Os Irregulares de Baker Street

Bárbara Gaia

5 de maio de 2021

Eu sou fã de Sherlock Holmes tem um bom tempo e quando apareceu Os Irregulares de Baker Street no catálogo do Netflix, já fui logo colocando na lista para assistir.

imagem encontrada em adorocinema.com

Eu lembro até hoje o dia que li meu primeiro livro sobre Sherlock Holmes. Contei até aqui no blog há uns anos atrás, quando fui fazer a resenha de alguns dos livros que tenho, mas se você é novo por aqui vou contar de novo. Para quem já conhece a história prometo ser breve. 😁

Eu estava no meu curso de espanhol, lá com os meus 20 e pouquinhos anos, quando a professora pediu para escolher um livro da biblioteca e depois falar sobre ele para a classe. Lá fui eu olhar as opções e Um Estudo em Vermelho, o primeiro conto que Sir Arthur Conan Doyle escreveu apresentando Sherlock Holmes ao mundo, chamou minha atenção.

Comecei a ler e não parei até descobrir o mistério e, especialmente, como Sherlock Holmes tinha a capacidade de ver coisas que ninguém mais via. Não demorou muito para eu comprar os próximos romances e os contos. E também para assistir a filmes e séries inspiradas nele. Uma delas, Os Irregulares de Baker Street, que entrou na Netflix no final de março. Mas desde o início fui avisada para não levar muito em conta o lado fã de Sherlock Holmes para assistir aos episódios. Foi um bom conselho.

Sobre o que é os Irregulares de Baker Street

imagem encontrada em adorocineama.com

Jess, Bea, Billy e Spike são quatro orfãos adolescentes que vivem na Inglaterra do final do século XIX, mesma época em que vive o famoso detetive. Jess está doente e tem constantes pesadelos relacionados a fenômenos sobrenaturais e Bea está preocupada que ela terá o mesmo fim que sua mãe.

Dr. Watson, braço direito de Sherlock, tem observado esse grupo e entra em contato com Bea para que eles possam ajudá-lo em alguns casos que fogem a lógica e que precisa da ajuda de Jess para tentar desvendar os mistérios do mundo sobrenatural. Há também nesse grupo um menino aristocrata, chamado Leopold, que se encanta por Bea e passa a querer cooperar também nos casos.

O que eu achei da série

A primeira coisa que eu digo, se você for fã de Sherlock Holmes assim como eu sou, é deixar de lado esse seu lado fã. Os Irregulares de Baker Street, pelo menos nos primeiros episódios, nem gira em torno dele. Sherlock aparece, no começo, ainda sem fisionomia, só mostrando que tem algo de errado com o detetive, que também parece estar tão doente quanto Jess.

O foco, nessa série, gira em torno dos quatro órfãos, principalmente de Jess, que ainda está tentando entender por que ela tem uma conexão com mundo sobrenatural, e Bea que a vê com uma irmã e tenta protegê-la de um destino trágico.

Eu li muitas críticas falando que se trata de uma série voltada para o público adolescente mas eu, no alto dos meus 37 anos, não achei que Os Irregulares de Baker Street tenha esse apelo. Os protagonistas são adolescentes, há um princípio de romance entre Bea e Leopold mas nada além disso. Ainda não terminei a série (estou indo para o 3º episódio) então pode ser que mais para frente tudo possa mudar.

Se você gosta do tema sobrenatural, de mistério e suspense, conhece o universo de Sherlock Holmes mas ao ponto de desapegar dele, assista ao primeiro episódio de Os Irregulares de Baker Street. Depois disso é por sua conta.

Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Bárbara Gaia

28 de abril de 2021

Eu sempre gostei de livros de aventura. Pode ser com elfos, fadas, hobbits ou então aqueles com cavaleiros. Um das minhas histórias favoritas, aliás, é sobre o Rei Arthur. A lenda, que nasceu no País de Gales, conta a jornada do herói de Arthur, filho bastardo do rei Uther Pendragon, que sob a tutela e a orientação do mago Merlin, encontrou o seu destino como rei de Camelot ao tirar a espada mágica de Excalibur da pedra que, até então, ninguém tinha conseguido.

Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Mas um rei precisa de um esquadrão para proteger o seu reino não é mesmo? É aí que o Rei Arthur funda a Távola Redonda que conta com mais destemidos, fortes e habilidosos cavaleiros. Três deles, Lancelot, Tristão e Percival foram além da bravura e ganharam muitas histórias, dentre elas o livro Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda, de Howard Pyle, no qual falarei um pouco sobre.

Uma breve sinopse do livro

O autor do livro divide, ao longo de mais de 300 páginas, a história de vida e de acontecimentos que fizeram Lancelot, Tristão e Percival ganharem a condecoração máxima de Cavaleiros da Távola Redonda. Vou contar uma breve sinopse sobre suas vidas e quais acontecimentos se tornaram o pontapé inicial para suas jornadas.

O resto, que é a parte das aventuras que eles enfrentaram, os testes para ver se eles eram verdadeiramente cavaleiros e o destino final de cada um, não irei revelar em razão da minha política anti-spoiler. 😉

Livro por dentro, com ilustrações que condizem com a época que foi escrita, em 1903

Sir Lancelot do Lago: filho do Rei Ban de Benwick, teve que fugir de seu reino, junto com toda a sua família, devido a uma invasão que aconteceria por um outro rei, chamado Rei Claudas da Escócia. Helen, rainha e mãe de Lancelot, ao saber da morte do Rei Ban, seu marido, que voltou ao reino, decidiu entregar Lancelot, ainda criança, sob os cuidados de Lady Nymue, a Dama do Lago, que ajudou o Rei Arthur com a espada de Excalibur.

Lady Nymue faz uma promessa que iria tornar Lancelot um grande cavaleiro e que assim que estivesse pronto, retornaria à sua família e a honraria. Há quem diga que Lancelot era apaixonado pela Rainha Guinevere, esposa do Rei Arthur, mas Howard Pyle escolheu não tocar nesse assunto e sim nas aventuras heroicas, que foram muitas e que estão no livro.

Sir Tristão de Lyonesse: no reino de Lyonesse havia o Rei Meliadus, casado com Lady Elizabeth. Existia uma feiticeira que era apaixonada pelo rei e lançou um feitiço para que ele também se apaixonasse por ela também, esquecendo quem era e indo morar com ela em seu castelo. A Rainha Elizabeth parte em busca do rei mas devido ao extremo frio não aguenta e morre de hipotermia, mas antes ela consegue dá a luz ao seu filho, que chama de Tristão.

Ele cresce e decide se tornar um grande cavaleiro, ao contrário da vontade do pai, já liberto do feitiço, que queria que ele se mantivesse no reino como príncipe. Há também uma história de amor e de tragédia, no meio dessa aventura toda, entre Tristão e Lady Isolda mas vou deixar para você descobrir nas páginas do livro.

Sir Percival de Gales: o 3º cavaleiro que aparece no livro é filho do Rei Pellinore, que travou uma batalha com o Rei Arthur. Isso fez com que ele fosse expulso de seu reino e morasse na floresta, junto com sua esposa e filhos. Percival, na época, só tinha 3 anos e sua mãe temia que ele não conseguisse sobreviver na floresta. Por isso o levou a um lugar isolado com a promessa que se ele se tornasse um homem forte, deveria cumprir o seu destino como cavaleiro.

Anos depois, o Rei morre e mais dois de seus irmãos. Isso faz com que sua mãe desistisse da ideia dele se tornar um cavaleiro. Mas o chamado para a jornada era mais forte, tanto que um certo dia vendo alguns cavaleiros passarem e descobrindo quem eles eram, teve a certeza que um dia se tornaria um. Sua mãe ao ver que ele não escaparia do seu destino, lhe entrega um cavalo, alimentos e um anel que era da família para que ele assim que chegasse a Camelot procurasse por Sir Lamorack, seu irmão, e o ajudasse a ser tornar um cavaleiro.

O que eu achei do livro

A gente percebe a paixão de Howard Pyle pela lenda do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. As páginas são ricas em informações e detalhes, como se fosse uma grande pesquisa apresentada de forma lúdica. A narrativa, no começo é um pouco densa, mas com o passar das páginas a gente pega o ritmo e tudo flui melhor.

