Vai, Fernandinha: #EuVi

Bárbara Gaia

21 de julho de 2017

Sabe aquela amiga que você adora sair para conversar e rir muito? Pois é. No programa Vai, Fernandinha é bem assim. Longe de ser aquele formato de talk show clássico, Fernanda Souza é tão divertida que faz com todos os seus convidados se sintam em casa.

facebook.com/VaiFernandinha/

Quem está na tenra casa dos 30 assim como eu tem aquela lembrança da Fernanda fazendo parte da sua infância como a Mili em Chiquititas. De lá para cá além ela cresceu (tá isso foi bem óbvio mas tudo bem…) e fez várias participações em novelas da Globo, dentre elas a engraçadíssima Isadora em Toma Lá Dá Cá, que seu pai, interpretado por Miguel Falabella carinhosamente chamava de “olho junto”.

Mas voltando ao Vai, Fernandinha. O programa já está em sua segunda temporada no Multishow e a forma que começou foi bem inusitada. Partiu da própria Fernanda ir até os diretores com a ideia de fazer um programa nesse formato mais descontraído e eles acharam uma boa ideia, ainda mais depois de ver seus vídeos engraçadíssimos no Snapchat.

E como esse blog ADORA uma lista, como não fazer um TOP 5 Melhores Momentos de Vai, Fernandinha?

Carolina Dieckmann

Como as duas atrizes são muito amigas, o programa foi divertido do começo ao fim. Teve uma brincadeira que elas fizeram que quem também é da terna idade dos 30 vai lembrar. Todas as meninas de todas as escolas de todo o Brasil tinham o famoso Caderno de Perguntas.

Quem não conhece (isso ainda existe até hoje?) é assim: cada página de um caderno tinha uma pergunta. Desde as mais simples como seu nome e a sua sala até as que causam mais vergonha como o nome do menino que você estava a fim. E nesse episódio claro que Fernanda Souza tinha que fazer com Carolina Dieckmann.

KayKy e Sthefany Brito

Os irmãos que também já estiveram em Chiquititas (mas não era mais da minha época) protagonizaram cenas hilárias em um jogo de Beerpong, ao lado de Bruno de Luca. Fernanda Souza é competitiva. BEM COMPETITIVA.

Yudi, Priscilla e Maisa

Esses três também não são da minha época mas já escutei “Playstation! Playstation!” umas duzentas vezes pelos memes da internet, quando eles eram apresentadores do Bom Dia e Companhia. Com Fernanda Souza eles participaram de outra brincadeira, o Stop (ou Adedanha aqui no Rio) onde você tem que escrever um monte de coisas com determinada letra e ganha quem terminar primeiro.

Só que nesse tem gente que inventa, escreve nome de bairro quando era para ser cidade, fica empacado e não sai nada…É muito engraçado assistir.

Tata Werneck

Eu não sabia mas a Tata é fã da Sandy, daquelas fãs incondicionais mesmo. E pensando nisso Fernanda resolve fazer uma disputa para ver quem sabe mais sobre a cantora. Com Tatá Werneck a gente sabe que não tem como não rir vendo o desenrolar da brincadeira.

Chiquititas

E claro que para fechar não poderia faltar o episódio com a participação das atrizes que junto com Fernanda estrelaram Chiquititas. Nesse episódio além de Aretha Oliveira (a.k.a. Pata) e Francis Helena (a.k.a. Cris) se juntaram a trupe Renata Del Bianco (a.k.a. Vivi) e Gisele Frade (a.k.a. Bia) que além de relembrar o tempo juntas na novelinha do SBT, dançaram as músicas que contaram com uma repaginada de Gisele que agora é DJ e mãe de 3 filhas (o tempo passa mesmo).

Eu já virei fã de Vai, Fernandinha e ainda bem que tem o Now da Net onde ficam todos os episódios.

Aperta o play que é diversão garantida! 😉

John Williams: #EuOuvi

Casé

19 de julho de 2017

Acredito que todo o ser humano vivo e com capacidade visual funcionando minimamente bem, tenha alguma ligação, sobretudo emocional, com a sétima arte a.k.a Cinema.

A representação de histórias, ficcionais ou não, através de imagens em movimento e com aspecto estético simulando a realidade, o cinema é uma enorme simulação, capaz de prender a atenção de pessoas de todos os gêneros, idades, religiões e raça.

