Beatriz Rabello – Bloco do Amor: #EuOuvi

Bárbara Gaia

21 de fevereiro de 2018

O Carnaval terminou há pouco tempo mas a minha recente descoberta musical tem tocado direto no meu Spotify e fazendo com que eu relembre essa época de folia. Aconteceu quando estava olhando meu feed no Facebook e apareceu um evento sugerido de um show de Beatriz Rabello, aqui no Rio, onde ela cantaria as canções de seu primeiro álbum, chamado Bloco do Amor (2016).

Beatriz Rabello - Bloco do Amor

O nome Bloco do Amor chamou minha atenção pois era época de Carnaval e resolvi ver sobre o que era. Para minha surpresa Beatriz é filha de Paulinho da Viola, um dos nomes mais importantes do nosso samba. O álbum de estreia da cantora é mesmo um ode a esses dias de festa, samba, batuque, fantasia e muita purpurina, mas onde o amor ganha destaque e vira enredo.

A carioca começou na música pelo teatro, fazendo parte do elenco de grandes musicais, dentre eles Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha e SamBra. O samba, como a gente percebe, se tornou parte importante em sua vida e o processo de sair dos palcos do teatro para o palco de shows e rodas de samba aconteceu naturalmente.

Bloco do Amor (2016)  é composto de 13 faixas que depois de ter escutado uma a uma descobri que algumas delas foram escritas e cantadas por grandes nomes da música brasileira. Além de ter 3 composições assinadas por Paulinho da Viola, temos músicas do repertório de Chico Buarque (Sonho de um Carnaval, de 1964), Ivone Lara e Jorge Aragão (Enredo do Meu Samba), entre outros.

Eu não tenho costume de escutar samba e estou redescobrindo esse ritmo tão nosso por isso todas as músicas que ouvi, apesar de grandes sucessos e clássicos, foram novidades para mim. Então, sem mais delongas, vamos as faixas.

Beatriz Rabello e Paulinho da Viola

Sonho de um Carnaval começa com um ritmo igual a das marchinhas de antigamente e acontece uma introdução para um sambinha mais leve, que parece até ser mesmo um sonho, através de um batuque suave com violão, surdo (que muitos dizem que é o coração do samba levando sempre a marcação da melodia), tamborins e uma flauta. Fiquei muito encantada com a flauta nessa música.

A letra fala de deixar os problemas, as desilusões e as dores em banho maria durante esses dias de folia e por um momento respirar a alegria.

Mourão Que Não Cai se destaca logo no começo com a sequência de violão, que tem um dedilhar perfeito. Aí aparece uma flauta, que lembra um som mais indígena digamos assim, acompanhada do pandeiro. Segundos depois começa aquele samba clássico onde é cantado um ode a esse ritmo que tanto traduz a força brasileira.

Desistir Jamais é aquele chorinho que fala dos corações partidos e da vontade de dar a volta por cima e encontra um novo amor para somar. A melodia é gostosa de se ouvir e Beatriz acompanha a tranquilidade da espera por boas novas com uma voz suave que traz um agudo quando você percebe a vontade da pessoa em voltar a ser feliz. É aquela música que você escuta em uma roda cercada de cerveja, petiscos e sorrisos.

“Vou voltar a sair
Tentar me distrair
Quando o amor novo chegar
Vou somar, cansei de subtrair”.

Nós, Os Foliões é pura melancolia mas uma melancolia boa de chegar a boas conclusões. Através do piano e da sanfona é feita uma comparação entre o fim de um amor e o fim do Carnaval. Na metade da música você ouve um batuque leve mas firme do pandeiro. O final parece mais festivo, como se fosse uma reflexão de “é, foi bom enquanto durou”.

Enredo do Meu Samba faz uma análise de um relacionamento com um desfile de escola de samba. Entre enredos que teve mil mal entendidos, perdas em harmonia e fantasias e mais fantasias, chega-se a conclusão que chegada a apuração, não teve classificação. Tudo claro, ao som de violão, cavaquinho, tamborins e afins.

“Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez na fantasia
Mas perdeu em harmonia
Sei que atravessei um mar
De alegorias
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias”

Onde For o Nosso Amor é um lamento pelo amor perdido, que ganha intensidade pela força e beleza do cavaquinho que parece chorar conforme a música. A voz de Beatriz aqui é ainda mais serena, como se estivesse declamando uma poesia.

Solidão é bem contrário a uma música triste, mostrando o lado bom de você ter o tempo disponível para você. Tocado naquele bom samba, que você conhece a marcação e o dois pra lá, dois pra cá.

Nem Eu, Nem Você parece até o início de uma música clássica, com uma flauta marcante e o que me lembrou ser um violoncelo. Aparece em seguida o violão e o lamurio cantado sobre a decisão da separação, que apesar de ser a melhor coisa, sempre vai doer. Assim como em Sonho de Carnaval, as flautas estão compondo a música com um encanto ímpar.

Só o Tempo tem a participação de seu pai, Paulinho da Viola, fala de certas reflexões, através da vivência, especialmente em o quanto a gente é ansioso e sofre desilusões desnecessárias. Afinal se o tempo é o senhor da razão, que tal deixar pro conta dele, né? Beatriz, aqui, é a protagonista, talvez pelo pai estar feliz em compartilhar algo que eles têm em comum, que é a música.

“Ah, meu pobre coração
O amor é um segredo
E sempre chega em silêncio
Como a luz no amanhecer
Por isso eu deixo em aberto
Meu saldo de sentimentos
Sabendo que só o tempo
Ensina a gente a viver”

O ritmo de Sexta-feira de Carnaval é bem propício ao seu título. Com um cavaquinho tocado com maestria e um pandeiro tradicional, a canção parece um musical de alguém que está se preparando para sair para o desfile na ala da velha guarda e a cada passo a expectativa e a felicidade aumentam. Você nota que estão falando de alguém que vai desfilar na velha guarda quando é cantado que a protagonista está vestindo seu paletó, sua saia de linho, acompanhado do saltinho azul e bordado na lapela. Ela é do samba e vai sambar com a Portela.

Marcha de Quarta-Feira de Cinzas é declamada com um piano e um trombone, que parece demonstrar sua tristeza com o fim do Carnaval e junto com ela também o término daquela felicidade coletiva. A melodia me lembrou um pouco a bossa nova mas até que combinou com a proposta.

Terremoto é uma homenagem ao surdo que começa com potência nessa música e junto com os outros instrumentos realizam um desfile do Bloco da Chuva, que é ainda acompanhado por um coro no refrão e vozes de pessoas ao fundo se divertindo. Se você fechar os olhos consegue se imaginar em um bloco de rua e a animação contagia você por inteiro(a).

Bloco do Amor fecha esse álbum e é a minha favorita. É um sambinha bom de ouvir ao pé do ouvido e conta a história de uma triste colombina que resolveu partir em busca da felicidade nos braços de um novo arlequim e deixar de ser triste. Beatriz canta com aquela suavidade que ela consegue, transmitindo toda a paz interior que essa colombina deve estar sentindo. No meio da canção a música muda e ganha um ritmo de marchinha com um coro todo apoiando a decisão da colombina.

Resolvi me livrar daquela velha fantasia
De uma triste colombina
Que sabia fingir felicidade e não chorar
Encontrei os acordes de uma nova melodia
A canção que eu procurava e me fugia
E agora eu vou poder cantar

Fica o convite de cair em um mar de alegria junto com o Bloco do Amor, de Beatriz Rabello. 😉

333 Páginas para tirar seu Projeto do Papel: #EuLi

Bárbara Gaia

19 de fevereiro de 2018

Muitos brincam que é só depois do Carnaval que o ano começa mesmo aqui no Brasil. Então nada melhor que startar o calendário de 2018 colocando aquele projeto que você tem guardado na gaveta para jogo. Se você não sabe como, talvez este livro aqui ajude: o 333 Páginas para tirar seu Projeto do Papel.

