As divertidas animações de Fran Solo: #EuCurti

Bárbara Gaia

16 de abril de 2018

Que a Internet é um poço de informações para você conhecer e aprender coisas novas ninguém duvida. Mas que é também um lugar de entretenimento isso todo mundo concorda. Durante aqueles momentos que você só quer dar uma passada no feed encontrei um post bem divertido feito pelo Fran Solo.

Fran Solo
foto: facebook.com/fransoloface

O diretor de arte/desenvolvedor de Valência, Espanha, se tornou conhecido nas redes sociais pelas suas artes em usando graphic motion. A técnica, também conhecida como animação, videografismo ou simplesmente motion utiliza um pouco do conhecimento em design e em cinema.

No caso de Fran ainda acrescenta elementos 2D (a.k.a desenhos fofinhos) ao vídeos. Antes de ter essa ideia, o design fazia graça com personagens de desenhos animados conhecidos mas em artes sem a utilização de vídeo. A grande sacada dele foi fazer um conteúdo voltado para coisas do dia a dia sob uma diferente ótica: a dos objetos.

Com muito humor ele narra a cada vídeo uma historinha com uma fruta, alimento, celular ou qualquer outro objetos real, misturando com uma animação feita por ele. Desde uma pera fazendo seus exercícios matinais a marshmallows tendo um SPA day em um caneca de chocolate quente.

A maioria das histórias acontecem em um escritório, que acredito ser a agência de Fran Solo, a  Solo Interactive, especializada design, desenvolvimento e claro, motion. Fran ilustra seu alter ego desde que era bem pequeno. mas só há uns anos que ele resolveu se dedicar à animação e tem tido bons resultados. 🙂

O Instagram de Fran Solo já conta com mais de 300 mil seguidores (eu sou um deles) e se depender dessas suas ideias mirabolantes o numero não vai parar de crescer.

Aproveita agora a hora do almoço para conferir o trabalho do Fran Solo e se divertir um pouquinho nessa segunda-feira. 😊

The Joel McHale Show with Joel McHale: #EuVi

Bárbara Gaia

11 de abril de 2018

Eu adoro uma comédia e deve ser o conteúdo que mais assisto na TV. Um dos programas que acompanhava desde quando TV a cabo chegou em casa era o The Soup, do canal E!. A ideia era ter um apresentador comentando sobre os programas mais bizarros que passava na grade da TV americana. Criado em 2004, The Soup teve vários apresentadores, entre eles Joel McHale, que ficou até o fim, em 2015.

The Joel McHale Show

De todos os apresentadores que passaram pelo The Soup, Joel McHale foi, pra mim, o mais engraçado. Sempre com um tom meio sarcástico, ele analisava os programas que estavam no ar em vários canais e fazia seu comentário pra lá de ácido. Para mim surpresa eles resgataram a essência do The Soup em um programa original Netflix: o The Joel McHale with Joel McHale, que claro, traz Joel McHale.

Com um novo episódio sempre aos domingos, Joel continua com seu humor meio Chandler Bing (acho que deve ser por isso que gosto) e no primeiro episódio fez suas piadas para programas “reality show” como o The Bachelor, fez um esquete muito engraçado sobre sua chegada no Netflix, que contou com a presença de alguns atores das séries originais mais famosas, incluindo a atriz Alison Brie que fez Glow e já trabalhou com Joel em Community (que também era hilária!).

Como a Internet se tornou praticamente a TV de hoje em dia, Joel faz um panorama dos vídeos mais sem-noção que estão sendo publicados e também mostra algumas produções internacionais que são, digamos assim, bem peculiares.

Outra coisa que achei muito engraçada é que a cada episódio a música que fecha o programa é diferente. Elas falam sobre como ninguém presta atenção nos créditos finais e que fazer uma música para isso é uma perda de tempo.

Quem gosta de uma boa comédia despretensiosa para entreter durante uma tarde de domingo, Joel McHale é o que você procura. Ainda não apareceu nada do Brasil mas sei que vai aparecer logo, logo. 😂

O Inventário: #EuCurti

Bárbara Gaia

9 de abril de 2018

Eu adoro programas de TV sobre design e decoração. Acho que assisto a quase todos do GNT, especialmente o Decora, Admirável Móvel Novo e Mais Cor Por Favor. Comandando por Thalita Carvalho, que começou dando dicas de decoração no Decora e acabou ganhando um programa só dela, o Mais Cor Por Favor dá soluções ao estilo DIY (o faça você mesmo em bom português) para transformar um ambiente da casa.

