Todo mundo já foi adolescente e teve que passar pelas desventuras de ter sempre olhos alheios censurando, avaliando e cobrando.

E as cobranças internas? Puxado, né!?

E quando você começa a fazer uns sonzinhos na internet e de repente ganha fans, foco da mídia e fama?
Pois é…Essa mocinha aí começou a fazer sucesso numa idade em que a maioria das pessoas da idade dela ainda nem sabiam o que era uma equação do 2º grau.

Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães conhecida desde os idos de 2007 pelo nome de Mallu Magalhães, começou a apresentar seu novo trabalho. Você pode nunca ter ouvido um som dela, mas conhece esse nome!

Foto: Gonçalo F. Santos

Mallu que já havia lançado em 2016 uma bossinha gostosa chamada ‘Casa Pronta’, para divulgar duas rápidas passagens pelo Brasil com a turnê Saudades , retorna agora com o primeiro clipe do seu novo álbum. A música foi composta em homenagem a sua recém nascida filha Luísa, fruto da união com o parceiro de música e de vida Marcelo Camelo.

Tendo o mês de Junho como data de lançamento, Vem (2017) é o quarto álbum da carreira dessa paulistana que vem amadurecendo de forma sólida musicalmente e que não se limita a fazer o que o mercado fonográfico espera dela.

O clipe ‘Você Não Presta’ vem num tom de sambarock/sambalanço muito do animadinho e que certamente estará presente nas festinhas mais alternativas do país, pois ainda que já seja uma cantora de proporções internacionais Mallu ainda não é queridinha do grande público.

Talvez seja essa mesmo a intenção. Não depender da grande massa, que de certa forma acaba moldando o trabalho de vários artistas quando finalmente os abraça.

O clip foi gravado em Lisboa, tem direção do português Bruno Ferreira e uma pegada bem urbana e conectada ao que acontece pelas ruas e as influências urbanas que nascem e se formam expressões de determinadas datas e povos. Qualquer relação com os passinhos de ‘Mais Ninguém’ da Banda do Mar, que Mallu também fez parte, não me parece mera coincidência.

A sonoridade fica a cargo de bastante sopro, bateria, percussão e cuíca delineando e conferindo a malandragem que a o clipe apresenta.

”[…] Não, eu não tenho segredo, não
Mas tenho o meu império interior
Meu mundo solitário […]

Eu convido todo mundo para a minha festa
Só não convido você porque você não presta […]”

Em entrevistas recentes a cantora que disse que ‘Saudade’ foi uma forma de desafogar o peito e poder voltar a cantar e rever as pessoas que gosta, já que atualmente mora em Portugal e a vida de mãe lhe exigia tanta atenção na mesma proporção em que a música lhe fazia falta.

Essa falta de ‘Brasil’ sentida é promessa de presença no seu quarto álbum onde as influências, segundo a cantora e suas playlists, são nomes como Elza, Almir Guineto, Zeca, Arlindo, Elis e Bethânia.
Podemos esperar um disco repleto de sambas, baladas e de alma bem brasileira.

Segundo Mallu seu novo trabalho é um disco bastante diferente dos outros, umas vez que ela agora se sente plenamente a vontade com os arranjos de bossa e samba, os quais flertou em seu último álbum lançado Pitanga (2012).

Passados praticamente 10 anos desde que a menina Maria Luiza fez sua primeira aparição no Myspace e ganhou projeção nacional, eu confesso que agora estou pronto pra dar maior atenção ao que a mulher Mallu tem a dizer.

Vale lembrar que dia 04/05 de Agosto ela apresenta esse novo álbum aqui no Rio de Janeiro no palco do Circo Voador.

Vambora que tá todo mundo convidado pra festa!

No Filter: #EuVi

Bárbara Gaia

22 de maio de 2017

Uma das maravilhas do Netflix é a oportunidade de descobrir novas produções que não sejam só dos Estados Unidos. A gente sabe que Hollywood sabe saber filme como nenhum outro lugar mas às vezes nos deparamos com novidades que nos surpreende. E No Filter foi uma delas.

Apesar do título ser em inglês o longa metragem é chileno (no Netflix está como No Filter mas os cartazes que encontrei na internet está com o nome original, Sin Filtro). A história é bem interessante que quando você pisca o olho, o filme já acabou. Vou contar só um pouquinho do filme para não dar spoiler à quem quiser assistir.

Imagem: reprodução

Pia é uma publicitária de 37 anos que sempre engoliu sapo na vida. Melhor. Pia é uma publicitária de 37 anos que sempre permitiu engolir sapos em sua vida. Casada com um artista plástico que já faz um bom tempo que não vende quadros e ainda não levanta um dedo para ajudar nas finanças e nos cuidados da casa, ela ainda tem que aturar um enteado mal criado que apesar de tudo, ela continua querendo se aproximar dele.