333 Páginas Para Tirar Seu Projeto do Papel

Conheci o livro através de um bate papo com o autor, Gab Gomes, durante um evento organizado no mês passado pelo Creative Mornings Rio no Instituto de Arte Tear, na Tijuca, aqui no Rio. O Creative Mornings é um projeto que começou idealizado pela Tina Roth Eisenberg, em Nova Iorque, onde ela passou a reunir pessoas para um café da manhã, todas as sextas, e lá se debatiam alguns assuntos, sejam relacionados ao trabalho, ao futuro ou a algo que eles tinham vontade de discutir à respeito.

Esse projeto foi crescendo e ganhando adeptos de outros lugares e países incluindo o Brasil. Aqui no Rio o projeto é comandando por Bernardo Lemgruber e ele trouxe Gab Gomes para debater o tema daquela sexta-feira, intitulado “Vazio criativo e a ansiedade do novo”.

Gab Gomes é empreendedor e fundador de um estúdio de comunicação voltado para o impacto social chamado Shot The Shit. Nos últimos tempos se encontrava inquieto e sentindo a necessidade de realizar novas coisas, de alçar novos voos. Nesse bate papo ele justamente contou para a gente como está sendo esse processo de criar algo novo, do zero, e que gera uma ansiedade enorme.

333 Páginas para Tirar seu Projeto do Papel

O debate sobre essa tal ansiedade que muita das vezes faz gerar aquele tal medo que paralisa tudo levantou algumas questões interessantes. Desde crianças somos condicionadas a saber de cara a pergunta “o que você vai ser quando crescer”. E lá estamos nós na escola, indo pro ensino médio, fazendo teste vocacional para assinar contrato com a vida a adulta e cumprir com o combinado: escolher uma profissão (de preferência que dê estabilidade financeira) e seguir com ela até a aposentadoria.

Mas quando no meio do caminho você se encontra querendo realizar algo fora do scrpit, fica perdido e com receio do fracasso. Nessa hora é preciso pensar em 3 pilares: conhecimento, vontade e ação. Conhecimento para saber para onde ir e como ir, vontade para querer fazer acontecer e ação para colocar tudo isso na prática.

E para isso o livro 333 Páginas para tirar seu Projeto do Papel pode ser mais uma ferramenta para auxiliar nessa nova aventura. Lá você não vai encontrar uma fórmula para o sucesso do seu projeto e sim um espaço para você visualizar os seus próximos passos. Eles deixam bem claro isso ao escrever “Esse livro não é pra ler. Esse livro é pra fazer.”

333 Páginas para Tirar Seu Projeto do Papel

O livro é dividido em uma página que dá uma “instrução” e outra página, em branco, para você preencher como quiser. Perguntas como “Descubra o que você faz de melhor”, “Registre diariamente seu processo e aprenda com ele”, “Que tarefas você deve fazer para tirar seu projeto do papel em…1 dia, 1 semana, 1 mês, 1 ano”, entre outras estão lá para você responder.

333 Páginas para tirar seu Projeto do Papel é uma espécie de diário de bordo, um planner focado exclusivamente no projeto que você deseja tirar do papel. Ele foi idealizado por Gab Gomes mas também por outras duas pessoas: Daniel Larusso, que tem uma lista grande de projetos realizados dentre cursos, plataformas e uma agência, e Luciano Braga, diretor de criação da Shot The Shit.

Se você ficou interessado(a) pode comprar o livro clicando aqui.

Bora fazer?

Como Ser Solteira: #EuVi

Bárbara Gaia

16 de fevereiro de 2018

Como foi o Carnaval para você? Para mim foi uma mistura de folia indo a alguns blocos (de preferência os não tão cheios, obrigada!) e uma maratona de séries ou filmes. E em um desses momentos de entretenimento televisivo me deparei com o filme Como Ser Solteira, passando na HBO.

Como Ser Solteira
foto: imdb.com

O longa, de 2016 (e que eu nunca tinha visto ainda), conta com Dakota Johnson, que ficou conhecida em Cinquenta Tons de Cinza, no papel de Alice, uma advogada que está em um relacionamento de longa data e pede um tempo para seu noivo, a fim de descobrir se é isso o que ela quer para a vida toda.

Aí Alice mergulha na vida de solteira, com a ajuda da sua amiga Robin (vivida por Rebel Wilson que muita gente conhece pela divertidíssima Fat Amy em A Escolha Perfeita) solteira de carteirinha e que não quer largar as festas e muito menos seus contatinhos.