Durante um desses episódios Thalita ajudou Marta a homenagear sua mãe em comemoração as Bodas de Pratas de seus pais. O pedido era usar referências nordestinas na decoração e para fazer um painel ao estilo cordel, Thalita contou com a ajuda da equipe de O Inventário e eu fiquei encantada com o trabalho deles.

foto: facebook.com/oinventario

Então lá fui eu procurar pelo estúdio criativo pelo Instagram e quando vi suas criações passei algum tempinho admirando. As peças são produzidas pelo casal Anny Carol e Silvano que explicam que usam da arte afetiva para trazer significado ao que desenham e pintam. O ateliê fica em Caruaru, Pernambuco, lugar escolhido por eles e que eu percebo que deve ter algum significado especial porque seu projetos tem um toque de inspiração nordestina.

facebook.com/oinventario

No site você encontra canecas, tábuas de cozinha, pôsteres e mais um monte de peças decorativas com o estilo característico do cordel e ilustrações bem coloridas mas de uma delicadeza que realmente transmitem cuidado e carinho.

Legal ver pessoas que valorizam a cultura brasileira. Em meio a tantas coisas que a gente vê que acontecendo por aqui e que faz a gente perder a esperança, encontrar esses trabalhos faz a gente parar, respirar um pouco e ainda acreditar.

O Inventário
foto: facebook.com/oinventario

Para quem quiser conhecer mais o trabalho de O Inventário, segue o estúdio no Instagram que você vai encontrar coisas bem legais por lá. 😉

Afrojazz – African Brothers: #EuOuvi

Bárbara Gaia

8 de abril de 2018

Recentemente falei aqui no blog sobre o livro A Vida Cotidiana: No Mundo do Jazz (se você ainda não leu a minha resenha é só clicar aqui) e a história e a trajetória dos percursores do jazz em levar esse estilo musical para os EUA, em uma época que a desigualdade e o preconceito eram ainda maiores do que a gente vê hoje, emociona e impressiona.

Pensando nisso e ainda embalada pelo som de Nova Orleans resolvi colocar um pouquinho da história brasileira nesse ritmo, escutando o Afrojazz. Se você ainda não conhece, vale a pena. Em 2012 um grupo de músicos resolveu levar o jazz para as ruas do Rio, realizando algumas apresentações na Lapa, um dos grandes centros boêmios cariocas eu diria, e a receptividade superou a expectativas de todos eles.

Com muita criatividade, persistência e talento o Afrojazz foi ganhando seu espaço. O grupo, que é composto por Eduardo Santana (Trompete), Daniel Conceição (Bateria), Rodrigo Ferrera (Contrabaixo), Roque Miguel (Percussão), Felipe Chernicharo (Guitarra), Oswaldo Lessa (Sax Tenor) e Negralha (DJ), mistura música africana, brasileira e latina ao funk, o hip hop e claro jazz.

Essa mistura de sons e estilos, com uma boa dose de improvisação que é característicos do jazz, é que chamou minha atenção. Todos esses elementos estão presentes no álbum African Brothers, lançado em 2016, e que vou falar um pouquinho das minhas impressões de cada música.

Ska Jazz traz o estilo musical do ska que também chama minha atenção pela sua intensidade e alegria constante. Originário da Jamaica, o gênero acrescenta nos ritmos caribenhos tradicionais como o mento e o calipso um pouco de jazz, blues e r&b. E na música Ska Jazz ainda ganhou um solo de guitarra sensacional que me pegou de surpresa e fiquei encantada quando escutei.

De Volta tem os beats do hip hop aparecem logo no começo da música e casam muito bem com som do trompete e com os scratchs que os DJs adoram fazer e fazem com maestria em seguida. Depois vai ganhando aos poucos um ar mais funk, bem anos 70. É para colocar na pista e curtir com os amigos!

Caminhos Abertos é bem curtinho, tem só 1:05 de duração, mas se destaca pelo som dos trombones que aqui ganham um ar mais sublime. Acompanhado do que me lembra se também os scratchs do hip hop, a música é uma introdução à African Brothers.

African Brothers, que leva o nome do álbum, tem os elementos da música africana junto ao jazz, ritmo que tem como influência a musicalidade da África. Junto com batuques e o som de vozes que parecem entoar um canto tribal, African Brothers ganha no meio da faixa uma canção, diferente das outras que são puramente instrumentais. A letra é inglês e confesso que preferiria em português por ser um grupo brasileiro.

Dance como Quiser ainda mantém um pouco da pegada funk que agora ganha uns riffs de guitarra e assim como African Brothers, traz uma letra mas dessa vez em português (gostei!). A música fala daquele sentimento bom de você dançar sem pretensão e como essa energia pode contagiar e quem saber levar você a uma revolução interna que também pode acabar contagiando a todos para uma grande revolução comunitária.

Energia pura

tá na dança

sempre que seu corpo inflama

liberando a emoção.

Movimento que nascido do vento

faz crescer o sentimento

de fazer revolução.

