Nova turnê de Bruno Mars, no Brasil: #EuFui

Bárbara Gaia

20 de novembro de 2017

No sábado passado a famosa Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, palco do samba durante o Carnaval, deu lugar ao pop, soul, R&B e funk de Bruno Mars. O cantor trouxe o 24K Magic World Tour para o Brasil e durante 1h30min, mais ou menos, tive a oportunidade de presenciar uma grande festa.

Bruno Mars 24k Magic World Tour Brasil 2017

Festa porque parecia Ano Novo já que a produção da turnê não economizou em luzes, efeitos e muitos, muitos fogos de artifício, que já começam na abertura do show. Mas antes de falar de Bruno Mars vou comentar da banda de abertura, o DNCE.

Liderado por Joe Jonas, que muita gente lembra como um dos irmãos do Jonas Brothers, a banda formada por baterista, tecladista e uma guitarrista, traz um pop meio dance, que lembra muito o som dos anos 90.

Prova disso, que entre as suas músicas (a mais conhecida se chama Cake by The Ocean e que já peço desculpas pelo vídeo ter começado meio embaçado, rs) o DNCE fez um medley bem legal com hits dos anos 90 e 2000, dentre eles Wannabe, das Spice Girls e Ooops I Did It Again, da Britney Spears.

A banda animou bem a galera e deixou a expectativa para a chegada de Bruno Mars ainda mais alta. E olha, a expectativa superou, preciso dizer.

Bruno Mars 24k Magic World Tour Brasil 2017

24k Magic World Tour apresentou no Rio além das músicas do novo trabalho de Bruno Mars, canções que mais se destacaram ao longo de sua carreira, vindas dos álbuns Doo Wops and Hooligans (seu álbum de estreia, em 2010) e Unorthodox Jukebox, de 2012.

Acho, que assim como John Mayer, Bruno Mars não imaginaria o sucesso estrondoso e mundial que teria durante tão pouco tempo. Nascido e criado em Honolulu, no Havaí, Peter Gene Hernandez, seu nome de batismo, vem de uma família de músicos e após se formar no ensino médio vai para Los Angeles seguir seu sonho.

Em 2009 assina contrato com a Atlantic Records e cria um grupo de produção chamado The Smeezingtons, responsável por alguns hits como Billionarie. Vendo como além de bom produtor e músico, Bruno tem uma boa voz e gingado (muito se deve ao tempo que ele imitava Elvis Presley ainda lá no Havaí) não demorou muito para lançá-lo como artista solo, com seu álbum debut Doo Wops and Hooligans. Esse álbum, aliás tem vários hits que Bruno trouxe para seu show aqui no Brasil.

Durante esse show vi uma mistura musical boa que Bruno Mars traz dos artistas que o influenciaram. Os passos e o carisma de Elvis, o ritmo contagiante do r&b e do funk de Prince e James Brown e a performance impactante de Jimmi Hendrix, porque para minha surpresa, Bruno Mars sabe tocar guitarra e muito bem diga-se de passagem.

24k World Magic Tour começa com a música Finesse mas a próxima, 24 Magic, é que leva a galera ao delírio. Ainda mais com os fogos de artifício sincronizadinhos com a canção. A discografia de 24k Magic apareceu em maior destaque (a gente suspeita pelo nome da turnê levar o nome do álbum) com as canções Finesse, que citei anteriormente, Perm, Call All My Lovelies, Chunky, Versace on The Floor, Straigh Up & Down e That’s What I Like.

Mas claro que os clássicos não poderiam faltar e das 5 músicas que citei no meu TOP 5 Favoritos de Bruno Mars, 4 apareceram no show: Marry You, Grenade, Just The Way You Are e Runaway Baby. Todas do primeiro álbum, o Doo Wops and Hooligans.

De todas, a que eu mais curti foi Runaway Baby que ele fez como o vídeo que mostrei de sua apresentação em Paris. Uma batida que faz você ficar pulando que nem um pipoca, acompanhada da bateria, trombones e os passos sincronizados de Bruno e sua banda. Lembrou um pouco James Brown mas sem parecer um cover.

