As ilustrações de Carolina Rempto: #EuCurti

Bárbara Gaia

3 de setembro de 2018

Conheci o tralhado de Carolina Rempto por acaso quando fui ao Geek & Game Rio Festival desse ano. Eu fui porque queria encontrar o Gaveta, que já falei de seu canal no YouTube por aqui, e a galera do Choque de Cultura que também adoro.

Carol Rempto - Princesa Leia
Ilustração que levei pra virar um quadro.

Entre um show e outro fiquei olhando as outras atrações de evento, que são voltadas para o universo dos games e do HQ. E foi no espaço dedicado aos quadrinhos que encontrei as ilustrações de Carolina Rempto e fiquei encantada.

Carol Rempto
A Carolina Rempto. foto: facebook.com/carolremptoilustra

A ilustradora de 25 anos, nascida em Petrópolis/RJ, é formada em design gráfico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e já estudou lá fora também quando ganhou uma bolsa para o curso de ilustração na Savannah College of Art and Design, nos EUA.

HQ Azul , de Carolina Rempto
A HQ Azul, ilustrada por ela, que também levei pra mim.

Em um bate-papo para o Na Mesa do Chief, Carol conta que sempre gostou muito de desenhar e na escola era sempre a escolhida para fazer os cartazes mas que até então nunca tinha visto a ilustração como uma carreira. Tudo mudou justamente durante o intercâmbio que ela fez quando ela teve contato com pessoas que viviam disso e foi aí que deu aquele clique e fez com que ela quisesse trabalhar com isso também.

Quando eu bati o olho nas ilustrações da Carol achei todas maravilhosas. É um traço delicado mas cheio de personalidade e de referências literárias e da cultura pop. Acabei levando pra casa algumas coisas criadas por ela, inclusive a HQ Azul que tem uma história muito bonita sobre uma menina que está em busca da verdade.

Para quem quiser conferir mais sobre o trabalho da Carol, pode dar uma olhada em seu site. A entrevista completa que ela fez para o Na Mesa do Chief você pode ver clicando aqui.

Good Girls: #EuVi

Bárbara Gaia

31 de agosto de 2018

Pensando em maratonar neste fim de semana mas sem série pra isso? Eu tenho uma boa dica pra você: Good Girls.

Good Girls

A comédia apareceu em julho na grade da Netflix e tem uma trama bem inusitada. A história gira em torno de três mulheres, que viviam uma vida, digamos, normal até que tudo muda quando elas decidem roubar um supermercado pra ganhar um dinheiro rápido, já que estavam passando por alguns problemas.

Good Girls - Season 1
Foto: Steve Dietl/NBC

Beth Boland, vivida por Christina Hendricks e quem já assistiu Mad Men vai lembrar dela, é a típica mãe suburbana e tinha aquela pacata vida de mulher casada e com filhos até descobrir não só que seu marido a estava traindo como que a empresa dele estava passando por sérios problemas financeiros. Problemas que podem custar até a casa onde vivem.

Anie Marks, papel de Mae Whitam e que eu já conhecia por Scott Pilgrim (que é uma dos meus filmes favoritos!), é irmã de Beth e também é mãe. A diferença é que ela é separada e não é muito responsável financeiramente, com isso ela e sua filha estão sempre passando por sufocos. Tanto que pode até custar a custódia de sua filha.

Por fim temos Ruby, interpretada pela atriz Retta, amiga pessoal das duas irmãs e que vive um casamento feliz ao lado do seu marido, filha e filho. Só que sua menina possui uma doença grave e seu remédio custa 10 mil dólares por mês. Para ela, que trabalha como garçonete, e seu marido, que trabalha como segurança, é um custo pra lá de alto.

Good Girls
foto: imdb.com

Assim as três, tomadas pela desespero, decidem fazer esse assalto. O que elas não imaginariam é que duas coisas dariam muito errado nesse plano. O gerente do supermercado reconhece Anie, que trabalha lá como caixa, e o próprio supermercado estava sendo usado como lugar pra lavar o dinheiro de um traficante. Então não só elas têm que lidar com a chantagem do gerente quanto as ameaças do traficante que exige que elas passem a trabalhar para ele até pagar a dívida.

Eu estou ainda na primeira temporada e tenho gostado muito, especialmente da atuação dessas três mulheres que conseguem se equilibrar muito bem em cena. O roteiro também é muito bem escrito e prende sua atenção do começo ao fim.