Avalanche volta a trilha da musica instrumental e sinto mais a presença da bateria e do contrabaixo que fizeram toda a diferença para aquele jazz bem gostosinho de se escutar. No meio da música aparecem o som de batuques que foram a cereja do bolo.

Aflitos começa com uma guitarra que lembra um pouco o estilo do maracatu de Chico Science. O som típico do Nordeste vai ganhando espaço com triângulos, trompetes e bateria. Ficou uma proposta bem interessante e fecha o álbum com aquela sonoridade brasileira que deve ser sempre valorizada porque é rica demais.

Se você tiver Spotify, segue a galera do Afrojazz que você não vai se arrepender. Fique atento também à página do grupo porque além de anunciar a sua agenda de shows, eles, durante o Carnaval, tem um bloco criado por eles que agita a cidade durante a época de folia.

 

No Mundo do Jazz: #EuLi

Bárbara Gaia

3 de abril de 2018

Tem, mais ou menos, uns 2 anos que passei a me interessar pelo jazz. Antes eu escutava muito de vez em quando mas nesses últimos anos estou ouvindo com mais frequência e adorando. Dos percursores até os novos artistas de hoje em dia, esse ritmo além de ser música para os meus ouvidos, tem uma história e tanto. O livro A Vida Cotidiana: No Mundo do Jazz conta um pouco dessa trajetória.

No Mundo do Jazz

 

Encontrei esse exemplar durante um evento no Malha (que já falei sobre ele por aqui) em um stand de livros e discos antigos. Escrito por François Billard, No Mundo do Jazz faz uma cronologia completa sobre o surgimento do jazz, de sua origem até a década de 50, com trechos de entrevistas com grandes nomes como Louis Armstrong, Billie Holiday, entre outros.

A origem do jazz

Não se sabe muito bem o início do jazz mas muitos apontam a década de 10, quando o estilo musical ganhou o nome de jass, com “s” mesmo. Mas o lugar todos sabiam: Nova Orleans. Um grande porto, fundado em 1718, que era próspero até a chegada das redes ferroviárias,  com que o tráfico fluvial, sua principal base, perdesse a importância. A pobreza tomou conta do lugar e Nova Orleans já não era um lugar mais tão bem visto.

A música se tornou a válvula de escape para o povo que vivia lá, composto por franceses, africanos, martiniquenhos, cubanos e americanos. Especialmente para os afroamericanos que passaram a fazer do jazz seu contador de histórias e lutas. Pode-se dizer que o jazz seria o filho do ragtime, um ritmo que se inspirou na música erudita europeia e na música africana e antilhana para criar algo repleto de muita sonoridade e ginga.

O jazz e a luta do povo negro

Muitos artistas negros, que tinham excelência musical, não eram reconhecidos e viam grandes oportunidades de carreira sendo entregues a pessoas de pele clara.  O violinista Eddie South é um desses exemplos. Estudou violino clássico em Budapeste e Paris e poderia ter feito uma grande carreira na música clássica, mas por ser negro, South não teve seu espaço e voltou-se para o jazz encontrar nesse estilo um lugar para expressar seu talento.

A música era a única arte que o povo negro, nos EUA, tinha acesso naquela época e fizeram do jazz a sua escola. É impressionante ver a idade que alguns começavam. A pianista Mary Lou Williams já se apresentava aos 6 anos de idade e Duke Ellignton, um dos pioneiros do jazz, já era um destaque na adolescência. Comprando materiais de segunda mão, todos aprendiam sozinhos as notas e passavam a compor suas próprias melodias.

Essa força de vontade de ir atrás sem esperar dos outros uma oportunidade era praticamente um lema do jazz. O sociólogo George B. Murray, autor do livro Le jazz moderne et la grande cité, escreveu que

o jazz moderno exprime melhor a sensibilidade das grandes metrópoles contemporâneas do que qualquer outra forma musical.

Também destaca expressões como How you makin man? Ou What´s shakin?, mostrando que ninguém nunca “chegou lá” que é preciso sempre seguir em frente e que parar é retroceder.

Esse modo de improvisar e juntar vários ritmos para criar algo novo e completamente diferente é mesmo a essência do jazz. Fazer do limão uma limonada em batidas mais aceleradas e que exemplificam bem os contrastes de uma sociedade desigual.

Para quem quiser conhecer um pouco mais da história do jazz e também da história norte-americana entre as décadas de 10 e 50, A Vida Cotidiana: No Mundo do Jazz narra muito bem esses fatos. Vale a pena dar uma olhada e perceber que realmente, música importa e transforma.

Redes Sociais

Bárbara Gaia

Aqui você vai encontrar tudo que tenho lido, visto, ouvido e curtido ultimamente. Dicas de livros, séries, filmes, músicas, lugares interessantes e mais. Seja bem-vindo(a) ao meu checklist! ;)