Assim como John Mayer, Bruno Mars demonstrou muita alegria em estar de volta ao Brasil. Brincou com o público, sorria o tempo todo e dançava como se estivesse mesmo em uma festa. A festa, aliás, terminou em grande estilo com o público se divertindo ao som de Uptown Funk, com luzes e fogos, também sincronizados com a música, para fechar com chave de ouro.

Enquanto eu passava pela Marquês de Sapucaí, que estava lotada, pensava comigo mesma: que show!

Mandou bem, Bruno Mars. Mandou bem.

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Meu Top 5 Músicas do Bruno Mars: #EuOuvi

Bárbara Gaia

17 de novembro de 2017

Esse ano está sendo repleto de shows de grandes músicos internacionais aqui em terras brasilis. Só no Rock in Rio recebemos Maroon 5, Justin Timberlake, Alicia Keys, Aerosmith, The Who, Red Hot Chili Peppers, para citar alguns, e mais para o final de ano tivemos apresentações de Coldplay, U2 e John Mayer. E agora, para se juntar a essa lista, Bruno Mars chega com sua turnê 24k Magic Word Tour 2017.

Bruno Mars
Foto: facebook.com/brunomars

O cantor passará pelo Rio de Janeiro e São Paulo. A disputa para os ingressos foi acirrada mas consegui garantir meu lugar na plateia. As músicas do Bruno Mars já estão há um tempo na minha playlist e estou muito animada em ver isso tudo ao vivo.

A mistura de funk, pop, r&b e soul que o artista traz em suas canções são uma alegria para os meus ouvidos. Não lembro exatamente quando eu comecei a escutar o cantor mas lembro da primeira música: Just The Way You Are. E vai ser com ela que vou começar o meu TOP 5 Músicas Favoritas de Bruno Mars.

Just The Way You Are

Essa música faz parte do álbum de lançamento do cantor chamado Doo-Wops & Hooligans e é aquela típica música de amor que você faz quando está apaixonado(a). O estilo é mais pop e a letra não é lá essas coisas, confesso, mas a voz smooth de Bruno Mars faz toda a diferença. PS: o clipe em stop motion também conta alguns pontos positivos.

The Runaway Baby
Essa é completamente oposta de Just The Way You Are. Se na primeira música vemos um cara romântico e super apaixonado por sua amada, nessa a letra temos um cara que não quer compromisso sério e já avisa: não se apaixone por mim.
De novo, a letra definitivamente não é lá essas coisas, mas a melodia contagia. É um pouco de jazz, funk e  soul que quando você se dá conta já está pulando e dançando enlouquecidamente. E nessa apresentação abaixo, de um show do Bruno Mars em Paris, ele tenta fazer uma versão meio James Brown que ficou sensacional! Se ele repetir no show do Rio, vou ficar feliz.

Grenade

Se falamos de uma música sobre um cara apaixonado, outra sobre um mulherengo um tanto quanto sincero, a próxima é sobre um cara de coração partido. Em Grenade, você sente as angústias de uma pessoa que se dedicou a uma relação e percebeu que não recebia o mesmo amor e dedicação de volta.

Você percebe a raiva nas batidas fortes da bateria e a tristeza em cada nota do piano. O resultado, combinado com o clipe, é uma confissão cheia de sentimentos, frustrações e um claro “chega, para mim já deu!”. Eu só mudaria o final do clipe. Atitudes precipitadas nunca são boas e se você se arrepender pode ser tarde demais.

Marry You

Essa segue a  linha de Just The Way You Are no quesito romantismo mas, diferente de Granade, Marry You tem destaque para as batidas da bateria de um jeito com menos ódio e mais amor. Para falar a verdade parece batidas do coração.

Se é então para falar de amor escolhi esse vídeo de um pedido de casamento com a música ao invés de um clipe do cantor. Eu já tinha visto e achei que ilustraria melhor com a essência da música.

Talking To The Moon

Essa é a minha música favorita de Bruno Mars. Tem somente o piano e uma bateria, bem de leve, e é só mesmo o que ela precisa. Uma versão simples, frágil e perfeita.

Para muitos pode ser uma música onde alguém pede à lua que traga seu amor de volta. Amor, no caso ex-namorado ou ex-namorada. Eu não vejo assim. Para mim a música fala de uma pessoa que quer o amor (o sentimento mesmo) de volta. Ela quer voltar a acreditar e sentir isso de novo por alguém. Fica a critério de cada um.