Não existe uma fórmula de sucesso para que um filme caia no gosto popular e se torne famoso (talvez o diretor de Velozes e Furiosos saiba esse fórmula), porém existe uma série de fatores que influencia de forma positiva ou negativa o resultado final do trabalho.

Escolha da Tema? Importante!
Criação do Roteiro? Muito Importante!
Atores? Importantíssimo!
Fotografia? Importante demais!
Figurino? Importante x2!
Diretor? Ôxi…sem ele nem tem filme!

E essas características acima são importantes, pois juntas tornam aquele que se vê na tela crível. A experiência de assistir a um filme é muito sensorial e existe um motivo para as salas de cinema serem escuras: quanto mais absorto no que se passa na tela e imersivo é o conteúdo, melhor você caracteriza um filme como bom ou não.

Porém, eu estou muito convencido de que esses tópicos que citei anteriormente de nada valem se mais um elemento não for perfeitamente adicionado.

Assiste um minuto desse vídeo abaixo…nem precisa ver ele todo.

Agora dá uma olhada nesse vídeo aqui:

Se ligou? MÚSICA!!!

Essa é a cola que faz com que o filme te faça chorar, gargalhar, subir na cadeira de medo ou se apaixonar por um personagem. Você precisa das trilhas sonoras para que a experiência seja completa!

Do que você lembra quando pensa em ‘O Guarda Costas’, ‘Titanic’ e ‘Família Adams’?

Sem a trilha sonora, ‘Tubarão’ seria só um filme de um peixe grande, ‘Indiana Jones’ um cara que gosta de coisas velhas e ‘Superman’ um maluco que usa cueca por cima das calças. A publicidade também usa música toda hora, seja para você trocar de tênis ou comprar um novo iPod, mas isso eu falo outro dia.

OK, Casé! Entendemos o seu ponto, mas…quem é John Williams?

Mermão…John Williams é um coroa de 85 anos que carrega o título de compositor de trilha sonora mais premiado da história! Depois do Walt Disney ele é a pessoa com mais indicações ao Oscar e já recebeu mais de uma centena de prêmios pelo seu trabalho.  Ahh…Ele está em atividade, e muita, só para constar!

Nascido em Nova Iorque e filho de um percussionista de Jazz, Williams também de destaca enormemente tocando Jazz e com composições eruditas e concertos para fagote, violoncelo, trompete, violino, flauta e trompa.

foto: reprodução

O post de hoje deveria se chamar #EuVenhoOuvindo, pois o trabalho dele é tão extenso que certamente você escuta suas músicas desde quando nasceu até hoje, assim como eu.

Abaixo colocarei alguns links só para você ficar com aquela cara de:
Ihhh…Ele fez isso? Fez essa aqui também? Mas gente…Esse homem é demais! 

Todos os filmes da saga Harry Potter, Star Wars, Indiana Jones, Tubarão e mais uma porção de coisa passou pela mão desse gênio. Tudo trilha sonora instrumental, nem vem com essa que você não curte música clássica, é lindo de se ouvir.

E sabe qual é o mais mágico disso tudo? Você nem precisaria ler o nome do vídeo ou olhar uma imagem para saber de qual filme é a trilha. A lembrança é imediata!

Star Wars:  Império Contra Ataca (1980)

E.T o Extraterrestre (1982)

Esqueceram de Mim (1990)

Lista de Schindler (1993)

Resgate do Soldado Ryan (1999)

Harry Potter: A Pedra Filosofal (2001)

As Aventuras de Tintim (2012)

E aqui rola o meu TOP 5:

 Filme que mais fez criança se estatelar no chão e certamente melhor época para se vender redes de segurança para as janelas. Essa é minha música nº1 e nada vai tirar esse trono! Poderoso Chefão chega perto, mas só perto mesmo!

2º Não dá pra ser vilão se você não tem uma música dessas aqui, que me desculpe o Pirata Alma Negra, Coringa, Gargamel e a Bruxa do Oeste. (Os maiores vilões que já existiram)

3º Se você foi adolescente e não ficou de boca aberta com esse filme e nem vibrou quando o T-Rex aparece no final quebrando tudo, creio que você tem sérios problemas. (Todo mundo só foi ao cinema ver o Tiranossauro Rex comer gente.)

