Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme

Bárbara Gaia

11 de junho de 2021

Há um tempo atrás, passando pelo menu de novidades do Netflix, me deparo com o anúncio de um filme da Sailor Moon, Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme. Eu, lembrando da época de infância/comecinho da adolescência vendo a saga de Serena e companhia pela Manchete, voltei no tempo e fiquei eufórica, esperando a estreia.

Quando recebi o aviso que o filme já estava disponível corri para assistir. Lembro que foi em um fim de semana e tomei meu café da manhã acompanhando às novas aventuras das Sailors Moon, parecendo uma criança outra vez.

Sailor Moon Eternal: O Filme
imagem: divulgação

Antes de contar sobre o novo filme, uma sinopse sobre Sailor Moon

Para quem não é muito familiar com a história, ela gira em torno de Usagi, que aqui no Brasil ganhou o nome de Serena, uma adolescente que vivia uma vida como qualquer outra adolescente no Japão, quando se depara com uns meninos maltratando uma gata e salva o animal. Só que ela nunca iria imaginar que essa gata iria falar e, muito menos, revelar que ela é uma guerreira da lua e que deve salvar a Terra das forças do mal.

A partir daí, com a ajuda de outras 4 guerreiras (Sailor Mercúrio, Sailor Marte, Sailor Jupiter e Sailor Vênus) e de um outro misterioso guerreiro chamado Tuxedo Mask, Usagi, ou Serena, descobre com o passar do tempo, e enfrentando vários vilões, que na verdade ela é a atual encarnação da Princesa Serenity e que precisa, a todo custo, proteger o Cristal de Prata de cair em mãos erradas e causar uma verdadeira devastação no universo e, especialmente, em seu planeta natal.

Para ajudar nessa missão, sua filha Chibiusa, que é a Sailor Chibimoon, vem do futuro para também ajudá-la e conta também com o apoio de outras guerreiras que são a Sailor Plutão, Sailor Netuno, Sailor Urano e Sailor Saturno.

Contei de uma forma bem reduzida para não dar muito spoiler. 😜

Agora vamos para Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme

Nessa nova saga, Usagi, Darien (que é o Tuxedo Mask) e Chibiusa precisam enfrentar uma nova e poderosa inimiga que está atrás do Cristal de Prata e de outras coisas que se eu falar vai estragar o filme para quem assistir.

Para isso essa nova inimiga em questão vai contar com a ajuda de três guerreiras amazonas que vão organizar um eclipse solar total, fazendo aparecer um circo cheio de atrações mas, também, de más intenções para com os habitantes do planeta Terra, porque elas querem suas energias para completar seu plano maligno.

O que eu achei

Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme é dividido em duas partes. Na primeira o foco é mais em Chibiusa e suas descobertas, que contará com o apoio de Pegasus (sim, ele aparece e faz todo sentido à história por incrível que pareça) e na segunda vemos a luta final entre a nova inimiga e as guerreiras amazonas contra Sailor Moon, Sailor Chibimoon, Tuxedo Mask (que tem uma participação essencial para essa trama!) e todas as Sailors.

Eu gostei que os traços do anime do filme lembram muito o original que eu acompanhava no antigo canal Manchete. O romance entre Usagi e Darien ainda continua firme e forte, afinal eles são o Rainha e o Rei da Lua (mais pra frente a Princesa Serenity vira rainha, o que é um tanto quanto natural), e será um importante elemento para o decorrer do filme.

Achei legal trazer de volta a Sailor Plutão, Sailor Netuno, Sailor Urano e Sailor Saturno que pelo menos durante a época que assistia à Sailor Moon, não teve muitas histórias por aqui sobre elas. As outras Sailors, que fazem parte mais do esquadrão de Usagi tem também uma boa participação no filme e o dilema pelo qual cada uma passa são determinantes para o final.

Para quem viu Sailor Moon nos anos 90 vai olhar para esse filme com um olhar nostálgico bom. Eu não vi eles tentando dar uma “modernizada” no anime e com isso tendo uma grande chance da essência ser perdida. Mesmo depois de 20 anos, quem é fã vai conseguir rever a Sailor Moon e, também, acabar revendo a sua própria infância.