Amanhã vai ser o dia que, se eu tiver sorte, escutarei essas 5 música no setlist do show de Bruno Mars. E claro, teremos um post sobre a apresentação dele em breve por aqui. 😉

Ah! Aproveite e confira o Facebook do cantor para ver os shows anteriores.

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A vida anda pesada, né?

Acho que não há lugar do mundo hoje onde não se sinta a necessidade de uma puxada no freio de mão, uma respirada funda, uma olhada ao redor, estampar alguma coragem nos olhos e daí seguir em frente.

O terceiro disco solo de César Lacerda cumpre um pouco essa missão de dar uma ‘renovada’ onde tudo soa como desinteresse, mesmice e cansaço.

É um disco que bebeu da água dos clássicos dos anos 80 (Calcanhoto, Herbert Viana, Nando Reis, Lulu Santos) principalmente pelo romantismo das letras e em algumas faixas pela sonoridade conseguida.

Uma voz que soa forte, mesmo quando se faz sussurro!

César Lacerda
foto Daryan Dornelles

Ao contrário de seus trabalhos anteriores, esse último álbum tem propositalmente a missão de caminhar com maior facilidade pelo mainstream e conseguir atingir o maior número de pessoas possíveis.

Não é apenas deslumbramento do artista, talvez um pouco, mas não pela condição em si e sim pela possibilidade de que poderia fazê-lo.

Em um momento em que as apostas musicais andam parecidas e soam como fórmulas pré definidas, César Lacerda dá uma desviada leve na rota e apresenta o inesperado, que para nós chega em boa e certeira hora e com ares de urgência.

tudo tudo tudo tudo (2017) chega em um momento em que por mais que as pessoas se reúnam em torno de festivais grandiosos com 500 bandas, 10 toneladas de equipamentos, fogos, cervejas, super telões e tudo o mais que se faça hipérbole, o sentimento de que precisam aponta muito mais para o cuidado, o sereno, a atenção para fora e não para dentro…falta acalanto em meio ao canto!

César Lacerda - Álbum Tudo Tudo Tudo Tudo
foto cd

E o álbum começa com a deliciosa ‘Tudo Vai Passar’, que inicia com percussão minimalista, violão e piano em progressão dentro da faixa, com ares de corrida e pressa, como quem tenta pegar algo que está escapando.

Cesar Lacerda lá está para confortar com algo como: calma…não é tão importante assim! não se desgaste, pois isso vai passar!

É mais do que apenas um lembrete escrito num papel ou no despertador do celular.
Lacerda soa como aquele amigo que fala: Senta aqui! Eu tô com você nesse mesmo barco e a gente só precisa ter um pouco de paciência.

E isso serve para o governo, para a falta de amor, pros nossos anseios e receios….serve pra vida toda!

‘Quando Alguém’
tem uma pitada de violão, assobios em coro, estalar de dedos, e uma escaleta tranquila que reforça os ares de folk.

A surpresa gostosa na segunda faixa é a presença de Maria Gadú que ajuda a transformar a canção em uma espécie de cartilha afetiva que aponta pra empatia.

‘Me Adora’ é uma regravação daquelas que a gente aponta, pelo menos no meu caso, como versão melhor do que a original (mas é questão de gosto apenas).
Ela é uma versão mais bossa e composta delicadamente por voz + violão + trio de flautas em contraponto com a versão rock criada pela Pitty.

Gravada originalmente dentro da proposta rockeira da qual ela faz parte, acho que o que confere a diferença entre as duas versões é o fato de que o discurso dela tem ares de rebeldia enquanto a versão de César Lacerda caminha por notas mais tranquilas e seguras de si. Ele não briga, apenas constata a situação e alerta que o amanhã pode ser tarde demais. Como se fazendo menção a faixa número 1 do disco e lembrando que em breve tudo vai passar, de uma forma ou outra.

‘O Marrom da Sua Cor’ apesar de César Lacerda ser mineiro esse som ficou com uma cara gostosa de samba daqueles criados na Bahia, ou ao menos tendo ela em mente.

Até a letra falando sobre a promessa metafórica de barcos no mar, a cor da pele marrom, acho que tudo isso tem um quê de Caymmi e para deixar ainda mais curioso a voz fica bem próxima de um João Gilberto.