Para completar no seu trabalho ela tem que lidar com um chefe que assumiu a agência do pai mas não faz ideia do que esteja fazendo e faz a linha “sei muito bem o que estou fazendo”. Mesmo com Pia consertando as besteiras que o chefe faz, ela não ganha reconhecimento. Pelo contrário. Ele a diz que ela está velha demais e contrata uma YouTuber de 20 e poucos anos para cuidar da área do marketing digital apesar dela não ter nem conhecimento ou experiência.

Sem contar sua amiga que a procura para falar de seus problemas e quando Pia vai falar os problemas dela, ela não presta a mínima atenção e uma mulher que sempre fecha Pia no trânsito e nunca a deixa passar. Enquanto todos esses acontecimentos e frustrações vão se acumulando, aparece em seu carro um anúncio de acunputura para alivar o stress. Depois de algumas muitos anúncios aparecendo no seu carro, Pia decide marcar uma consulta.

É aí que acontece uma reviravolta. Depois da ida à acunpuntura Pia passa mesmo a não ter mais filtro e passar a botar para fora toda a raiva e dizendo para todo mundo o que ela realmente pensa e sente. Já dá para ter uma noção do que acontece a partir disso, né?

No Filter apesar de ser uma comédia leve, faz a gente depois parar para refletir um pouco sobre a nossa própria vida. Até que ponto a gente aguenta ficar engolindo tanto sapo e se vale a pena engolir esses sapos. É o que o acupunturista fala em uma das partes do filme, que faz sentido: o cérebro é o filtro da alma.

Salvar

Curumin – Arrocha #EuOuvi

Casé

17 de maio de 2017

Curumin significa criança em Tupi.

Achei pertinente essa explicação pelo simples fato de que o músico em questão ‘brinca’ de fazer música e isso no melhor sentido possível que a palavra possa carregar em si.

Cantor, instrumentista, compositor e produtor, Curumin percorreu um caminho sonoro consistente e que o trouxe ao álbum Arrocha (2012), com toda segurança que precisava para se firmar como um dos grandes músicos de uma nova safra de artistas, que trouxe Wado, Apanhador Só e outros, e permitiu a  experimentação com a qual já havia flertado em trabalhos anteriores, sobre tudo em Japan Pop Show (2008).

Capa do álbum Arrocha, de Curumin. Foto: reprodução

Após lançar 2 álbuns mais homogêneos e que permeavam o samba, rap e samba rock, Arrocha chega trazendo mais versatilidade e permitindo maior presença do som eletrônico e seus sintetizadores.

A primeira faixa já impressiona pelo nome ‘Afoxoque’ que tem um som pesado, metálico e carrega inquietação na própria letra.

“[…] Palavra que me arde
Dentro da boca
Língua que faísca
Como um machado […]

E o que me dá força
É a palavra do bem que sai da boca […]”

Por ser a primeira faixa a interpretação soa como:
– Eii…ta me ouvindo? Eu vou falar mesmo, quer você queira ou não!

Quando ele fale de mangue, o toque de afoxé de seu som até nos faz lembrar uma pitada de Nação Zumbi, mas são sonoridades diferentes e a similaridade fica por aí.

A música termina de um jeito bem ‘selvagem’ com tambores afro ecoando e talvez não à toa a próxima canção do disco se chame Selvage.

‘Selvage’ tem uma sonoridade animada, que remete mais aos trabalhos anteriores do artista, e ainda que o vocal tenha uma levada bem tranquila existe um ‘peso sonoro’ que fica por conta da percussão eletrônica, que muito lembra um beatbox seco, que sustenta a faixa, marca claramente o ritmo e retorna ao fim dela de forma bem descompromissada. No fim a combinação fica até dançante.

‘Treme Terra’ é uma faixa mais orgânica que segue na levada Dub. A letra lembra uma um ritual/canto e disputa espaço com um belo trombone e tambores africanos.

É um som mais complexo, mas é daqueles de ouvir e não somente escutar!

foto: facebook.com/curumin

‘Passarinho’ é a baladinha! Ainda que com cara bem indie (o que em nada deprecia a música) e que por outro lado soa um pouco como aquele sonzinho pop-clichê que tá liberado de tocar na rádio. Começar a ouvir o trabalho por aqui pode ser um erro ou acerto…tente a sorte!