Friends Forever, aquele sobre os episódios

Bárbara Gaia

19 de maio de 2021

O ano era 1998. Eu estava na adolescência, com meus tenros 15 anos, quando conheci a TV a cabo pela primeira vez. Era um mundo novo e incrível, com dezenas de canais, contra os 6 canais da TV aberta, que se abriu diante dos meus olhos. Lá conheci os vídeos-clipes, pela MTV, uma infinidade de desenhos animados, pelo Cartoon Network, e os seriados, pela Warner e Sony. Na Warner conheci Friends e virei fã quase que instantemente. Seis amigos, lá pelos seus vinte e poucos anos, descobrindo o mundo adulto com o apoio um do outro. Como não gostar e sonhar com isso, tendo você 15 anos?

Bem-vinda ao mundo real. É uma droga. Você vai adorar.

Monica, Ep.1, Temporada 1, Friends.

O seriado Friends acabou em 2004 mas volta e meia assistia na Netflix, quando ainda estava em seu catálogo (esperando só junho chegar rever de novo quando a HBO Max chegar no Brasil). Eu nunca me cansava e sempre brinquei que Friends era o meu Chaves. Para minha alegria, no ano passado, a Editora Belas Letras lança o livro Friends Forever, aquele sobre os episódios, e claro, corri para garantir o meu exemplar.

Sobre o livro

Escrito por Gary Susman, Jeannine Dillon & Bryan Cairns, Friends Forever, foi criado em comemoração aos 25 anos da série e reúne um compilado de episódios marcantes, curiosidades, histórias dos bastidores e todo o processo criativo de seus criadores, Marta Kauffman e David Crane, roteiristas, produtores e dos atores Matthew Perry, Jennifer Aniston, Lisa Kundrow, David Schiwimmer, Courtney Cox e Matt Le Blanc, que deram vida aos seis amigos Chandler, Rachel, Phoebe, Ross, Monica e Joey, respectivamente, ao longo dos 10 anos que a série ficou no ar.

Sou Chandler. Faço piadas quando não me sinto à vontade.

Chandler, Episódio 24, Temporada 6.

O livro é divido nas 10 temporadas e fala de alguns episódios (porque são 236 no total e acredito que ficaria um tanto quanto imenso 😂), contando a sua história e tendo uns comentários interessantes sobre cada um. Também vem junto uma frase que marcou cada um desses episódios e que muito deles viraram frases do cotidiano dos fãs.

Ah, pelinha de salmão.

Rachel, Episódio 1, Temporada 6.

Você também vai encontrar um raio-x sobre cada personagem, como foi a escolha do figurino, cenários e a saga da escolha dos atores. Desde correr atrás de nomes já pensados para o personagem a decidir qual seria o ideal (Jennifer Aniston fez teste para ser Monica). Sem contar que tinha atores trabalhando em outros seriados e ficaram meio indecisos se iam aceitar ou não. Imagina desistir de Friends para continuar na série em que estava?

O que eu achei do livro

Friends Forever é muito bem escrito e parece que é um fã que está conversando com você sobre a série (preciso também parabenizar a tradutora Carolina Caires Coelho que tornou essa “conversa” ainda mais fluída e divertida). Eu li as mais de 250 páginas torcendo para que não acabasse porque era muito bom relembrar coisas que marcaram a série.

Eu não quero esquecê-la.

Ross, Episódio 17, Temporada 10.

O design também não ficou atrás. Cada temporada no livro aparece com uma cor diferente e é recheada de fotos de cenas. Toda vez que eu olhava já lembrava do episódio e se aparecesse uma fala de um dos personagens conseguia até escutar a voz.

JOEY NÃO DIVIDE COMIDA!

Joey, Episódio 9, Temporada 10.

Também gostei que veio uma capa com a foto dos personagens e para quem comprasse na pré-venda vinham também um marcador de página, um pôster e adesivos que já foram devidamente colocados em meu notebook para ornar com outras coisas que eu tenho de Friends. Sim, tenho mais coisas de Friends, além do livro.

Acho que a vida de nenhum de nós aqui vai ser como era antes.

Phoebe, Episódio 24, Temporada 1.

Eu, como fã, que já vi os mesmos episódios dezenas de vezes e sei algumas falas de cor, o livro Friends Forever trouxe em suas páginas uma nostalgia boa desse seriado que comecei a ver aos 15 anos e já são quase 23 anos, para mim, de boas histórias e boas lembranças.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba

Bárbara Gaia

12 de maio de 2021

Há algumas semanas atrás meu namorado falou que o anime Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba ia ganhar uma continuação nos cinemas e me motivou a conhecer a história, que estava disponível no Netflix.