Os detalhes gráficos (e incríveis!) da editora Zahar

Alguns pensamentos e ações dos cavaleiros eu confesso que não concordo muito mas preciso entender que isso foi escrito em uma outra época, em 1903 para ser mais preciso. Mas não dá para negar que algumas das características dos cavaleiros, que são admiráveis, são a sua integridade, a empatia e a determinação em proteger os outros. Nas palavras de Howard Pyle, que encerram o livro:

Espero que tenha se deleitado em pensar sobre a vida dele e os seus feitos, tantos quanto eu. Pois enquanto eu escrevi e pensava sobre o comportamento deles, pareceu-me que eram o melhor exemplo a ser seguido por qualquer um que queira progredir na vida, neste mundo cheio de enganos a consertar.

Howard Pile, Três Grandes Cavaleiros da Távola Redonda

Leia e tire suas conclusões.

A Maratona de Brittany

Bárbara Gaia

21 de abril de 2021

Você, alguma vez, já se fez a pergunta “o que eu estou fazendo da minha vida”? Se as escolhas que você fez foram acertadas e o que você está vivendo hoje é o que sempre quis? Em A Maratona de Brittany, disponível no Amazon Prime, Brittany faz essas perguntas a si mesma e acha que a resposta está na maratona de Nova York.

Foto encontrada em Adoro Cinema

Sobre o filme

Brittany, até então, achava sua vida um tanto quanto “ok”. Aos 28 anos trabalhava como atendente em um teatro mas não levava o seu emprego a sério. Na verdade não levava nada da sua vida a sério. Depois de ver seus exames médicos, que não estavam nada bons, e ao ver sua vizinha correndo pela manhã, começa a ter aquele sentimento que sua vida parou e decide correr atrás do que falta para ela.

A Maratona de Brittany
Foto encontrada em Adoro Cinema

“Você diria que fez opções saudáveis em sua vida?

Depois de encontrar, novamente, essa vizinha e ter uma crise de choro, a vizinha diz que a vida que ela tem e que Brittany acha perfeita está longe de ser perfeita. Ela teve uma juventude bem difícil e decidiu criar pequenas metas para alcançar as coisas que ela desejava. Uma dessas pequenas metas foi correr e Britanny decide fazer o mesmo, começando a correr 1 quadra da sua rua.

“Não se corre para ganhar. Mas para terminar.”

A partir daí ela começa a se incentivar a um passo maior, se inscrevendo em pequenas maratonas, de 5Km. Sempre no seu próprio ritmo, não pensando em ganhar e somente conseguir terminar. Então ela começa a pensar grande e se inscreve na famosa maratona de Nova York, que tem mais de 40 km, e põe na sua cabeça que vai conseguir, custe o que custar.

O que eu achei do filme

O filme, que mistura comédia e drama, mostra como somos responsáveis pela grande maioria de nossas limitações. De achar que a vida dos outros é perfeita e a nossa é mais ou menos, quando, na verdade, tá todo mundo tentando terminar suas pequenas metas.

A Maratona de Brittany
Foto encontrada em Adoro Cinema

Em A Maratona de Brittany vemos reviravoltas, tropeços, achismos, presunções, decisões erradas, acertadas, redenção e recomeços. Também vemos a importância da amizade, da família e do apoio das pessoas que acreditam na gente.

“Você mudar de vida nunca foi por causa do peso. Foi para assumir a responsabilidade por si mesma.”

É aquele filme que a gente não vê o tempo passar, torcendo para que a personagem principal se encontre e encontre também na sua jornada o seu real objetivo. A Maratona de Brittany é ao mesmo tempo leve e denso, faz você rir, chorar e refletir.

A vida é mesmo uma maratona. Tem momentos que você tá ganhando, tá perdendo, que você chega a parar, por um breve instante, mas você dá aquela respirada funda e segue. Porque, no fim, vale a pena a conquista. Pequena ou grande. É nossa.

“Decidi que, mesmo com a minha dor, meu medo, minha autocrítica, a crítica dos outros, eu queria ser feliz.”