4º Harrison Ford sempre teve minha admiração por interpretar Indiana Jones e torná-lo a versão John McClane da fauna com conhecimento sobre civilizações mortas. (Vai rolar em 2020 Indiana Jones 5 e a trilha será feita por você sabe quem)

5º Não conheço ninguém, criança ou adulto, que conheça essa música e tenha coragem de ficar nadando na piscina sozinho! NIN-GUÉM! E a culpa é toda desse filme aqui.

Existe pouca gente nessa condição de mestre que John Williams atingiu e a gente fica na expectativa sobre qual será a próxima música que ele vai tatuar nas nossas cabeças e nossos corações para o resto da vida.

E se você ficou pilhado fica aqui mais um link com um compilado de músicas do cara:

E que a força esteja com vocês!

QuinTTa-Jazz do T.T. Burguer: #EuFui

Bárbara Gaia

17 de julho de 2017

Semana passada foi meu aniversário e fui com a galera do trabalho comemorar no T.T. Burguer do Leblon. Já tinha ido lá uma outra vez e a minha segunda impressão foi igual a primeira: um lugar com boa comida, boa música e um clima de alegria que contagia.

Para quem não conhece, o T.T. Burguer foi lançado em 2013 através de uma parceria entre Rony Meisler, dono do Grupo Reserva, e do chef Thomas Troisgros, filho de outro grande chef, o Claude Troigros. Com uma proposta de abrir uma hamburgueria 100% nacional, o  T.T. Burguer oferece três tipos de hambúrgueres feitos com produtos brasileiros. Um deles é vegetariano. A receita tem alguns segredos da família Troisgros, que devo dizer que é uma delícia. Dou destaque ao pão de batata doce e ao ketchup de goibada que é MUITO BOM!

E o que me atraiu a dar uma passadinha e conhecer a hamburgueria foi sem dúvida a ideia maravilhosa que eles tiveram de às quintas fazer o QuinTTa-Jazz. Como o próprio nome diz, é uma noite com muito jazz para embalar as pessoas enquanto elas estão a saborear o seus hambúrgueres.

Nesse dia também tem uma promoção que acho que acaba atraindo ainda mais pessoas. Na compra do combo de hambúrguer+batata, você tem direito a repetir a cerveja quantas vezes quiser, até o final do show de jazz. O que eu achei mais legal é que agora eles pedem também um 1Kg de alimento não perecível junto com o combo para ter direito a cerveja.

Por enquanto o T.T. Burguer está presente em Arpoador, Leblon, Barra e Botafogo, mas acho que a promoção das QuinTTa-Jazz acontece somente na filial do Leblon. Para quem quer aproveitar uma noite agradável ao lado de quem você gosta, é uma ótima pedida.

Bon apetit e aproveite a jam session! 😉

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Imagem: YouTube

Outro dia estava conversando com o Casé, colaborador desse blog e amigo de loooooonga data (desculpa entregar a nossa idade, Casé) sobre o post que tinha feito dos canais de coreográfos e studios de dança que gosto muito e ele deu a incrível ideia de falar sobre canais do YouTube voltado para dança contemporânea e passou o link de um vídeo de uma dupla que fiquei encantada chamada Phillip Chbeeb e Renee Kester e que será o primeiro do TOP 5 YouTube Canais de Dança Contemporânea.

Phillip Chbeeb

O dono do canal pacman é diretor e coreógrafo e já fez várias apresentações em shows de TV como America´s Best Dance Crew (que já, já vou contar sobre esse programa aqui no blog) e So You Think You Can Dance.

Nascido no Texas começou a dançar aos 15 anos e já aos 16 montou seu primeiro studio. Seu apelido pacman veio das iniciais de seu nome. Seu gosto pela dança veio da influência da família. Sua mãe era dançarina profissional de folk croata e seu pai, além de conhecer a dança tradiocional libanesa era lutador de artes marciais.

Angely Cookie

Quando vi esse vídeo achei de uma graciosidade tão grande (e a escolha da música foi ótima também) que tive que procurar a biografia dessa dançarina.

Angely “Cookie” Koekkje além de dançarina é estilista e tem uma linha de roupas que de acordo com ela conecta movimento e arte. Já viajou a vários lugares do mundo (Japão, Tailândia, Filipinas, entre outros) para aprender a dança local e também buscar inspiração para suas coleções de moda.