Confesso que não achei que iria gostar tanto mas eu maratonei os 26 episódios em menos de uma semana. Achei bem interessante a mistura de comédia, ação e drama e a narrativa é realmente impecável.

imagem encontrada em sucodemanga.com.br

Uma breve sinopse

O enredo gira em torno de Tanjiro, um jovem que vive com sua mãe e irmãos em um lugar afastado do seu vilarejo e que ajuda no sustento da família.

Um dia Tanjiro foi para esse vilarejo vender carvão e, na volta, como estava de noite e muito frio, um dos habitantes convidou o rapaz para jantar e passar a noite em sua casa, já que seria perigoso ele subir à montanha porque ele poderia encontrar um demônio e este poderia o devorar. Os demônios são monstros, semelhantes aos vampiros. Na manhã seguinte, ao voltar, Tanjiro se depara com um cenário de terror em sua casa, com toda a sua família morta por demônios e sua irmã, Nezuko, infectada e transformada em um demônio.

Tanjiro, então, sai em busca de encontrar uma forma de fazer Nezuko voltar a ser humana e acaba descobrindo que existe um grupo muito poderoso que luta contra essas demônios e que estão sempre procurando e doutrinando novos caçadores para que o legado continue e que esses monstros sejam totalmente aniquilados.

Durante os episódios vemos Tanjiro enfrentar de um tudo pelo amor que tem pela sua irmã e isso vai despertar a ira de Muzan Kibutsuji, que seria uma espécie de mestre dos demônios e que vai impedir a todo custo que o nosso herói triunfe (“impedir” leia-se tirar sua vida mesmo).

O que eu achei Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba

Eu tenho uma particularidade quando se trata de animes: para mim tem que ter um toque de comédia se não é difícil eu continuar assistindo. Acho que Erased (que já ganhou resenha por aqui) e mais recentemente Yasuke (que ainda vai ganhar seu espaço nesse blog, aguarde) foram as únicas exceções porque todos os outros que eu já gostei muito tem um pouco de comédia, como Yuyu Hakusho, Pokémon e Sailor Moon.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, como citei acima, tem uma narrativa muito bem amarrada. A gente consegue acompanhar direitinho a saga de Tanjiro sem perder nenhum fator importante. A veia dramática vai muito pelos flash backs que o menino tem e também os dos demônios, em que descobrimos seu passado como humanos e a razão que os fizeram sucumbir à maldade.

Também merece um destaque os personagens coadjuvantes que tem papel importantíssimo na trama. Além da irmã de Tanjiro, a Nezuko, que a gente vê o quanto ela luta para manter seu lado humano e não ceder ao seu lado demônio, temos também dois personagens que são sensacionais: Zenitsu Agatsuma e Inosuke Hashibira.

Zenitsu é um rapaz que tem medo de tudo e uma ansiedade à flor da pele que acabou se tornando um caçador de demônios para provar seu valor, especialmente para o seu avô. Sua característica mais marcante é que quando está cara a cara com o perigo desmaia e, como se estivesse em um transe, se torna uma pessoa poderosa e determinada, capaz de ir pra cima e derrotar seus inimigos sem medo. Mas quando o derrota, volta do transe e não se lembra de nada.

Inosuke, por sua vez, é um rapaz que se acha o mais forte, o mais destemido e o melhor caçador que o mundo já viu. Usa uma máscara de javali como se fosse parte de um uniforme de super-heroi, pronto para enfrentar qualquer coisa. Só que ele é um tanto quanto muito cabeça dura e volta e meia lá vai Tanjiro ajudar seu amigo.

Está para estrear amanhã, aqui no Brasil, o filme que dá continuação a história e já vi notícias que ele se tornou o anime de maior bilheteria, atingindo US$ 442,81 milhões, conseguindo superar A Viagem de Chihiro, de 2001, que detinha o recorde até então.

Se você ficou na curiosidade em descobrir por que Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo, sugiro adicionar o anime na sua lista do Netflix. Tenho a sensação que você também vai maratonar.