A canção mais calma carrega o nome de ‘Paris Vila Matilde’ e fala sobre S.P metamorfoseando a cidade e o viver nela em guerra. E fica claro que é a saudade que mantém esse soldado no chão (devastado) e ao mesmo tempo de pé (não o deixa cair) apenas depende do momento em que ela vem. A faixa é dividida de forma discreta com Anelis Assumpção, filha do Itamar Assumpção, é esposa do músico. O vai e vem da vida de artista de ambos certamente serviu de inspiração pro voo desse passarinho.

‘Tupanzinho Guerreiro’ e ‘BlimBlim’ são as faixas instrumentais.

BlimBlim fazendo referência aos rappers gringos e seus ‘bling bling’ enquanto Tupanzinho também tem uma pegada de beat de rap, mas te desafio a ouvi-la com atenção e ver se não encontra uma similaridade com The Pink Elephants on Parede do filme Dumbo.

E Reggae, tem nesse álbum aí que você diz que tem de tudo?

Certamente, e ficam a carga das faixas ‘Doce’ aquele som bem amorzinho e ‘Vestido de Prata’ segue com recorte bem característico das guitarras de reggae e com letra simples.

O rap ressurge em outros 2 momentos, sendo um deles em ‘Sapo Cururu’ e com cara beeem descompromissada. Experimentação boa permeando o funk (não o daqui do RJ) e prato cheio pra quem curte ficar com o ouvido grudado nas caixas de som. Enquanto ‘Acorda’ é um rap/poema que remete de forma bem literal a origem da palavra (rhythm and poetry) que segue com letra delicada e beat pesadamente simples e bem produzido!

O ar de despedida fica por conta de ‘Pra nunca mais’ que achei uma combinação meio western-nipônico, se é que existe, mas que teria alguma razão de ser uma vez que Curumin tem descendência japonesa.
E confesso que sem o vocal eu acho que encaixaria perfeitamente em diversas cenas do Tarantino.

E o fechar da tampa, num tom de gratidão, fica por conta de ‘Bambora’.

Onde você escuta um Curumin satisfeito pelo trabalho realizado dizendo:
– Fechando mais um missão feita com o coração!

O trabalho dele me soou como uma ‘implicância’ sonora que me fez ouvir e de alguma forma reconhecer certas momentos, fatos ou até mesmo outras músicas ou imaginar cenas de filme! Proposital ou não, vejo como uma riqueza e esmero que não se encontra aleatoriamente por aí.

Arrocha, como a própria palavra dá a entender, trás em seu cerne um som que te segura e aperta!
Não é pra quem gosta…É pra quem aguenta!

E pra quem acha que ele está parado, criança não para nunca, fica aqui o primeiro single do álbum que será lançado dia 25 desse mês. Se deliciem com a malemolência de ‘Boca de Groselha’

Tank Talks no LAJE: #EuFui

Bárbara Gaia

15 de maio de 2017

Dando uma olhada no Facebook há algumas semanas vi um evento que chamou minha atenção chamado Tank Talks. Promovido pelo LAJE, um lugar que promove o desenvolvimento e crescimento de startups, o Tank Talks é um encontro de ideias feito através de uma dinâmica interessante.

As pessoas ficam sentadas formando vários círculos, como se fosse um aquário. E no meio desse aquário uma pessoa é convidada a falar de determinado assunto e quem quiser debater ou perguntar algo tem que ir para o centro de todos esses círculos. Achei bem legal a ideia.

O tema desse Tank Talks foi sobre o futuro. O futuro da educação, do empreendedorismo, da comunicação, etc. E durante umas duas horas, mais ou menos, sai de lá, no mínimo inspirada.

Eu cheguei uma meia hora atrasada e a primeira pessoa que comecei a escutar foi Eduardo Carvalho, um garoto de 19 anos com ideias e uma maturidade que impressiona. Ativista do Movimento Ocupa Maurois, que pedia melhores condições para o Colégio Estadual André Maurois, Eduardo levantou alguns pontos importantes sobre o futuro da educação no Brasil.

Um desses pontos foi o questionamento se o que está escrito na Constituição de 88 está sendo levado em conta: “todos devem e merecem ter uma educação de qualidade”.  Com isso ele pergunta a todos o porquê que as pessoas não se simpatizam com a causa e vão à luta. Para ele o currículo básico não é suficiente e banir matérias como sociologia e filosofia é algo lamentável. E concluiu: “Só cultura e educação salvam.”.

O próximo a entrar no centro do aquário foi Daniel Badauí, chef empreendedor e criador do Salve Comedoria!, uma escola culinária localizada na Rocinha que tem como foco levar conhecimento à quem não tem oportunidade de pagar por um curso de gastronomia.