Como Ser Solteira
foto: imdb.com

Entre idas à bares e encontros casuais, Alice chega a conclusão que estava feliz ao lado do seu ex-noivo e decide que quer voltar para ele. Mas, ao contrário do que ela pensava, seu ex-noivo não estava esperado por ela decidir o que queria da vida e acabou entrando em novo relacionamento. Alice então se vê ainda mais perdida, tendo que saber como é ficar solteira de vez, depois de longos anos.

Eu parei de comparar todas as pessoas com você e encontrei alguém bem legal.

Como Ser Solteira
foto: imdb.com

Como Ser Solteira é uma daquelas comédias que começa meio previsível com o clássico “e agora? como a pobre menina vai viver sem o amor da sua vida?” mas que no decorrer da história você acaba relevando um pouco os estereótipos que existem porque o tempo de ação do filme tem um ritmo que não faz você achar chato e as atrizes que estão no elenco têm um ótimo timing para a comédia e para o drama também.

Uma dessas atrizes é Leslie Mann que no filme é a irmã de Alice, Meg. Ela vem com o estereótipo da mulher independente que começa a focar só na carreira depois de uma desilusão amorosa (como se a mulher só conseguisse ter sucesso na carreira se não estiver em um relacionamento porque quando ela está amando não consegue colocar seu lado racional pra jogo e blá, blá, blá. Aaaaaaaargh! 😤).

Como Ser Solteira
foto: imdb.com

Só que ela se vê querendo se tornar mãe e  decide fazer uma inseminação artificial. E durante a sua gestação ela conhece um cara bem mais novo que sem perceber acaba se apaixonando por ele e vivendo o dilema de seguir com o plano ou mergulhar nesse novo amor.

Tirando todos esses clichês e estereótipos que podem cansar, especialmente a nós mulheres, Como Ser Solteira é uma comédia romântica surpreendente, especialmente no final. Ela é leve, divertida e boa para assistir com uma pipoca e um guaraná a postos.

Como Ser Solteira
foto: imdb.com

Você sabe que eu gosto de ler nas entrelinhas e Como Ser Solteira mostra que a vida não tem regras e muito menos espera você estar pronto para as coisas acontecerem. Mostra também que tem gente vivendo bem feliz sendo solteira. Gente vivendo bem feliz estando casada e com filhos e gente vivendo bem feliz estando casada e sem filhos.

Toda vez que você conhece um cara você esquece quem você é e vive o mundo dele.

Às vezes o que planejamos ou que achamos que é certo pra gente pode não ser. Mas pode deixar que isso a vida encarrega de mostrar. Tanto na ficção quanto na realidade. 😉

Para encerrar essa semana pré-Carnaval claro que teremos dicas de séries para quem gosta de descansar nessa época e vai seguir o bloco Unidos do Netflix. Eu estou inclusa nessa porque vou em alguns blocos sim mas, como diz um amigo meu, temos que respeitar a nossa essência e eu quero também aproveitar os dias de folia para relaxar.

Resolvi colocar aqui três dicas de séries de comédia que eu adoro. Uma eu vou aproveitar para continuar a ver que eu parei, outra estou acompanhando porque o Netflix acabou de liberar uma nova temporada e a última dica eu terminei todas as temporadas mas é tão divertida que veria tudo de novo.

Maratona de séries para o Carnaval - The Good Place, Brooklyn 99 e The Fresh Prince of Bel Air

The Good Place

A série protagonizada por Kirsten Bell tem aquele humor ácido e sarcástico que faria Chandler Bing virar um grande fã. Se você não conhece a história, Kirsten faz o papel de Eleanor uma vendedora que acaba sofrendo um acidente repentino e vem a falecer. Com seu histórico em vida um tanto quanto nada bom ela estranha ao descobrir que vai parar em um lugar destinado à pessoas boas. Só que esse lugar reserva umas boas surpresas para Kirsten.

The Good Place ganha pontos comigo pelo roteiro com timing certeiro entre as piadas e pelo elenco que ao contrário de algumas séries onde um ou outro se destaca, todos são partes importantes e suas atuações, principalmente quando estão juntos, dá o tom perfeito que o seriado precisa.