A Torre Negra

Bárbara Gaia

14 de abril de 2021

Anteriormente comentei do livro Sobre a Escrita, de Stephen King, e depois de ter terminado, além de ter sido de grande ajuda no desenvolvimento do meu futuro livro de ficção, fiquei um tanto quanto curiosa em conhecer mais sobre as obras deste autor. Continuo não curtindo o gênero terror mas vi que ele tem outros títulos que não seguem 100% esse estilo, dentre eles A Torre Negra.

Achei a trama interessante e descobri que tem um filme deste livro, lançado em 2017, na grande da Netflix. Claro que selecionei, preparei a pipoca e fui assistir.

imagem: divulgação

Sobre o que é o filme A Torre Negra

Confesso que mesmo não seguindo o estilo terror, já levei um susto ao saber que A Torre Negra é uma série de 8 livros e que seria um mistura entre faroeste, ficção científica e terror. O filme, em questão, estrelado por Idris Elba e Matthew McConaughey não carrega tanto o terror assustadoramente falando mas você consegue ver a mente de Stephen King lá.

A história gira em torno de dois personagens: Jake e o Pistoleiro. Jake é um menino que mora em Nova York e tem tido pesadelos recorrentes com o mesmo tema. Nos seus sonhos ele vê crianças sendo criadas em uma espécie da fazenda e que quando os adultos acham que uma já está pronta, eles a levam para um laboratório onde um aparelho é conectado à sua cabeça e sua energia é sugada para destruir uma torre. Nesses sonhos os adultos têm cicatrizes na pele que parecem que são costuras, onde Jake consegue ver que, na verdade, são criaturas horrendas disfarçadas de seres humanos. Essas criaturas são comandadas por um poderoso feiticeiro.

Após um grande terremoto Jake começa a ver essas criaturas na vida real e fica muito apavorado. Em seus últimos sonhos ele testemunha uma luta entre esse feiticeiro e o Pistoleiro, que seria uma espécie de guardião dessa torre, e que uma casa abandonada, perto de onde mora, teria alguma ligação com tudo isso.

Depois de fugir de funcionários de um instituto psiquiátrico, que iriam levá-lo para tratamento a pedido da mãe, ele encontra essa casa e descobre que é a passagem de um portal para um mundo paralelo, onde ele encontra o Pistoleiro e descobre que seus sonhos são reais.

O feiticeiro que destruir a torre porque ela é a proteção da Terra contra a entrada de criaturas não pertencentes ao planeta, incluindo demônios, que é o que o feiticeiro quer. Ele tem como missão tornar a Terra um lugar de domínio desses demônios, exterminando toda a humanidade que aqui vive. Cabe a Jake, que tem poderes sobrenaturais que até o momento ele desconhecia, e ao Pistoleiro impedirem que isso aconteça.

O que eu achei do filme

Para ser sincera eu não sei o filme A Torre Negra agradaria aos fãs mais tradicionais de Stephen King, por focar mais na parte da ficção científica do que no terror. O começo eu achei um pouco lento, com os atores atuando de forma muito caricata mas no decorrer do filme eu tive a sensação que os atores encontraram o propósito da história e ficou tudo mais natural.

Também achei que ele apresentou algumas falhas, como na cena em que a mãe fala para Jake ir com os funcionários do instituto de psiquiatria. Eles simplesmente apareceram do nada e ela aceitou tudo o que disseram, sem ao menos averiguar mais sobre a empresa em questão.

Mas, no geral, A Torre Negra é um filme que prende a sua atenção. Você fica torcendo para que Jake consiga impedir a vinda dos demônios para a Terra e acha que o Pistoleiro é um bom mestre para esse herói. O filme também contou como ponto positivo, para mim, a vontade que fez de comprar todos os livros da série (que já estão na minha lista de livros para ler).

Assista à A Torre Negra e tirem suas próprias conclusões.

Sobre a Escrita, de Stephen King

Bárbara Gaia

7 de abril de 2021

Conheci o Sobre a Escrita quando pedi indicações de livros técnicos em uma sala do Clubhouse chamada “escritores no ch”, criada pelo escritor André Carvahall. Recebi alguns bons títulos, dentre eles, esse do Stephen King.

No primeiro momento confesso que fiquei meio receosa em comprar. Quando eu penso em Stephen King logo me vem o gênero terror na mente, que é algo que nunca atraiu muito a minha atenção e por isso achava que ele não me ajudaria. Mas larguei o preconceito e comprei o livro.

