessa nova realidade Yu consegue andar.

Eles partem então, para uma aventura surpreendente, em busca de Kotona e de respostas sobre o porquê eles vão parar nesse lugar, que tem uma ligação com o seu mundo e cada decisão que eles tomam nessa realidade paralela traz consequências para o mundo em que eles vivem.

O que eu achei de Ni No Kuni

Coloque nas configurações para auto-translate em português

Eu achei bem interessante a proposta da história, que é de conseguir viajar entre dois mundos diferentes e o que você faz em um repercute no outro. A narrativa da animação é bem linear e mesmo com essa dinâmica, que pode parecer confusa com os protagonistas indo e vindo, não traz nenhuma confusão para quem está assistindo.

O dilema central de Ni No Kuni, que é decidir se uma vida em seu mundo vale mais do que no outro mundo (não vou falar mais para não dar spoiler) traz uma grande reflexão e também um plot twist no final. Eu fiquei muito surpresa com essa revelação, mas olhando o decorrer da história faz mesmo muito sentido. Também vou dar aqui o meu parabéns aos criadores da animação que eu não suspeitei disso em nenhum momento.

No geral a animação Ni No Kuni cumpre o seu papel de contar bem essa história. Não sei se está fiel à história dos jogos (que muitos filmes vindos de livros decepcionam nesse quesito porque acabam mudando muita coisa) mas por ter roteiro original do CEO da franquia, acredito que não.

Se você já jogou Ni No Kuni, deixe um comentário por aqui falando a respeito, que fiquei curiosa. 😁

Olhos de gato

Bárbara Gaia

24 de setembro de 2021

Ultimamente eu tenho assistido à alguns animes e tenho gostado bastante. Esses longas-metragens, inspirados na cultura asiática, sempre trazem uma sensibilidade e um olhar voltado às questões humanas, com um dose de bom humor que sempre me agrada. Olhos de gato, uma produção original Netflix, poderia ser classificado nessa categoria.

Olhos de gato
foto: netflix.com

Vamos, então, de sinopse de Olhos de gato!

A história gira em torno de Muse, uma menina que vive com o pai e a madrasta. Sua mãe saiu de casa quando ela era muito pequena e a mágoa que ela guarda disso a fez se fechar para o mundo. Um dia, durante um festival tradicional de sua cidade, conhece um gato feiticeiro. Ele oferece uma máscara que ao colocar, ela poderia se transformar em uma gata e poder escolher se quer desistir de ser uma humana e se tornar um animal para sempre.

A única pessoa que ainda faz Muse ter algum sentimento é Hino, seu colega de escola. Mas, ao ser rejeitada por ele, decide aceitar o convite do feiticeiro para ser uma gata permanentemente. Caberá a Hino, então, mostrar para a Muge que a vida humana vale sim a pena ser vivida.

E agora, o tradicional “O que eu achei do filme”

Olhos de gato é um daqueles típicos animes com uma boa mensagem no final. Eu, particularmente, adoro pois me traz ainda uma certa esperança em acreditar no lado bom das pessoas.

A animação é interessante no quesito iluminação, e parece convidar você a sentir tudo que Muge sente: solidão, raiva, alegria, e etc. Todos os personagens foram, ao meu ver, bem pensados e tiveram, cada um, uma importante contribuição para a história. Destaco, aqui, a madrasta de Muge, que mesmo você vendo que a menina não demonstra nenhuma afeição por ela (e muita das vezes ser bem rude), não desiste e é paciente para ganhar um espaço em seu coração.

Vamos sim passar por obstáculos, mágoas e frustrações mas o que entendi que o filme gostaria de falar é que não precisamos passar por tudo isso sozinhos. Existem pessoas que quando menos você espera vão oferecer uma mão e trilhar, junto com você, essa jornada. Mas o primeiro passo, de permitir a ajuda dessas pessoas, só depende de você.

Redes Sociais

Bárbara Gaia

Aqui você vai encontrar tudo que tenho lido, visto, ouvido e curtido ultimamente. Dicas de livros, séries, filmes, músicas, lugares interessantes e mais. Seja bem-vindo(a) ao meu checklist! ;)