Os Irregulares de Baker Street

Bárbara Gaia

5 de maio de 2021

Eu sou fã de Sherlock Holmes tem um bom tempo e quando apareceu Os Irregulares de Baker Street no catálogo do Netflix, já fui logo colocando na lista para assistir.

imagem encontrada em adorocinema.com

Eu lembro até hoje o dia que li meu primeiro livro sobre Sherlock Holmes. Contei até aqui no blog há uns anos atrás, quando fui fazer a resenha de alguns dos livros que tenho, mas se você é novo por aqui vou contar de novo. Para quem já conhece a história prometo ser breve. 😁

Eu estava no meu curso de espanhol, lá com os meus 20 e pouquinhos anos, quando a professora pediu para escolher um livro da biblioteca e depois falar sobre ele para a classe. Lá fui eu olhar as opções e Um Estudo em Vermelho, o primeiro conto que Sir Arthur Conan Doyle escreveu apresentando Sherlock Holmes ao mundo, chamou minha atenção.

Comecei a ler e não parei até descobrir o mistério e, especialmente, como Sherlock Holmes tinha a capacidade de ver coisas que ninguém mais via. Não demorou muito para eu comprar os próximos romances e os contos. E também para assistir a filmes e séries inspiradas nele. Uma delas, Os Irregulares de Baker Street, que entrou na Netflix no final de março. Mas desde o início fui avisada para não levar muito em conta o lado fã de Sherlock Holmes para assistir aos episódios. Foi um bom conselho.

Sobre o que é os Irregulares de Baker Street

imagem encontrada em adorocineama.com

Jess, Bea, Billy e Spike são quatro orfãos adolescentes que vivem na Inglaterra do final do século XIX, mesma época em que vive o famoso detetive. Jess está doente e tem constantes pesadelos relacionados a fenômenos sobrenaturais e Bea está preocupada que ela terá o mesmo fim que sua mãe.

Dr. Watson, braço direito de Sherlock, tem observado esse grupo e entra em contato com Bea para que eles possam ajudá-lo em alguns casos que fogem a lógica e que precisa da ajuda de Jess para tentar desvendar os mistérios do mundo sobrenatural. Há também nesse grupo um menino aristocrata, chamado Leopold, que se encanta por Bea e passa a querer cooperar também nos casos.

O que eu achei da série

A primeira coisa que eu digo, se você for fã de Sherlock Holmes assim como eu sou, é deixar de lado esse seu lado fã. Os Irregulares de Baker Street, pelo menos nos primeiros episódios, nem gira em torno dele. Sherlock aparece, no começo, ainda sem fisionomia, só mostrando que tem algo de errado com o detetive, que também parece estar tão doente quanto Jess.

O foco, nessa série, gira em torno dos quatro órfãos, principalmente de Jess, que ainda está tentando entender por que ela tem uma conexão com mundo sobrenatural, e Bea que a vê com uma irmã e tenta protegê-la de um destino trágico.

Eu li muitas críticas falando que se trata de uma série voltada para o público adolescente mas eu, no alto dos meus 37 anos, não achei que Os Irregulares de Baker Street tenha esse apelo. Os protagonistas são adolescentes, há um princípio de romance entre Bea e Leopold mas nada além disso. Ainda não terminei a série (estou indo para o 3º episódio) então pode ser que mais para frente tudo possa mudar.

Se você gosta do tema sobrenatural, de mistério e suspense, conhece o universo de Sherlock Holmes mas ao ponto de desapegar dele, assista ao primeiro episódio de Os Irregulares de Baker Street. Depois disso é por sua conta.

Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Bárbara Gaia

28 de abril de 2021

Eu sempre gostei de livros de aventura. Pode ser com elfos, fadas, hobbits ou então aqueles com cavaleiros. Um das minhas histórias favoritas, aliás, é sobre o Rei Arthur. A lenda, que nasceu no País de Gales, conta a jornada do herói de Arthur, filho bastardo do rei Uther Pendragon, que sob a tutela e a orientação do mago Merlin, encontrou o seu destino como rei de Camelot ao tirar a espada mágica de Excalibur da pedra que, até então, ninguém tinha conseguido.

Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Mas um rei precisa de um esquadrão para proteger o seu reino não é mesmo? É aí que o Rei Arthur funda a Távola Redonda que conta com mais destemidos, fortes e habilidosos cavaleiros. Três deles, Lancelot, Tristão e Percival foram além da bravura e ganharam muitas histórias, dentre elas o livro Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda, de Howard Pyle, no qual falarei um pouco sobre.

Uma breve sinopse do livro

O autor do livro divide, ao longo de mais de 300 páginas, a história de vida e de acontecimentos que fizeram Lancelot, Tristão e Percival ganharem a condecoração máxima de Cavaleiros da Távola Redonda. Vou contar uma breve sinopse sobre suas vidas e quais acontecimentos se tornaram o pontapé inicial para suas jornadas.