Zack Benitez

O dançarino norte-americano atualmente mora em Paris. Além de dançarino, é também coreógrafo e diretor artístico e o que mais gostei foi que ele transforma uma sequência de dança em um pequeno filme, cheio de ação e drama.

A sequência do pequeno filme Medicine traz além de uma técnica incrível de dança contemporânea e balé tem uma emoção tão forte que você sente também toda a angústia do casal.

DanceOn

E por falar em casal, terminar às vezes faz parte e James Bay canta sobre aquele sentimento que você tem que encarar quando as coisas não estão mais dando certo em sua música Let it Go. Editado e dirigido por Tim Milgram (que eu já falei aqui no blog),  e postando no canal DanceOn, A Break Up Story usa da dança para mostrar toda a dor de chegar a conclusão que, sim, acabou.

Keone & Mari

Essa dupla também foi apresentada a mim pelo Casé. Além de dançarinos e coreográfos Keone e Mari são casados. O talento dos dois já rendeu várias oportunidades e premiações. Eles já estrelaram o vídeo clipe de Love Yourself, do Justin Bieber, já participaram de shows como So You Think You Can Dance e Dancing With The Stars, além de um nomeação de melhor coreografia no MTV Music Awards.

Em Emoji Dance eles expressam, ao som de Titanium, do David Guetta, no violino (que ficou incrível diga-se de passagem), e outras músicas (tem até o tema de Missão Impossível) sentimentos variados que estão dentro de nós, através de emojis.

Let´s dance!

Little Joy – Little Joy #EuOuvi

Casé

12 de julho de 2017

Rodrigo Amarante (Los Hermanos) + Fabrizio Moretti (The Strokes) + Binki Shapiro

Foi esse o trio que trouxe boas expectativas, e as atendeu, lá atrás no já antigo ano de 2008 quando lançaram o álbum Little Joy (2008) homônimo a banda recém formada.

Gravado na Califórnia e com vocal dominado por Rodrigo, Binki e pequenas inserções vocais de Fabrizio, Little Joy não apareceu para salvar, resgatar ou impulsionar musicalmente o ano de 2008.

Ele veio pra ser confortável! Essa é a palavra que define a atmosfera romântica (sem ser piegas) e positiva do álbum, mesmo quando os casais das canções não terminam juntos.

A sonoridade dos três ainda que não tenha trazido nenhuma novidade soa como algo atual, que poderia ter sido feito hoje, e com referências nítidas aos apreciadores de Los Hermanos e de The Strokes, esse segundo em menor evidência.

Acho que reduzir o álbum a qualquer rótulo, incluindo o escrachado ‘surf music’ que realmente lembra muito o trabalho dos Beach Boys não chega a ser uma comparação justo em riqueza lírica e instrumental.

E amiguinhos…os caras estavam na Califórnia, praticamente de férias, recebendo influências diretas de onde moravam.
Pera lá, né!? Faz algum sentido esse shape (linguajar de surfista..eu acho!) que o álbum ganhou e não há nada tão diferente que não pudesse figurar num ‘Ventura’ da vida.

A sonoridade mais festiva e com cara de filme super 8 granulado registrando meninas de maiô jogando enormes bolas de ar para cima aparece em pelo menos metade dentre as 11 faixas do cd que apenas ao fechar o álbum recebe uma música toda em português.

A música em questão se chama ‘Evaporar’ e ouvindo hoje fica bem nítido que é praticamente um prelúdio ao álbum Cavalo (2013) que seria também gravado em Los Angeles, de forma bem intimista em seu método de criação, e sendo posteriormente facilmente adaptado para as apresentações de Amarante ao violão.

As faixas ‘The Next Time Around’‘Brand new Start’‘No One’s Better Sake’ e ‘Keep Me In Mind’‘How to Hang a Warhol’ são as músicas mais animadas do álbum e responsáveis por manter o clima lá em cima.

Eu diria que ‘The Next Time Around’ é a faixa que mais tem a cara do trio, mas no entanto aconselho fortemente que se escute antes a animada ‘Brand New Start’ a qual a banda usa para terminar os shows. Ambas com carão de surf music vinda dos anos 60 e 70.