Podia ser mais bacana? Não! Confesso que acabo escutando um pouco de ‘Saudades da Bahia’ nessa faixa.

‘Por Que Você Mora Assim Tão Longe’ traz um ‘quê’ de romance impossível e esperançoso ainda que cheio de pesar. Talvez a música com mais sentimento dentre as 10 do álbum.

Sabe aquela vontade louca de ficar perto? Essa música trata disso lindamente!
Baixo, violão, violinos, violoncellos, piano, sintetizadores e bateria compõe o arranjo dessa beleza aqui,  mas a versão mais interessante e que te fará escorrer pelo sofá é a com voz e violão.

‘Fim da Linha’ o nome da música é sugestiva e o trompete jazzístico que se sobressai ao longo dela faz contraponto certeiro com resto dos instrumentos. O primeiro sugere perda e encerramento, enquanto o resto entrega esperança e reencontro pessoal.

De alguma forma o álbum é um tanto cíclico no sentido de que todas as canções apontam para a ideia central de que ‘isso também vai passar’ e essa faixa não foge a isso.

ӎ o fim da linha,
meu último abraço
de punho cerrado
e o peito apertado
é o fim da linha,
o chão da ladeira
o fim da canseira
meu único espaço
um lugar pra ver o sol brilhar em mim
seus raios,
seu lume
se não fosse o meu lugar,
seria, amor,
o nosso presente
o nosso segredo: uma promessa

então, eu vou fugir daí
voltar pra mim
eu vou”

‘Por Um Segundo’ escrita em parceria com Rômulo Fróes, com quem já havia gravado um disco inteiro recentemente, tem um ar melancólico e sugere um papo confessional daquele cara apaixonado. Você não vai deixar de um ouvir um cara apaixonado abrindo o coração, né?

”por um segundo, confesso, eu imaginei
que o mundo inteiro fazia um silêncio pra nós.
cem mil pessoas queriam que a gente se visse ali,
e nós dois também!”

‘Sei Lá, Mil Coisas’ um popzão com cara de que saiu dos anos 80 e com guitarras foragidas da década de 70 e deixando escorrer entre as notas um pouco de surf music. Boa, mas confesso que não me pegou de primeira!

‘O Homem Nu’ um riff bacaninha de guitarra, baixo, percussão, piano elétrico e sintetizadores são a mistura perfeita para esse outra faixa que flerta com o pop sem soar datada. Gosto do som eletrônico, do barulho de dedo percorrendo as cordas e da cara nova que César Lacerda traz à mpb.

‘Percebi Seus Olhos em Mim’ somente voz, piano e sentimento.
Me admira a facilidade com que César Lacerda canta de um jeito bonito o que poderia soar apenas como o cotidiano. E por isso ‘Percebi Seus Olhos em Mim’ é umas das minhas preferidas dentro da obra desse mineiro de voz branda e letras cheias de sentimento.

tudo tudo tudo tudo é um respiro equilibrado, gentil e inteligente dentre os lançamentos de 2017. Nem muito para um lado e nem para o outro, eu vejo uma obra que se faz necessária, ainda que seja por um período de tempo determinado, e que teve coragem de ser o que precisava ser ao invés de se tornar algo apenas com ares mercadológicos.
Certo de que tudo, inclusive ele, vai passar…mas nesse caso deixando boas memórias!

Como o cd foi lançado muito recentemente é de se esperar que em breve existam shows pela sua cidade, seja ela qual for, sendo assim vale acompanhar o trabalho do César Lacerda por aqui.

Livros + memes +Facebook = #EuCurti

Bárbara Gaia

13 de novembro de 2017

Ah, a Internet! Um lugar onde a criatividade e a zueira never ends. Em uma das minhas andanças pelo feed do Facebook encontro um post que trazia duas das coisas que adoro: livros e memes. A página Obras literárias com capas de memes genuinamente brasileiros é exatamente o que seu nome sugere: uma montagem onde nomes de grandes livros ilustram os incríveis memes brasileiros de cada dia.

A ideia veio de Luis Miguel, que em entrevista para a Galileu, disse que o objetivo, além de divertir as pessoas, era despertar nelas a vontade pela literatura e que identificassem em alguns clássicos algo que conecte aos dias de hoje.