O resto, que é a parte das aventuras que eles enfrentaram, os testes para ver se eles eram verdadeiramente cavaleiros e o destino final de cada um, não irei revelar em razão da minha política anti-spoiler. 😉

Livro por dentro, com ilustrações que condizem com a época que foi escrita, em 1903

Sir Lancelot do Lago: filho do Rei Ban de Benwick, teve que fugir de seu reino, junto com toda a sua família, devido a uma invasão que aconteceria por um outro rei, chamado Rei Claudas da Escócia. Helen, rainha e mãe de Lancelot, ao saber da morte do Rei Ban, seu marido, que voltou ao reino, decidiu entregar Lancelot, ainda criança, sob os cuidados de Lady Nymue, a Dama do Lago, que ajudou o Rei Arthur com a espada de Excalibur.

Lady Nymue faz uma promessa que iria tornar Lancelot um grande cavaleiro e que assim que estivesse pronto, retornaria à sua família e a honraria. Há quem diga que Lancelot era apaixonado pela Rainha Guinevere, esposa do Rei Arthur, mas Howard Pyle escolheu não tocar nesse assunto e sim nas aventuras heroicas, que foram muitas e que estão no livro.

Sir Tristão de Lyonesse: no reino de Lyonesse havia o Rei Meliadus, casado com Lady Elizabeth. Existia uma feiticeira que era apaixonada pelo rei e lançou um feitiço para que ele também se apaixonasse por ela também, esquecendo quem era e indo morar com ela em seu castelo. A Rainha Elizabeth parte em busca do rei mas devido ao extremo frio não aguenta e morre de hipotermia, mas antes ela consegue dá a luz ao seu filho, que chama de Tristão.

Ele cresce e decide se tornar um grande cavaleiro, ao contrário da vontade do pai, já liberto do feitiço, que queria que ele se mantivesse no reino como príncipe. Há também uma história de amor e de tragédia, no meio dessa aventura toda, entre Tristão e Lady Isolda mas vou deixar para você descobrir nas páginas do livro.

Sir Percival de Gales: o 3º cavaleiro que aparece no livro é filho do Rei Pellinore, que travou uma batalha com o Rei Arthur. Isso fez com que ele fosse expulso de seu reino e morasse na floresta, junto com sua esposa e filhos. Percival, na época, só tinha 3 anos e sua mãe temia que ele não conseguisse sobreviver na floresta. Por isso o levou a um lugar isolado com a promessa que se ele se tornasse um homem forte, deveria cumprir o seu destino como cavaleiro.

Anos depois, o Rei morre e mais dois de seus irmãos. Isso faz com que sua mãe desistisse da ideia dele se tornar um cavaleiro. Mas o chamado para a jornada era mais forte, tanto que um certo dia vendo alguns cavaleiros passarem e descobrindo quem eles eram, teve a certeza que um dia se tornaria um. Sua mãe ao ver que ele não escaparia do seu destino, lhe entrega um cavalo, alimentos e um anel que era da família para que ele assim que chegasse a Camelot procurasse por Sir Lamorack, seu irmão, e o ajudasse a ser tornar um cavaleiro.

O que eu achei do livro

A gente percebe a paixão de Howard Pyle pela lenda do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. As páginas são ricas em informações e detalhes, como se fosse uma grande pesquisa apresentada de forma lúdica. A narrativa, no começo é um pouco densa, mas com o passar das páginas a gente pega o ritmo e tudo flui melhor.

Os detalhes gráficos (e incríveis!) da editora Zahar

Alguns pensamentos e ações dos cavaleiros eu confesso que não concordo muito mas preciso entender que isso foi escrito em uma outra época, em 1903 para ser mais preciso. Mas não dá para negar que algumas das características dos cavaleiros, que são admiráveis, são a sua integridade, a empatia e a determinação em proteger os outros. Nas palavras de Howard Pyle, que encerram o livro:

Espero que tenha se deleitado em pensar sobre a vida dele e os seus feitos, tantos quanto eu. Pois enquanto eu escrevi e pensava sobre o comportamento deles, pareceu-me que eram o melhor exemplo a ser seguido por qualquer um que queira progredir na vida, neste mundo cheio de enganos a consertar.

Howard Pile, Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Leia e tire suas conclusões.

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