Eu me lembro, desde muito pequena, do fascínio que eu tinha em ouvir boas histórias. Meu pai sempre criava contos incríveis e fazia a minha imaginação e a da minha irmã borbulharem com mil aventuras. Não sei se foi por conta da infância mas a vontade de escrever foi crescendo em mim, tanto que eu me tornei redatora. Uma escritora, no entanto, ainda não.

Em 2009 comecei a esboçar um livro de ficção que acabou ficando na gaveta, mas o meu lado de querer ser uma escritora sempre me lembrava dele. Até que esse ano criei coragem e saí a procura de ferramentas que pudessem me ajudar a desempacar.

O que eu achei de Sobre a Escrita

A primeira coisa que já gostei de cara no livro foi a divisão que o Stephen King fez. Em “Currículo”, a primeira parte, Stephen apresenta algumas situações, em sua vida, que ele acredita que tenham contribuído para ele se tornar um escritor.

A segunda parte e terceira parte, intituladas “Caixa de Ferramentas” e “Sobre a Escrita”, que seria uma espécie de respostas às perguntas que sempre fazem a ele sobre a sua metodologia e outras que ele gostaria de ter respondido. E por fim vêm a quarta, e última parte, chamada “Sobre a Vida: Um postscriptum”, falando sobre os dias atuais e dando dicas de livros para a gente ler.

O “Currículo” é bem autobiográfico mesmo. Ele, claro, não conta sobre todos os acontecimentos e lembranças marcantes mas cita alguns muito importantes em sua vida. Uma dele fala do começo mesmo, quando ele era bem pequeno e desde muito novo já enfrentava dificuldades. Sua mãe o criou, junto com o seu irmão, praticamente sozinha e tinha que se desdobrar em mil empregos para que seus filhos tivessem o mínimo de conforto.

Para se desligar das adversidades, ele conta que sempre gostou de filmes de terror e que ia com o seu irmão aos cinemas mais chinfrins para assistir o que queria.

A escrita serve para despertar, melhorar e superar.

Stephen King, Sobre A Escrita

Uma vez ele viu um filme que achava que daria para dar uma continuidade à história e saiu a escrever. Não demorou muito para Stephen começar a escrever mais e mais, criando até um jornalzinho na escola com contos e notícias. Com o passar dos anos viu que queria ser mesmo escritor mas recebia muitos nãos de editoras.

Acabou se tornando professor de literatura para pagar as contas, ao lado de sua esposa, melhor amiga e melhor dupla, a Tabitha, que conheceu na faculdade. Ela sempre apoiou Stephen e que, mesmo com sérias dificuldades financeiras, nunca quis que ele desistisse do que realmente queria ser.

O livro conta também da reviravolta que teve a sua vida e carreira, após Carrie, a Estranha, que foi o primeiro manuscrito de grande sucesso. Mas ele divide com o público os seus obstáculos pessoais, em especial o vício que ele tinha com o álcool. Seu vício, inclusive, foi tema em seus livros, como quando ele escreveu O Iluminado, em que o personagem principal é um escritor e ex-professor alcóolatra, e Stephen se deu conta que estava escrevendo sobre si mesmo.

Depois de toda essa saga de lutas, fracassos, vitórias, redenção e superação, é chegada a hora dele falar sobre seu modus operandi na escrita. Ele fala desde de técnicas para ter concentração, passando sobre dicas de como construir um bom enredo, personagens sólidos e narrativa consistente, passando pela importância da revisão e, especialmente, da disciplina.

Eu me surpreendi em como Stephen King é engraçado. Eu, que não sou fã do gênero literário em que ele é mais famoso, achava que ele seria um cara muito sério mas eu ri com as tiradas que ele tem com a vida e com as “fórmulas mágicas para escrever um livro best-seller”.

Você pode, você deve e, se tomar coragem para começar, você vai.

Stephen King, Sobre a Escrita

Para quem quer ser um escritor e para quem é fã de Stephen King, eu recomendo muito Sobre a Escrita. Você vai ler uma boa história de não-ficção, acompanhada de boas lições.

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Bárbara Gaia

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