Será que o autor H.W.Janson se visse esse lindo corte de cabelo ilustrando a Santa Ceia usaria para a capa de seu livro História da Arte? Ou Machado de Assis concordaria que esse tweet expressa bem a obra de Dom Casmurro? Com certeza a resposta seria não para as duas perguntas mas que é engraçado, os dois autores não poderiam negar.

A página hoje conta com mais de 300.000 fãs e com um post novo diariamente. As escolhas vão desde os famosos memes a sugestões que Luis Miguel recebe.

Olhando o Facebook de Obras literárias com capas de memes genuinamente brasileiros eu realmente encontro livros que não conhecia e que faz até com que eu sinta vontade de pesquisar sobre eles na Internet. Mas como eu tenho uns 15 livros ainda na espera para leitura, prefiro, no momento, só dar boas risadas com os posts. 😆

Para quem quer deixar sua segunda-feira menos monótona, aproveita agora a hora do almoço e confira a na página.

Boa leitura! 😂

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Mônica Força – Graphic MSP: #EuLi

Bárbara Gaia

10 de novembro de 2017

A Turma da Mônica fez parte da minha leitura de infância. Turma da Mônica e O Menino Maluquinho para ser mais precisa. Lembro quando ia com meu pai na padaria aos domingos e a gente passava na banca de jornal para comprar a minha revistinha da semana. Ter a oportunidade de encontrar de novo esses personagens em Mônica Força foi realmente uma volta ao tempo. Um tempo bom, com boas histórias e imaginação de sobra.

Mônica Força foi a indicação de um amigo que disse que eu iria gostar muito. A HQ foi lançada em 2016 e conta uma história que a gente não costuma ver nos quadrinhos tradicionais do Maurício de Sousa. A ideia surgiu em 2014 por Sidney Gusman, conhecido como Sidão e editor de projeto da Graphic MSP.

A Graphic MSP é uma divisão da Maurício de Sousa Produções dedicada à produção de graphic novels, onde artistas que respiram esse mundo são convidados a deixar seu traço em um conteúdo que foge do padrão das historinhas que a gente encontra nos quadrinhos de Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e cia.

Em Mônica Força nossa dentucinha preferida tem que enfrentar uma situação que o uso da força, que sempre resolve contra os “planos infalíveis” de Cebolinha e Cascão de roubar o Sansão, não irá resolver nesse caso.

É uma história emocionante e o desfecho é mais emocionante ainda. Claro que não vou contar porque sou #timeantispoiler!

Para ilustrar as páginas do graphic novel a artista convidada foi Bianca Pinheiro. Quem está acostumado a ler HQs deve conhecê-la pelo seu projeto Bear. Os traços delicados e de um colorido sutil também podem ser vistos em Mônica Força. Ela disse que anotava suas ideias em um caderninho e que decidiu fazer a casa da Mônica ter dois andares para facilitar a movimentação dos personagens. A capa é outra parte interessante do processo que teve mais de 15 versões.

A carioca de nascimento mas que mora em Curitiba desde os 5 anos também teve sua infância recheada de histórias da Turma da Mônica e decidiu levar sua paixão pelos quadrinhos a sério. Se formou em Artes Gráficas e mais tarde fez uma pós-graduação em História dos Quadrinhos. Seu trabalho ficou conhecido através de seu blog A Vaca Voadora, em 2012, que no ano seguinte rendeu a webcomic Bear.

Uma frase que aparece no texto de contracapa que resume bem Mônica Força é que essa graphic novel celebra a força e as nuances de cada um de nós. Até porque, outra frase que aparece nesse texto e que eu acredito, a vulnerabilidade e força andam juntas.

Muitas vezes você descobre sua força na sua vulnerabilidade e vice e versa. Afinal somos uma soma de sentimentos, pensamentos e vontades. Especialmente a vontade de ser feliz. 🙂

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Redes Sociais

Bárbara Gaia

Aqui você vai encontrar tudo que tenho lido, visto, ouvido e curtido ultimamente. Dicas de livros, séries, filmes, músicas, lugares interessantes e mais. Seja bem-vindo(a) ao meu checklist! ;)