Ted Danson, que ficou conhecido pela série Cheers na década de 80, faz o papel de Michael, que seria uma espécie de síndico do Lugar Bom e tenta manter a ordem e o bom funcionamento desta “cidade”. Para isso ele conta com a ajuda da robô Janet (D’Arcy Carden), que às vezes pode se atrapalhar por seguir algumas coisas bem ao pé da letra.

Também temos Chid (William Jackson Harper), professor de ética que seria a alma gêmea de Eleanor. No Lugar Bom todo mundo encontra sua alma gêmea para passar a eternidade ao lado dela ou dele. Quando Eleanor pensa está no lugar errado acaba confessando isso para Chid e pede para que ele a ensine a ser uma boa pessoa para não a colocarem no Lugar Ruim, que é mesmo um lugar beeeeem ruim.

Para quem quer assistir a um pouco de comédia, misturada com um tanto de filosofia, The Good Place é uma ótima pedida.

Brooklyn 99

Eu já falei dessa série por aqui (se quiser conferir é só clicar aqui). Protagonizada por Andy Samberg, que por muito tempo fez parte do elenco de Saturday Night Live, Brooklyn 99 é do mesmo criador de The Good Place e aí eu fui entender porque gostei tanto dessas duas séries.

Assim como a série que se passa no Lugar Bom, Brooklyn 99 tem aquele humor meio non sense que particularmente adoro. Em um delegacia do Brooklyn, EUA, vemos Jake Peralta (Andy Samberg) tentando resolver casos com seu jeito um tanto peculiar, para dizer o mínimo, que às vezes, ou melhor muita das vezes, não dá muito certo no começo. O seu estilo meio palhaço enlouquece o chefe do departamento, o Capitão Ray Holt (Andre Braugher), que zela sempre por seguir sempre o protocolo à risca.

A nova temporada de Brooklyn 99 chegou recentemente à Netflix do Brasil e já vou para o 10º episódio. O roteiro é bem amarrado e os atores são engraçados sem parecer aquele exagero que em muitas comédias pode beirar ao falso. Quando percebo já estou emendando um episódio atrás do outro.

The Fresh Prince of Bel Air

Minha infância e parte da adolescência foi no maravilhoso anos 90, época que para mim é sinônimo de alegria e nostalgia. Uma série que é a tradução disso é sem dúvida The Fresh Prince of Bel Air.

O seriado, liderado por Will Smith ainda bem novinho, foi ao ar de 1990 a 1996 e lembro que acompanhei pelo SBT. Quando descobri que ele fazia parte da grade do Netflix fui correndo assistir porque tinha uma curiosidade em ouvir os personagens em seu áudio original. No começo achei meio estranho mas fui acompanhando, acompanhando e quando vi, já tinha visto as seis temporadas em um piscar de olhos.

Will Smith faz o papel de Will, um garoto da Filadélfia que se mete em uma confusão em seu bairro e sua mãe, pensando principalmente no futuro do menino, decide que é melhor que ele passe um tempo com a família de sua irmã, em Bel Air, um bairro chique de Los Angeles.

Lá tem um choque de cultura enorme quando Will se depara com a nova realidade, cerca pelo elitismo e pelo jeito um tanto quanto mimado de seus primos. Ashley (Tatyana M. Ali) é a caçula que idolatra o primo e quer conhecer mais sobre a vida e os costumes de Will quando ele vivia na Filadélfia. Hilary (Karyn Parsons) é a típica menina mimada que só pensa em aparências e não se preocupa com o futuro. Já Carlton (Alfonso Ribeiro), o irmão do meio, só se preocupa com o seu futuro e quer se preparar para ser o melhor e acaba se achando mesmo melhor que todo mundo.

Will sempre tem uma piada pronta e sempre se mete em confusões para desespero de seu tio Phil (James Averry) e sua tia Vivian (Janet Hubert-Whitten, da 1ª a 3ª temporada, e Daphne Maxwell Reid, da 4ª a 6ª temporada). Mas com seu jeito meio malandro ele sempre consegue se sair bem no final. Para desespero também de seu primo Carlton, que não aceita esse tipo de comportamento.