Inclua Good Girls na sua lista de maratonas no Netflix e depois me diga o que achou. 😉

Breaking Conspiracy: #EuOuvi

Bárbara Gaia

29 de agosto de 2018

Eu sou uma grande fã dos covers. Ainda mais quando eles transformam a música em algo totalmente novo e inesperado. Dia desses estava eu olhando meu feed do Facebook quando me deparo com um vídeo de uma banda que me surpreendeu tanto pela escolha da canção para o cover, quanto pela qualidade do som.

A banda: Breaking Conspiracy. O gênero: metal. A música escolhida para o cover: Cheia de Manias, do Raça Negra. Fiquei curiosa e antes de dar o play confesso que duvidei que isso poderia dar uma mistura boa. E não é que ficou legal?

O trio de rock de Campinas, São Paulo é composto por Cauê Pittorri (vocais e guitarra), Jonathas Peschiera (vocais e baixo) e Renato dos Santos (vocais e bateria) e eles queriam quebrar um pouco do paradigma de que rock, especialmente o metal, e  os gêneros mais populares como pop, sertanejo ou funk não se misturam.

Os três disseram em entrevista ao Jornal do Comércio que têm como influência musical bandas de rock como System of a Down e Dream Theater mas que também curtem o som de Bruno Mars, Lady Gaga e Maroon 5. Tanto que Cauê explicou que o termo “Breaking” veio dessa ideia de quebrar barreiras.

Breaking Conspiracy
foto: facebook.com/BConspiracyRock

Então começaram a ver se as músicas que estão em alta no momento poderiam ter arranjos do metal. Nos álbuns covers #Photooftheday e #TBT, lançados em 2018, você vai encontrar hits como Vai Malandra, da Anita; New Rules, da Dua Lipe e Bye, Bye, Bye, do ‘NSync em versão rock. Com direito a muita guitarra, muita bateria e muito berro nos vocais.

Se você ficou curioso, a discografia do Breaking Conspiracy está disponível no Spotify.

Aperte o play e comece a balançar a cabeça.

O Casamento da Princesa: #EuLi

Bárbara Gaia

27 de agosto de 2018

Um dos momentos mais marcantes na minha vida foi ter visto Meg Cabot pessoalmente na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, lá no ano de 2009 (há quase 10 anos atrás. Eita, como o tempo voa!). Eu sempre gostei de conferir as novidades da feira mas nesse dia o foco principal era encontrar a autora de um dos meus livros favoritos da adolescência: O Diário da Princesa.

Autógrafo Meg Cabot

O livro, que virou filme e tinha como protagonista Anne Hathaway bem novinha, contava a história de Mia, uma adolescente meio desajeitada e sem muitos amigos que de repente descobre que seu pai, com quem nunca teve contato, foi um príncipe de uma terra distante chamada Genovia que agora estaria precisando de alguém para assumir o trono. Que no caso seria ela.

Claro que sua vida vira de pernas para o ar, porque além de ter que escolher se iria aceitar tamanha responsabilidade, ela se torna o centro dos holofotes. Isso tudo naquela época meio turbulenta de nossas vidas chamada adolescência. O texto de O Diário da Princesa é leve e divertido mas mostrava também, já naquela época, a questão do empoderamento e a vontade de procurar seu lugar no mundo e lutar por esse espaço.

O Diário de Princesa e O Casamento da Princesa

Pra mim, uma menina de 17 anos (o livro foi lançado em 2000), era o máximo ler aquelas páginas e terminar agora esse ciclo aos 35 lendo O Casamento da Princesa, foi uma experiência bastante interessante.

Antes que você pense o último livro da série O Diário da Princesa ainda segue a linha infanto-juvenil, está enganado(a). Meg Cabot explica que justamente queria escrever algo mais adulto até porque não só Mia como as suas leitoras hoje são todas adultas.

O ciclo se fecha com Mia tendo que encarar vários desafios de uma vez só. Aviso que teremos um spoiler a seguir.  Sim, ela decide assumir o trono de Genovia e se tornar princesa mas continua vivendo em Nova York, trabalhando como coordenadora em um centro comunitário. Mas a ponte área democracia-monarquia de Mia é uma realidade e continua agitada ainda mais agora que ela terá que resolver uma crise diplomática devido a vinda de imigrantes ilegais para Genovia.

