Meu Eterno Talvez: #EuVi

Bárbara Gaia

3 de junho de 2019

Quem não se lembra daquele amor de adolescência? Você já alguma vez parou para pensar o que teria acontecido se ele continuasse até hoje, depois de adulto? O que teria mudado na sua vida? Pois bem. Esse é meio que o enredo de Meu Eterno Talvez, filme original da Netflix que estreou semana passada.

Meu Eterno Talvez
imagem: imdb.com

Nele a gente conhece a história de Sasha e Marcus, amigos e vizinhos na infância, em uma ruazinha pacata de São Francisco. Ela é filha de um casal de comerciantes que estão sempre preocupados com a loja e acabam não ficando muito presentes na vida da menina. Com isso ela acaba criando um laço afetivo com os pais de Marcus, especialmente com a mãe dele.

A vida dos dois acabam tomando rumos diferentes. Sasha se torna uma renomada chef de cozinha, noiva de um poderoso empresário e Marcus continua em São Francisco, trabalhando junto com o seu pai. Ele tem talento para a música mas sempre tratou sua banda como um hobby não acreditando que poderia fazer disso uma carreira.

Meu Eterno Talvez
imagem: imdb.com

Depois de uma desilusão com seu noivo, Sasha resolve voltar para São Francisco durante um tempo e resolve criar mais uma filial de seu restaurante. Com isso reencontra Marcus, 15 anos depois e percebe que ainda há coisas mal resolvidas entre eles. Cabe aos dois decidirem, então, se estarão dispostos a resolver o que precisam resolver e escutar o coração.

Meu Eterno Talvez possui aquela fórmula clássica das comédias românticas, que a gente meio sabe como vai ser o final. Mas o que me surpreendeu foi a atuação dos protagonistas, Ali Wong e Randall Park, que conseguem segurar bem o filme, do começo ao fim, e prende sua atenção.

Meu Eterno Talvez
imagem: imdb.com

Outro destaque vai para a aparição de Keanu Reeves, no papel dele mesmo mas com um toque um pouco (ou muito!) mais excêntrico. Fiquei surpresa ao descobrir que ele tem uma veia cômica e eu ri em várias das cenas em que ele atuava.

Eu gostei muito de ver um elenco de protagonistas asiáticos porque foge daquele padrão clichê de casal de filme de Hollywood. É bom ver um pouco de diversidade, afinal, o amor acontece para todo mundo, não é mesmo?

Se você está a fim de assistir algo leve e divertido, Meu Eterno Talvez é para dizer “sim!”.

4ª temporada de Lúcifer: #EuVi

Bárbara Gaia

20 de maio de 2019

Imagina você encontrar um cara divertido, charmoso, que parece gostar de viver a vida mas que é também o demônio. No sentido literal da palavra. Lúcifer é uma série que tem conquistado cada vez mais pessoas e eu fui uma delas.

imagem: imdb.com

O seriado tem aquele ritmo típico de sitcoms de comédia, com uma pitada de narrativa de séries policiais, como CSI e Law and Order. Se você ainda não teve a oportunidade de assistir, vou dar uma pequena sinopse (sem spoilers, prometo).

Lúcifer, como o próprio nome diz, gira em volta daquele anjo, filho de Deus, que resolveu se rebelar contra seu Pai, foi expulso do Céu e condenado a tomar conta do Inferno, punindo as almas perdidas, que foram  julgadas e não aptas a passar a eternidade ao lado das almas iluminadas, no paraíso.

imagem: imdb.com

Só que depois de vários bons milênios e milênios seguindo essa rotina, nosso protagonista meio que cansou desse seu “trabalho” e decidiu se rebelar mais uma vez, largando seu emprego de rei do inferno, subindo à Terra e vivendo como se fosse um humano, dono de uma boate em Los Angeles.  Até porque a luxúria, o Lúcifer não queria largar não.