The Fresh Prince of Bel Air foi uma série muito divertida mas que também abordava questões importantes como o preconceito e a intolerância racial de forma muito delicada e reflexiva.

E a dança do Carlton é sempre um plus para deixar seu dia mais feliz!

Espero que você tenha gostado dessas dicas para a sua lista de séries para esse Carnaval. Prepare a ala da pipoca, aperte o play e caia na gandaia televisiva. 🙂

Covers inusitados para blocos de Carnaval: #EuOuvi

Bárbara Gaia

7 de fevereiro de 2018

Seguindo com a nossa programação carnavalesca, hoje trago duas bandas que aqui no Rio se destacaram pelo seus covers em ritmo de samba: o Bloco do Sargento Pimenta e o New Kids on The Bloco.

Os Beatles com um toque tupiniquim do Bloco do Sargento Pimenta

Criado em 2010 por um grupo de amigos, fãs dos Beatles, o Bloco do Sargento Pimenta começou meio que despretensiosamente pelo bairro do Flamengo com a ideia de tocar músicas dos Beatles em ritmo de samba, marchinha e maracatu. No ano seguinte perceberam o tamanho do sucesso ao desfilar pelo bairro de Botafogo, aqui no Rio, e passaram a fazer o seu som pelo Aterro do Flamengo, que no passado contou com meio milhão foliões em 2017. Desde então se tornou o ponto de encontro de fãs dos rapazes de Liverpool e também daqueles que adoram um bom samba.

Bloco do Sargento Pimenta
foto: https://www.facebook.com/bspimenta/

O repertório traz os clássicos como Ticket to Ride e Twist and Shout. Durante a passagem do bloco por São Paulo, nesse ano, a versão em xote de Love Me Do surpreendeu e agradou o público. Aqui pelo Rio a batucada a lá Beatles acontecerá no próximo dia 12, no local que se tornou o point do Carnaval beatlemaníaco: o Aterro do Flamengo.

Essa será o oitavo desfile do bloco que esse ano ganhou o tema “Felicidade, uma arma quente”, uma tradução da música Happiness is a Warm Gun.  A trupe é composta por 140 músicos que fazem deste bloco quase que uma bateria de escola de samba, em meio a surdos, caixas, repiques, tamborins e agogôs.

Eles também vão aproveitar para comemorar o primeiro álbum lançado do bloco, que foi distribuído digitalmente pela Sony Music, em dezembro do ano passado. O álbum é uma homenagem abrasileirada aos 50 anos do disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”.

Para quem se animou pode ver mais detalhes do evento, clicando aqui.

O pop dos anos 90 em ritmo de samba com o New Kids on The Bloco

Eu estou empolgada para ver esse bloco porque já ensaiei uma ida em uns dois Carnavais passados que acabaram não acontecendo. Mas esse ano, estarei lá! Uhu!

A banda nasceu em 2013, formada por Bernardo Solon, Guto Braga, Lucas Gralato, Luiz de Urjaiss, Marcio Souza, Pedro Sucupira, Thadeu Meira e Vini Machado, misturando o som brasileiro do samba e do funk à hits dos anos 90 e 2000 de outras bandas como Backstreet Boys, ‘NSync e Spice Girls.

New Kids on The Bloco
foto: https://www.facebook.com/newkidsonthebloco/

As apresentações em desfiles pela Cidade Maravilhosa também repetiu o mesmo sucesso do Bloco Sargento Pimenta e rendeu ao New Kids on The Bloco a chance de se apresentar nas Olimpíadas de 2016 e um contrato com a Universal Music.

O desfile oficial vai acontecer nesse próximo dia 10 na praia de São Conrado e deve ser embalado por músicas, em versão de samba, de I Want That Way, dos Backstreet Boys, Wannabe, das Spice Girl e Tearin’ Up My Heart, do ‘NSync, que já estão no repertório do grupo.

Para marcar presença é só clicar no evento aqui.

E segue o baile com muito samba, rock e pop. Aquela mistura boa que só a gente consegue ter. 😉

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Bárbara Gaia

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