Somados a isso tem a cobrança de estar casada como manda a etiqueta real e também um pouco da nossa sociedade, que mesmo em pleno século XXII ainda estranha o fato de uma mulher adulta estar solteira. Ela vive muito bem com seu namorado desde os tempos da escola Michael mas todos esperam que eles deem o próximo passo.

O Casamento da Princesa

Além disso surgem algumas surpresas beeeem inesperadas no meio do caminho causadas por seu pai e também pelo destino e que ela terá que resolver em meio a tudo que está acontecendo já em sua vida.

O Casamento da Princesa continua com a narrativa leve e divertida de Meg Cabot só que agora com um conteúdo um pouco mais adulto. Eu li cada página relembrando dos tempos de adolescente e gostando do que estava lendo. Pra mim foi um ciclo que se fechou muito bem, não parecendo que foi algo fora do contexto. A história deste último livro tem coisas bastante surpreendentes mas que se encaixaram na trama.

Acho que vale a pena a leitura da série O Diário da Princesa em qualquer idade. Meg Cabot definitivamente foge do padrão “princesa indefesa” e vai apresentando pra gente uma menina tímida e insegura que aos poucos vai virando uma mulher independente e que acredita mesmo em si mesma. Claro que os momentos de insegurança existem, afinal somos humanas, mas acima de tudo mostra uma princesa que não é perfeita.

Ainda bem.

TOP 5 para um festa de aniversário: #EuOuvi

Bárbara Gaia

11 de julho de 2018

Parabéns para mim, nessa data querida! Hoje é meu aniversário e como a quarta-feira é sempre um dia musical, resolvi voltar com aquela listinha marota de Top 5 e dessa vez eleger as 5 músicas que não poderiam faltar na minha festa.

Bolo de aniversário
foto: Nikhita Singhal

Finesse (Remix) – Bruno Mars feat. Cardi B

Toda vez que escuto essa música já começo a querer ensaiar um passinho, esteja onde estiver. A música que estava no álbum 24K Magic de Bruno Mars, lançada em 2016, ganhou um remix no comecinho de 2018 e contou com a participação da rapper Cardi B com um pegada bem anos 90 que adoro!

Can’t Stop The Feeling – Justin Timberlake

Sabe uma canção que faz você automaticamente sorrir? Can’t Stop The Feeling é assim para mim. A música foi criada para fazer parte da trilha da animação Trolls (que confesso nunca ter visto…) mas de tanto o clipe aparecer na TV eu acabei ficando contagiada. Claro que um dos fatores para eu gostar dessa música é Justin Timberlake que fez parte da minha adolescência com o ‘NSync e que está arrasando a cada novo álbum que lança. Man of The Woods, seu projeto mais recente, vai ganhar uma resenha em breve. 😉

MIC Drop (Remix) – BTS, Desiigner e Steve Aoki

Eu estava a procura de músicas para malhar quando MIC Drop estava em uma dessas playlists que a gente encontra no Spotify. Eu já conhecia o trabalho do DJ Steve Aoki e Desiigner pelo sucesso da música Panda, que tocou umas milhares de vezes ano passado.

O BTS eu já tinha ouvido falar pela febre que o K-POP se tornou nos últimos tempos entre os adolescentes mas vendo o clipe eu pude entender o porquê. Como esses meninos dançam!

El Anillo – Jennifer Lopez

Quando todo mundo falou que Jennifer Lopez tinha feito uma canção que tinha a batida do nosso funk como melodia, não acreditei. Até escutar no Spotify. Até ver no clipe. Até vê-la em programas de TV. Fiquei meio abismada mas depois que Anira chegou para conquistar o mundo era meio de se esperar que o funk carioca ia também ser descoberto world wide. E é uma ótima música para dançar em festas, diga-se de passagem.

Whoomp! (There it is) – Tag Team

Quem tem minha idade vai lembrar o “uh tererê” que os MCs do funk carioca lá na década de 90 cantavam toda vez que iam começar suas músicas. Esse “uh tererê” era na verdade a “versão traduzida” de Whoomp (There It Is), que foi sucesso em 1993 pelo grupo Tag Team. Até hoje só canto desse jeito mesmo tendo aprendido o inglês.

E essas foram as minhas escolhas. Vou escutá-las todas ao longo do dia para comemorar mais um ano de vida. 🎉

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Bárbara Gaia

Aqui você vai encontrar tudo que tenho lido, visto, ouvido e curtido ultimamente. Dicas de livros, séries, filmes, músicas, lugares interessantes e mais. Seja bem-vindo(a) ao meu checklist! ;)