Nesse meio tempo, ele conhece a detetive Chloe Decker, que desperta nele o interesse em um novo mundo: o de resolver crimes. Ele vira, então, uma espécie de consultor da polícia, extraindo dos suspeitos as confissões de seus maiores desejos obscuros, porque né, ele é Lúcifer.

imagem: imdb.com

Se eu pudesse fazer um resumo até a terceira temporada seria esse:

1) Lúcifer resolvendo crimes em Los Angeles;

2) Lúcifer tendo que lidar com a insistência do seu irmão Amenadiel, em fazer com que ele volte ao inferno, que lá tá uma bagunça sem seu rei;

3) Lúcifer descobrindo novos sentimentos, especialmente o interesse que ele passa a ter na detetive;

4) Lúcifer, com a ajuda das suas sessões de terapia, tentando se descobrir e descobrir o porquê Chloe o  torna vulnerável, deixando de ser imortal, perto dela.

A partir da quarta temporada aparece Eva, que misteriosamente vem para Terra cansada da vida no paraíso e de ser esposa de Adão. Ela lembra o quanto achava Lúcifer divertido e passa a ficar grudada nele. Claro que isso traz algumas consequências.

A série, inspirada nos quadrinhos de  Neil Gaiman, ganha o público especialmente pelo jeito irônico, bem-humoado e bon vivant do personagem principal, muito bem interpretado (diga-se de passagem) por Tom Ellis.

Tinha começado na Fox, foi cancelada na terceira temporada, mas a Netflix viu o seu potencial e resolveu apostar. O resultado? Em maio foi o seriado mais maratonado, superando Game of Thrones, no mundo e no Brasil, em uma pesquisa feita pelo TV Time, um dos maiores mídia trackers do mundo.

Você não vai resistir a tentação de maratonar também. 😉

Phonto: #EuCurti

Bárbara Gaia

26 de abril de 2019

Já faz um tempo que páginas dedicadas à citações de filmes existem por essa internê. Eu até já falei por aqui sobre uma, chamada Cinematologia, que de vez em quando mostra frases de alguns dos meus filmes favoritos que adoro postar nos stories do Instagram. Mas você sabia que você consegue fazer também, pelo seu celular? Apresento o Phonto.

Phonto
Minha foto com Phonto

O Phonto é como a maioria dos aplicativos de edição de imagens e vem opções de diferentes filtros e molduras, caso a foto esteja no formato retangular ao invés de quadrado. Também traz variados temas para você destacar a imagem ainda mais.

Mas a parte mais interessante é mesmo a de texto, para parecer legenda de filme. Primeiro você digita o texto que quer inserir dando um click na imagem. Quando você faz isso aparece a opção Add Text, que é para adicionar o texto.

Phonto

Depois de escrever o que você quer, vai aparecer um menu para você personalizar seu texto. Em Font você escolhe o tipo de fonte. Eu achei a Arial Italic bem parecida com as legendas de filmes. Em seguida você vai em Style para escolher a cor, que geralmente é aquele amarelo, estilo marcador de texto. Aí lá em cima você volta para Style e escolher o Shadow para colocar uma sombra ao texto.

Phonto

Prontinho! Sua foto tirada de filme está pronta. 😉

TOP Guilty Pleasure – Música

Bárbara Gaia

24 de abril de 2019

Não sei se você conhece esse termo mas Guilty Pleasure é tudo aqui que você gosta e não tem coragem de admitir. Tipo reality shows, comédias românticas, etc. Eu tava com essa ideia na cabeça desde que percebi que sempre que passava as Kardashians na TV eu parava para ver. 😂

foto: rakhmat suwandi

Mas vamos guardar essa família mais para frente que o tema de hoje é música. Existem 3 categorias que eu confesso que estou sempre escutando no meu dia a dia e que vou deixar a vergonha de lado e compartilhar com você. (momento respira fundo Bárbara e vai!)

Rock sofrência

Durante a minha adolescência, que aconteceu entre o final da década de 90 e começo do ano 2000, tinham três estilos de rock que estavam em alta: o punk rock, o rock nacional e o rock internacional sofrência. Nessa lista de rock para chorar até dizer chega, regrada a desilusão e romantismo que faria até a galera do sertanejo dizer “calma, não é para tanto”,  duas bandas reinavam no topo: Nickelback e The Calling.

Nickelback não é uma das bandas mais queridas e não entendo muito bem o porquê. Não tenho conhecimento musical para dizer se é uma banda boa ou ruim mas sempre que escuto How You Remind Me a vontade é cantar em alto e bom tom. A letra não é lá das mais animadoras, eu sei. Fala basicamente de uma pessoa que não soube dar valor a outra, a perdeu e agora lamenta. Mas a melodia faz você querer cantar e balançar a cabeça como um rockstar.