Uma das coisas que ele disse que realmente me fez refletir é que antigamente as pessoas queriam trabalhar para ter estabilidade financeira. A geração de hoje quer mais um propósito naquilo que estão fazendo. E isso está se refletindo também na forma de consumo e as empresas estão percebendo. Para quem quer empreender ele deu uma dica valiosa: comece com pequenos desafios e estruture bem suas ideias. Para Daniel um dos grande problemas de uma ideia não se concretizar é a falta de planejamento.

Depois veio Carol Althaler, estrategista de comunicação e especialista em tendências de consumo, cultura digital e moda. Ela levantou um importante ponto sobre como desconstrução do pensamento que tínhamos quando criança fazia com que tivéssemos um sentimento de liberdade e vontade de arriscar sem aquele medo de errar. E que criatividade não se aprende. É algo que descobrimos quando fazemos um mergulho dentro de nós mesmos.

Seguindo a linha da infância, veio para o aquário Tônia Casarin, educadora e escritora do livro “Tenho Monstros na barriga”. Ela já começou dizendo uma frase bem interessante: estudar é chato e aprender é legal. E que justamente essa expectativa exagerada dos pais em querer que o filho seja bem-sucedido e acerte sempre tudo na escola é prejudicial. Errar faz parte do processo. Isso serve também para quem é gente grande. Nossas expectativas acabam travando a gente e fazendo com que tenhamos medo de tentar.

E para finalizar, Gabriel Gomes, um dos idealizadores do Shot the Shit, um estúdio criativo de comunicação focado em projetos que geram impacto social positivo. Gabriel já começa logo fazendo uma provocação: a que estamos viciados em nossos modelos mentais.  Também que a mudança é a única constante e que para mudar precisamos mudar 2 vezes. Mudar nossa realidade e a nossa percepção.

Saí desse evento com uma conclusão. Que muitas das vezes para construir um futuro é preciso deixar para trás algumas coisas do passado que justamente impedem você de construir esse futuro.

Para quem ficou interessado nos próximos eventos do LAJE dá uma passadinha no site. Tem vários cursos legais lá também.

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ClickAction: #EuCurti

Bárbara Gaia

12 de maio de 2017

Eu tenho uma lista de coisas que gostaria de realizar e uma delas é aprender a surfar. Um dos perfis de Instagram que sigo para inspiração e motivação é o Surfconnect. E eles publicaram esses dias uma foto que fiquei maravilhada, feita pela equipe da ClickAction:

Inaugurando a nossa cobertura do Oi Rio Pro 2017, etapa brasileira do circuito mundial de surf, @nikkivandijk no freesurf de hoje nas esquerdas de Itaúna!!!!!!Foto/Animação: @felipeschueler Estaremos utilizando a tecnologia Plotagraph Pro em nossa cobertura fotográfica do Oi Rio Pro 2017. #clickaction #felipeschueler #plotagraph #nikkivandijk #ripcurl #oakley #allmerrick #desurfistaparasurfar #surflinelocalpro #surf #surfing #surfer #freesurfmag #wsl #oiriopro2017 #oiriopro #saquarema #itauna #riophotofestival @nikkivandijk @ripcurl_usa @ripcurl_brasil @oakleysurfing @oakleybr @oakley @ricosurfoficial @surflinelocalpro @surfline @surflinebrasil @revistaocyano @revistasurfar @wsl @riophotofestival @riosurfcheck @surfconnect @freesurfmag Nikki Van Dijk in today's freesurf on the left of Itaúna !!!!!! Photo / Animation: @felipeschueler We will be using Plotagraph Pro technology in our Oi Rio Pro 2017 photo coverage.

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Logo fui correndo para o perfil da ClickAction para conhecer mais sobre eles. Essa empresa é especializada em fotos e vídeos para a área esportiva. O perfil do Instagram é cheio de fotos sensacionais mas as que mais chamaram a minha atenção foram as do fotógrafo Felipe Schueler.

Além de clicar imagens de esportes radicais, Felipe é profissional de TI  e talvez seja por isso que ele consiga fazer as animações nas fotos que eu tanto curti. Ele deixe a pessoa estática e o fundo é que fica animado. O resultado é incrível!

Além dessas fotos animadas há também outras em seu perfil que são bem inspiradoras. São fotos, claro, relacionadas à esporte mas também tem fotos de paisagens, que ele usa uma técnica para destacar o movimento e as cores. Adorei!

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Bárbara Gaia

Aqui você vai encontrar tudo que tenho lido, visto, ouvido e curtido ultimamente. Dicas de livros, séries, filmes, músicas, lugares interessantes e mais. Seja bem-vindo(a) ao meu checklist! ;)