‘No One’s Better Sake’ tem um uma batera bem presente e com marcação quebrada, sendo sustentada por um não impressionante órgão e uns riffs de guitarra mais largados. É uma letra que fala de separação, mas se eu não tivesse dito você certamente não notaria.

‘How to Hang a Wharol’ tem uma pegada mais country e bem discontraidassa e dizendo:
– quer saber? Vou fazer o que eu curto torcendo para que outras pessoas também gostem, mas se não gostarem…tudo bem!

“But as long as I can’t get
Into Carnegie Hall
I keep writing songs
That are all my own
Very simple and dumb
Like I always have done
If you like them, yeah
But if you don’t, too bad
‘Cause it’s all I have”

‘Keep Me In Mind’ começa The Strokes e ao decorrer vai ficando com mais cara de Los Hermanos, mais precisamente cara de Amarante, para depois voltar a ser Strokes novamente e entregar aquela atmosfera indie-alternativo-garagem que os caras possuem.

É daquelas que a gente instintivamente relaciona a alguém que passou por nossa vida.

“Frankly dear the drifters had it right
Stayed the afternoon and left at night
Even though we have to say goodbye
Keep me in mind
Keep me in mind
Keep me in mind”

 


É importante ressaltar que Rodrigo sustenta o Little Joy com a voz, durante quase todo o álbum, de forma segura, precisa e ao mesmo tempo desleixada, de forma que só ele consegue fazer.

‘Play the Part’ tem uma levada bem calma, e fica por conta do dedilhar de violão e um coro de vozes que empresta aquela dramaticidade angelical ao som e nos ajuda a criar a atmosfera sentimental da música.

‘Unattainable’ ficou na responsabilidade de Shapiro e foi muito bem executada numa pegada folk-indie, também com presença de coral para reforçar a impressão que a música quer passar. É talvez a canção mais sentimental do álbum e carrega um ar meio retrô.

‘Shoulder to Shoulder’ é outra que tem uma pitada indie de Strokes e que Amarante acerta em como conduzir. A letra é meio em cima do muro e fala sobre amigos que não querem ou não pretendem serem apenas amigos, mas os tempos aparentemente não estão em sintonia.

“She can’t always be wrong
He can’t always be right
Not a matter of choice
Just a matter of time
‘til they know where they stand
Once they reach the end”

 
Eu recentemente fiz uma brincadeira com um amigo, que consistia em conseguir adivinhar sobre o que determinada música falava apenas ouvindo a melodia e não prestando atenção na letra. Foi fácil devido ao fato de eu ter ouvido músicas em alemão, que ele fala fluentemente, enquanto eu me confundo aqui com o uso do ‘x’ e do ‘ch’ nas palavras.
A questão é que certamente é possível fazer essa leitura, eu tive êxito, e com uma precisão até maior do que se imagina.

Eu entrei nesse assunto porque a música ‘With Strangers’ me chamou muito a atenção nos 7 primeiros segundos de execução. Só repara e me diz se só isso já não entrega um ar soturno, uma coisa meio na madrugada, que assusta ou que certamente não traz boas notícias.

O resto dela só vai confirmando essa impressão e isso inclui a voz melancólica do Amarante e o cantar do coro que é bem diferente da forma que se apresentou nas canções anteriores.

Shapiro também faz um ótimo trabalho em ‘Don’t Watch Me Dancing’ dando corpo ao desalento que habita as entrelinhas de cada verso. É uma música que explora as cordas, um folkzinho sentimental ao extremo, quase acústico, tendo Fabrizio e Amarante como backing vocal de Binki.
Essa versão unplugged aqui é bem delicinha de ouvir.

Little Joy tem no fundo uma identidade séria em relação ao compromisso de se fazer boa música, mas funciona muito bem como pano de fundo para aquela fase da vida em que a gente está descobrindo um monte de coisas. Como viver, como seguir suas vontades, como se divertir para cacete e sobretudo como amar e deixar ser amado.

A parte boa é que essa fase da vida pode acontecer a qualquer momento!

Have a Little Joy! 😉

Redes Sociais

Bárbara Gaia

Aqui você vai encontrar tudo que tenho lido, visto, ouvido e curtido ultimamente. Dicas de livros, séries, filmes, músicas, lugares interessantes e mais. Seja bem-vindo(a) ao meu checklist! ;)