The Calling, por outro lado, tinha seus altos de amor e seus baixos de desilusão. A música que eu mais gostava era Wherever You’ll Go, que era a que ficou mais famosa por aqui, que vai pelo lado da sofrência mesmo, contando a triste história de um término ou uma perda.

Boy bands

Se tinha outra categoria que usava o amor como tema recorrente era o pop das boy bands. Até porque quando a gente é adolescente, os sentimentos estão a flor da pele. Ou amava demais, ou odiava demais ou sofria demais. Tudo era demais. E para acompanhar cada momento desse, a trilha sonora de grupos como Backstreet Boys e ‘NSync era perfeitas.

Os Backstreet Boys eu já falei por aqui algumas vezes então vou contar um pouco a história do ‘NSync. O grupo, de também cinco garotos, tinha Justin Timberlake na época que ele era um adolescente com cabelo cacheadinho.

As letras seguiam a mesma fórmula que ganha o coração de qualquer adolescente: falar de amor não correspondido, de amor que pode acontecer e de amor único e verdadeiro, para todos sempre. Combinados a passos coreografados e piscadelas e sorrisos para a câmera, era inevitável.

Qualquer pagode

Se tem uma coisa que junto com os hits internacionais, importados pela MTV, embalou minha juventude foi o pagode. Nessa época assistir a TV no domingo era quase que uma tradição. E nos programas de TV aberta o que você mais via eram grupos de pagode. Eu já comentei por aqui sobre esse ritmo que também fazia o coração cantar e chorar, na década de 90, e que hoje em dia continua em ascensão, especialmente na voz de Thiaguinho, Ferrugem e cia.

Eu nunca fui muito de escutar samba e pagode mas ultimamente, pela influência de amigos, estou escutando alguns e tenho curtido, para minha surpresa. É que o ritmo contagia e faz você querer dançar, extravasar e se divertir por alguns minutos. E como dizem que quem não gosta de samba, bom sujeito não é, quero continuar a ser uma boa pessoa. 😂

Bom, essas são minhas músicas Guilty Pleasure. Quais são as suas?

Felicidade por um fio: #EuVi

Bárbara Gaia

22 de abril de 2019

Você reparou para pensar nas coisas que você faz? Se tem uma lógica? E o mais importante: se faz bem pra você? Tem um filme, que já está a um tempinho no Netflix que propõe essa reflexão: Felicidade por um fio.

Felicidade Por Um Fio
imagem: reprodução

Nessa história encontramos Violet, uma publicitária muito bem sucedida, que leva a perfeição à enésima potência. Seja no trabalho e principalmente na vida. Uma das cenas que mais chama a atenção, logo no começo, é a obsessão pelo cabelo liso padrão, ao ponto de acorda mais cedo, arrumar as madeixas para quando o namorado acordar, vê-la praticamente como uma princesa.

Felicidade Por Um Fio
imagem: imdb.com

Mas aí está o problema. Ela acha que isso é o que vai trazer felicidade. Essa busca incessante e bem cansativa pela perfeição, que vamos combinar, não existe a partir do momento que somos humanos, não é mesmo?

Até que um dia que a tal da recompensa que ela achava que teria não veio e depois de uma grande decepção ela, acompanhada de uns bons drinks, resolve raspar a cabeça como sinal de protesto. Mas o que era protesto na verdade foi só o começo de um caminho de libertação e uma nova busca: pela sua própria aceitação.

Felicidade Por Um Fio
imagem: imbd

Felicidade Por Um Fio (que é um best seller escrito por Trisha Thomas) é uma daquelas comédias românticas gostosas de assistir que, no final, faz você parar por um momento e dar uma autoavaliada. A interpretação de Sanaa Lathan no papel da protagonista é um caso à parte.

Felicidade Por Um Fio
imagem: All Pop Stuff

Pude perceber todas as nuances de Violet, até que mesmo quando ela queria ser perfeita estava buscando uma brecha para sair desse ciclo vicioso.

Muita gente pode achar até mais um daqueles filmes clichê. Mas se você assistir, refletir, reavaliar, aceitar o que pode mudar e mudar e aceitar o que não precisa mudar em você, já valeu a pena.

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Bárbara Gaia

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